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Quem é Ali Larijani, chefe de segurança do Irã que Israel diz ter matado

Larijani era peça central na política nuclear e na segurança do país

Ali Larijani: chefe de segurança do Irã pode ter sido morto em ataque, segundo Israel. (ALI AL-SAADI/AFP via Getty Images)

Ali Larijani: chefe de segurança do Irã pode ter sido morto em ataque, segundo Israel. (ALI AL-SAADI/AFP via Getty Images)

Publicado em 17 de março de 2026 às 11h12.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 17, que o chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani, foi morto em meio aos ataques no atual conflito no Oriente Médio.

As autoridades iranianas, no entanto, ainda não confirmaram a morte.

A possível eliminação ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei no início da guerra, o que ampliou a influência de Larijani dentro da estrutura de poder iraniana.

Papel de Larijani no regime iraniano

Desde o início do conflito, Larijani assumiu papel mais visível que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde que sucedeu o pai.

Na última semana, o chefe de segurança foi visto em um comício em Teerã, em demonstração de apoio ao governo e desafio aos ataques de Israel e dos Estados Unidos.

Caso a morte seja confirmada, a perda é considerada estratégica para o Irã, já que Larijani era visto como um dos principais articuladores políticos e de segurança do país.

Conhecido pelo perfil pragmático, Larijani construiu carreira em diferentes áreas do Estado iraniano, incluindo as Forças Armadas, a comunicação estatal e o Legislativo.

Ele presidiu o Parlamento entre 2008 e 2020 e teve papel relevante nas negociações nucleares, liderando diálogos com potências como Reino Unido, França, Alemanha e Rússia.

Em 2025, voltou ao comando do Conselho Supremo de Segurança Nacional, coordenando estratégias de defesa e supervisionando a política nuclear em meio à escalada de tensões.

Atuação na diplomacia e no programa nuclear

Larijani também teve atuação ativa na diplomacia regional, com viagens a países do Golfo, como Omã e Catar, durante tentativas de retomada das negociações nucleares.

Ele apoiou o acordo nuclear de 2015, que foi abandonado pelos EUA durante o governo de Donald Trump, e defendia o enriquecimento de urânio como um direito soberano do Irã.

Antes da guerra, alertou que pressões externas poderiam levar o país a endurecer sua postura nuclear.

O dirigente iraniano também foi alvo de sanções dos Estados Unidos, acusado por Washington de envolvimento na repressão a protestos no país.

Segundo grupos de direitos humanos, milhares de pessoas morreram na repressão às manifestações, enquanto Larijani atribuía a violência à interferência estrangeira.

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