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Irã promete vingança e guerra atinge embaixada dos EUA no 19º dia

Conflito se amplia com bombardeios no Líbano, ataques no Golfo e tensão no petróleo

Guerra: embaixada dos EUA em Bagdá volta a ser alvo no 19º dia de conflito (Elaheh ASIABI/FARS NEWS AGENCY/AFP/Getty Images)

Guerra: embaixada dos EUA em Bagdá volta a ser alvo no 19º dia de conflito (Elaheh ASIABI/FARS NEWS AGENCY/AFP/Getty Images)

Publicado em 18 de março de 2026 às 07h03.

Última atualização em 18 de março de 2026 às 07h08.

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no 19º dia nesta quarta-feira, 18, com o Irã prometendo uma resposta “decisiva” pela morte de seu chefe de Segurança, Ali Larijani, enquanto novos ataques atingiram Israel, o Iraque e países do Golfo.

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá voltou a ser alvo de drone, em meio à escalada do conflito.

Mísseis iranianos mataram duas pessoas na região de Tel Aviv, elevando para 14 o total de mortos em Israel desde o início da guerra. Em resposta, os Estados Unidos bombardearam lançadores de mísseis iranianos próximos ao Estreito de Ormuz, em uma tentativa de conter ataques que ameaçam a principal rota global de petróleo.

O Irã organizou funerais para Larijani e para o general Gholamreza Soleimani, mortos em bombardeios israelenses, e reiterou promessas de vingança. O comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, afirmou que “o sangue será vingado”, enquanto o país lançava uma nova onda de mísseis contra o território israelense.

Embaixada dos EUA e ataques se espalham pela região

A embaixada americana em Bagdá foi atingida por um drone, segundo fontes de segurança, em mais um ataque contra o complexo diplomático na Zona Verde. Não há informações detalhadas sobre danos ou vítimas.

No norte do Iraque, ao menos quatro explosões foram registradas em Erbil, em meio a ataques de grupos pró-Irã contra interesses dos Estados Unidos. O país voltou a se consolidar como uma frente indireta do conflito.

A escalada também atingiu o Golfo. Um projétil iraniano caiu próximo a uma base militar australiana nos Emirados Árabes Unidos, enquanto Arábia Saudita interceptou drones e o Kuwait relatou ataques com foguetes.

Bombardeios no Líbano e ameaça a líder iraniano

Israel intensificou ataques no Líbano, atingindo o centro de Beirute e deixando ao menos dez mortos e 27 feridos, segundo autoridades locais. Bombardeios também atingiram o sul do país, provocando pânico na região de Tiro após ordens de evacuação.

O Hezbollah afirmou ter atacado tropas israelenses no sul do Líbano, ampliando a frente de combate aberta no início de março.

O Exército israelense também afirmou que pretende “localizar e neutralizar” Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, que não aparece em público desde que assumiu o cargo após a morte de seu pai no início da guerra.

Petróleo recua e tensão global persiste

Apesar da escalada militar, os preços do petróleo recuaram após o anúncio de retomada parcial das exportações do Iraque. O barril do Brent caiu para cerca de US$ 100, enquanto o WTI recuou para a faixa de US$ 92.

Ainda assim, o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, e alertou que os impactos da guerra “afetarão a todos”.

A Agência Internacional de Energia Atômica informou que a usina de Bushehr foi atingida por um projétil, mas sem registro de danos ou vazamento radioativo.

*Com EFE e AFP 

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