EUA x Brasil: senadores americanos questionam se o governo Trump reconhecerá o resultado da eleição brasileira (Anna Moneymaker/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/Getty Images via AFP)
Repórter
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 15h38.
Três senadores democratas dos Estados Unidos acusaram, na segunda-feira, 28, o governo de Donald Trump de interferir no Brasil antes da eleição presidencial de domingo, 4 de outubro. Em carta ao secretário de Estado Marco Rubio, Peter Welch, Jeanne Shaheen e Tim Kaine citaram tarifas, sanções e pressão política e disseram que as medidas ameaçam a relação bilateral e a democracia brasileira.
Três senadores democratas dos Estados Unidos acusaram o governo de Donald Trump de promover uma campanha de “interferência e desestabilização” no Brasil às vésperas da eleição presidencial de domingo, 4 de outubro. Eles chegam a mencionar o encontro com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, citando "uma tentativa de minimizar um escândalo político interno, ressaltando a disposição do governo em se intrometer nas eleições".
Em carta enviada ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, na segunda-feira, 28, os parlamentares afirmaram que as ações do governo ameaçam a relação estratégica entre os dois países e enfraquecem instituições democráticas brasileiras.
Assinado pelos senadores Peter Welch, Jeanne Shaheen e Tim Kaine, o texto cita que as autoridades americanas adotaram medidas de pressão diplomática, econômica e política contra o Brasil durante o segundo mandato de Trump.
Segundo eles, a estratégia começou a se intensificar no verão de 2025, com a imposição de tarifas e sanções em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A carta também cita a nomeação de Darren Beattie para atuar como assessor do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil. Os parlamentares afirmam que Beattie tem um histórico de declarações públicas alinhadas à extrema direita e que sua indicação representaria uma retomada da pressão sobre autoridades brasileiras.
Mais recentemente, os senadores apontam as novas tarifas sobre produtos brasileiros, após uma investigação conduzida pelo representante comercial dos Estados Unidos. Segundo eles, a investigação teria sido determinada por Trump no mesmo período em que o presidente americano criticava decisões da Justiça brasileira envolvendo Bolsonaro e empresas de redes sociais.
Para os parlamentares, as ações do governo americano indicam uma tentativa de interferir na eleição brasileira.
Na carta, Welch, Shaheen e Kaine pedem ao Departamento de Estado que esclareça se o governo Trump vai se comprometer a reconhecer o resultado da eleição brasileira e manter relações diplomáticas com o candidato escolhido pelos eleitores.
Peter Welch, Jeanne Shaheen e Tim Kaine afirmam que o governo de Donald Trump adotou medidas de pressão diplomática, econômica e política contra o Brasil. Segundo os senadores, essas ações indicam uma tentativa de interferir na eleição presidencial brasileira.
Os senadores citaram tarifas, sanções e outras formas de pressão durante o segundo mandato de Donald Trump. Segundo os parlamentares, a estratégia se intensificou no verão de 2025, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo os senadores, Donald Trump determinou uma investigação comercial no mesmo período em que criticava decisões da Justiça brasileira sobre Jair Bolsonaro e empresas de redes sociais. A investigação conduzida pelo representante comercial dos Estados Unidos antecedeu novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Darren Beattie foi nomeado assessor do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil. Os parlamentares afirmam que Beattie possui histórico de declarações públicas alinhadas à extrema direita e que sua indicação representa uma retomada da pressão sobre autoridades brasileiras.
Donald Trump recebeu o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca. Para Peter Welch, Jeanne Shaheen e Tim Kaine, o encontro sinaliza a disposição do governo americano de se envolver no processo eleitoral brasileiro.
Os senadores pediram esclarecimentos sobre a coordenação das políticas americanas de democracia e direitos humanos no Hemisfério Ocidental. Eles também questionaram se o governo Trump reconhecerá o resultado certificado da eleição brasileira de 2026 e manterá relações diplomáticas normais com o candidato eleito.