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Petro anuncia reunião com Trump nos EUA em 3 de fevereiro

Encontro ocorre após confronto verbal e ameaças envolvendo Colômbia e Venezuela; presidente da Colômbia segue com visto cancelado

Gustavo Petro e Donald Trump: presidentes da Colômbia e EUA devem conversar em 3 de fevereiro.  (Luis ROBAYO and Mandel NGAN/AFP)

Gustavo Petro e Donald Trump: presidentes da Colômbia e EUA devem conversar em 3 de fevereiro. (Luis ROBAYO and Mandel NGAN/AFP)

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 06h41.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta quarta-feira, 14, que se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 3 de fevereiro, em Washington, em um movimento de desescalada das tensões diplomáticas entre os dois países.

A confirmação foi feita por Petro durante uma reunião televisionada com ministros. “Será em 3 de fevereiro. Já veremos os resultados dessa reunião”, afirmou o presidente colombiano.

Trump e Petro protagonizaram confrontos verbais ao longo do ano passado. Após a invasão americana à Venezuela e a prisão do então presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro, Trump chegou a ameaçar ações militares também contra a Colômbia.

O presidente dos EUA acusou Petro de ligação com o narcotráfico. Entretanto, até o momento, o republicano não apresentou provas de suas acusações.

A tensão começou a diminuir na semana passada, após uma conversa telefônica entre os dois líderes, na qual concordaram em reduzir o tom das declarações públicas.

Segundo o presidente da Colômbia, na primeira conversa houve compromisso para ações conjuntas no combate ao tráfico de drogas, com foco no Exército de Libertação Nacional (ELN), guerrilha que atua na fronteira com a Venezuela.

Em 2025, o governo Trump retirou a certificação da Colômbia como aliado no combate às drogas, alegando resultados insuficientes no controle do tráfico de cocaína. Washington também cancelou o visto de Petro.

Segundo a AFP, mesmo com a Colômbia sendo o maior produtor mundial de cocaína, o presidente colombiano afirma que seu governo registrou recorde de apreensões da droga. “Finalmente há uma comunicação que permite que o presidente e as autoridades dos Estados Unidos saibam realmente o que está acontecendo com a luta que temos travado neste governo contra os narcóticos”, disse Petro.

*Com informações da AFP

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