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A década mais cansativa da vida tem idade certa, revela pesquisa

Mudanças no metabolismo, sono e estresse se somam ao auge das obrigações e ajudam a explicar por que essa fase costuma ser tão desgastante

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 21h35.

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A década dos 40 anos costuma ser apontada como a fase mais exaustiva da vida, por concentrar ao mesmo tempo mudanças naturais do corpo e um pico de responsabilidades no dia a dia. A avaliação foi comentada pela anatomista Michelle Spear, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, ao explicar que esse período pode reunir mais cobrança no trabalho, criação de filhos e demandas pessoais, enquanto a recuperação física tende a ficar menos eficiente do que na juventude.

Segundo a especialista, o cansaço não aparece apenas por “envelhecer”, mas por uma combinação de fatores. A energia do organismo continua presente, porém em condições diferentes das da fase adulta inicial, o que pode gerar uma sensação de desgaste mais constante quando a rotina exige mais tempo, atenção e esforço.

Por que os 40 anos podem ser a década mais cansativa

Uma das mudanças citadas é a perda gradual de massa muscular a partir dos 30 anos, sobretudo em quem não mantém treinamento de força. Com menos músculo, o metabolismo tende a desacelerar, o que pode influenciar disposição, sono e até a forma como o corpo lida com alimentação e estresse.

No caso das mulheres, a especialista também menciona o impacto de alterações hormonais na transição para a menopausa. Flutuações de estrogênio e progesterona podem interferir em áreas do cérebro ligadas ao sono e à regulação da temperatura corporal, o que contribui para noites menos reparadoras e maior sensação de fadiga durante o dia.

Além disso, adultos nessa faixa etária costumam estar em posições mais altas na carreira, com funções de liderança e tomada de decisão. Esse aumento de pressão pode elevar a carga mental e intensificar a percepção de cansaço, mesmo quando não há um esforço físico evidente.

O que pode melhorar depois dos 60 anos?

Apesar do cenário, a especialista aponta que os níveis de satisfação tendem a aumentar novamente após os 60 anos. Com a aproximação da aposentadoria ou mudanças no ritmo profissional, o estresse pode diminuir e a rotina ficar menos sobrecarregada, o que favorece a recuperação do sono e do bem-estar.

A recomendação, segundo Spear, não é tentar reproduzir a energia dos 20 anos, mas adotar estratégias para proteger o descanso e priorizar a recuperação. A ideia é reduzir o impacto do acúmulo de tarefas e criar condições para que o corpo volte a responder melhor às exigências do dia a dia.

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