Mundo

Irã diz que EUA vão liberar US$ 12 bilhões em fundos congelados

Anúncio foi feito por negociadores iranianos após rodada técnica na Suíça; EUA condicionam medidas à continuidade do diálogo

Publicado em 23 de junho de 2026 às 05h39.

Priorizar nos meus resultados Google

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta terça-feira, 23, que os Estados Unidos concordaram em liberar imediatamente US$ 12 bilhões em recursos iranianos congelados após a conclusão das negociações técnicas realizadas na Suíça.

Segundo a agência estatal IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o governador do Banco Central do Irã, Abdolnaser Hemmati.

As declarações contrastam com o posicionamento do vice-presidente dos EUA, JD Vance. Na segunda-feira, 22, ele afirmou que os recursos só serão desbloqueados caso as negociações continuem avançando.

Negociações entram em nova fase

Apesar da divergência sobre os fundos, Vance avaliou que houve “progresso muito bom” nas conversas realizadas em Bürgenstock, na Suíça. Segundo ele, o Irã concordou em manter aberto o Estreito de Ormuz e permitir a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Gharibabadi informou que foram criados quatro grupos de trabalho para tratar de sanções, programa nuclear, reconstrução econômica e implementação dos acordos.

O negociador também destacou que os EUA emitiram uma licença temporária, válida por 60 dias, autorizando operações ligadas à produção, venda e transporte de petróleo iraniano, embora as principais sanções econômicas contra Teerã continuem em vigor.

*Com EFE

Acompanhe tudo sobre:Irã - PaísEstados Unidos (EUA)

Mais de Mundo

Inflação, rixas internas e tarifas de Trump ameaçam republicanos nas midterms

Vaticano divulga primeiras imagens do Papa Leão XIV após operação no pulmão; veja fotos

Trump demite porta-voz da Casa Branca depois de 5 dias no cargo

Veja como funciona a 'mãe de todas as bombas' que os EUA querem usar no Irã