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Trump, Vance e líder iraniano assinam digitalmente acordo para fim da guerra, diz agência

A informação foi confirmada por um alto funcionário do governo americano a jornalistas

Trump e Vance: os chefes do executivo norte-americano assinaram digitalmente o acordo de paz com o Irã, afirmou fonte próxima à mídia (AFP/AFP)

Trump e Vance: os chefes do executivo norte-americano assinaram digitalmente o acordo de paz com o Irã, afirmou fonte próxima à mídia (AFP/AFP)

Publicado em 15 de junho de 2026 às 13h32.

Última atualização em 15 de junho de 2026 às 13h33.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seu vice-presidente, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador do Irã, assinaram eletronicamente um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio nesta segunda-feira, 15.

A informação foi dada anonimamente por um alto funcionário do governo americano à AFP. "O presidente queria assiná-lo pessoalmente porque ele queria mostrar sua... dedicação para conduzir isto para uma resolução bem-sucedida", disse por telefone a jornalistas.

Trump afirma que navios já começam a deixar o Estreito de Ormuz

Horas antes, Trump afirmou que navios carregados de petróleo já começaram a deixar o Estreito de Ormuz após o anúncio do acordo de paz entre Washington e Teerã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

A declaração foi feita na rede Truth Social enquanto Trump viajava para participar da cúpula do G7, na França. Segundo ele, a retomada da navegação no estreito sinaliza os primeiros efeitos práticos do entendimento firmado entre os dois países.

A reabertura de Ormuz é considerada um dos principais pontos do acordo, já que a passagem concentra cerca de 20% do comércio global de petróleo e seu bloqueio provocou meses de turbulência nos mercados internacionais.

Também nesta segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que Washington espera que o Estreito de Ormuz seja reaberto sem a cobrança de pedágios ou taxas por parte do Irã.

A declaração ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores iraniano informar que pretende cobrar tarifas relacionadas a serviços marítimos, como navegação, proteção ambiental e seguros.

"Esperamos que o estreito seja aberto sem pedágios a longo prazo", afirmou Vance em entrevista à CNBC. Segundo ele, a questão será discutida durante as negociações técnicas previstas para começar após a assinatura formal do acordo, marcada para sexta-feira, 19, em Genebra.

Sanções e programa nuclear seguem em aberto

Apesar do anúncio do entendimento, permanecem indefinidos temas considerados centrais nas negociações, como a suspensão das sanções econômicas impostas ao Irã e o acesso de Teerã a recursos financeiros congelados no exterior.

Vance também evitou detalhar os termos do pacto, mas afirmou que o acordo será baseado em um sistema de verificação em duas etapas.

Segundo o vice-presidente, os Estados Unidos aceitam a reintegração econômica do Irã, desde que o país cumpra os compromissos assumidos no acordo.

"Vocês são bem-vindos a ter acesso a uma economia não sujeita a sanções e a ser reintegrados à economia mundial, mas somente se atenderem aos compromissos assumidos", declarou.

*Com AFP

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