Repórter
Publicado em 2 de março de 2026 às 06h49.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira, 2, que lançou mísseis contra edifícios do governo de Israel em Tel Aviv e contra instalações militares e de segurança em Haifa e em Jerusalém Oriental.
Em comunicado, a corporação militar iraniana disse que, na “10ª onda” de ataques, houve bombardeio ao complexo governamental em Tel Aviv, além de alvos militares e de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental.
O Exército de Israel afirmou ter lançado ataques aéreos simultâneos contra alvos no Irã e no Líbano. A ofensiva ocorre após disparos atribuídos ao Hezbollah, que, segundo Tel Aviv, “sabia exatamente o que estava fazendo” ao abrir fogo durante a noite.
Em declaração à televisão, o porta-voz militar, general Effie Defrin, afirmou que “centenas de aviões da Força Aérea” participam dos bombardeios nos dois países. O oficial advertiu que o Hezbollah “pagará caro” pela ação.
Autoridades israelenses também disseram que estão sendo atingidos alvos ligados ao Hezbollah em áreas sob controle do grupo no sul de Beirute, incluindo a periferia da capital libanesa. A agência estatal do Líbano informou um balanço preliminar de dezenas de mortos e mais de uma centena de feridos após os ataques.
No Irã, a ofensiva israelense provocou explosões em diferentes regiões de Teerã e atingiu posições em cidades do oeste do país, segundo a imprensa estatal iraniana. O governo em Teerã respondeu com uma nova onda de mísseis em direção a Israel, acionando sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv, Jerusalém e outras áreas do país.
A escalada ampliou o conflito regional. Explosões foram relatadas em Doha, Dubai e arredores de Abu Dhabi. No Kuwait, as defesas aéreas interceptaram drones, enquanto a embaixada dos Estados Unidos emitiu alerta de segurança. Um ataque com drone atingiu a base britânica de Akrotiri, no Chipre, sem vítimas, segundo autoridades locais e o Ministério da Defesa do Reino Unido.
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou que as operações contra o Hezbollah podem se prolongar por dias, exigindo “prontidão defensiva e ofensiva contínuas”. Segundo a Reuters, fontes militares dizem que Israel intensificou os ataques no Irã em comparação ao confronto do ano passado e prepara nova convocação de reservistas.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou que a campanha militar conjunta contra alvos iranianos pode durar semanas. A Casa Branca afirmou que a ofensiva seguirá “sem interrupções” enquanto houver operações em curso. Washington confirmou as primeiras baixas americanas da campanha em uma base no Kuwait.
O agravamento do conflito elevou o risco para o tráfego aéreo e marítimo no Golfo e no Estreito de Hormuz, com impacto imediato sobre rotas internacionais e expectativa de pressão sobre os preços do petróleo.
*Com informações da AFP e EFE