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Emirates suspende voos para Dubai após escalada militar no Oriente Médio

Ataques de retaliação do Irã danificam aeroporto; transportadoras marítimas paralisam transporte no Golfo Pérsico

Emirates: companhia aérea suspendeu voos que partem e chegam de Dubai após escalada militar no Oriente Médio.  (Divulgação/Emirates)

Emirates: companhia aérea suspendeu voos que partem e chegam de Dubai após escalada militar no Oriente Médio. (Divulgação/Emirates)

Publicado em 1 de março de 2026 às 08h40.

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A Emirates Airlines, principal companhia aérea do Oriente Médio, confirmou ter suspendido temporariamente as operações para Dubai até pelo menos 8h desta segunda-feira, 2, após o fechamento do espaço aéreo em países do Oriente Médio com a escalada de ataques na região.

As operações de voos que partem de Dubai também foram interrompidas.

Os principais aeroportos de conexão da região, como Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Doha, no Catar, tiveram operações suspensas ou fortemente restritas desde a manhã de sábado, 28.

O Aeroporto Internacional de Dubai sofreu danos durante ataques de retaliação do Irã. Também houve impacto nos aeroportos de Abu Dhabi e do Kuwait e companhias como British Airways e Virgin Atlantic cancelaram voos para a região.

Impacto no transporte marítimo e rotas de petróleo

Duas das maiores transportadoras marítimas do mundo, CMA CGM e Hapag-Lloyd, determinaram que seus navios evitem navegar por águas do Golfo Pérsico.

A CMA CGM orientou, com efeito imediato, que embarcações que estejam no Golfo Pérsico ou a caminho da região permaneçam em segurança. A empresa também informou que a passagem pelo Canal de Suez segue suspensa, com desvio das rotas pelo Cabo da Boa Esperança, o que aumenta significativamente o tempo de viagem.

Já a Hapag-Lloyd suspendeu o trânsito de suas embarcações pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Outras empresas do setor, como a Maersk, alertaram clientes para possíveis atrasos nas entregas após desvios de rota motivados pelo risco de ampliação do conflito.

A Força Naval da União Europeia informou que a Guarda Revolucionária iraniana passou a advertir embarcações, por rádio, de que a travessia do Estreito de Ormuz “não estava autorizada”. A Organização das Nações Unidas (ONU) não anunciou medidas adicionais, mas declarou estado de alerta máximo.

Os Estados Unidos orientaram navios comerciais a manter distância do Golfo devido a “atividades militares relevantes” e a permanecer ao menos 30 milhas náuticas afastados de embarcações militares americanas.

Dados do site especializado MarineTraffic indicam que parte dos petroleiros recuou ou interrompeu a navegação antes de cruzar o Estreito de Ormuz neste sábado.

*Com informações da AFP

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