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Preço do petróleo reage a conflito no Oriente Médio e sobe mais de 10%

O petróleo americano (WTI) rompeu o patamar dos US$ 70; Brent se aproxima dos US$ 80

Petróleo: alta era amplamente esperada pelo mercado (Montagem com elementos Canva/Exame)

Petróleo: alta era amplamente esperada pelo mercado (Montagem com elementos Canva/Exame)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 1 de março de 2026 às 20h17.

Em uma reação amplamente esperada aos conflitos no Oriente Médio, os preços do petróleo no mercado internacional disparam na noite deste domingo, 1. Nas negociações do pré-mercado, que antecedem a sessão regular da segunda-feira, tanto o petróleo americano (WTI) quanto o europeu (Brent), os preços chegaram a subir mais de 10%.

Por volta das 20h10, horário de Brasília, os valores já não estavam tão próximos das máximas, mas ainda assim registravam valorização expressiva. Os contratos do WTI para abril subiam 7,4% a US$ 72 o barril. Os do Brent, que servem como referência para a Petrobras, avançavam 8,7%, a US$ 78,79.

O maior risco da situação de guerra entre Irão, Estados Unidos, Israel e outros países da região é uma interrupção prolongada do tráfego de navios-tanque pelo estreito de Ormuz, que movimenta cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo.

A organização dos países exportadores de petróleo (Opep+), da qual o Irã é membro, anunciou um aumento na produção da matéria-prima da ordem de 206 mil barris por dia a partir do próximo mês de abril, para evitar um choque após a interrupção do fornecimento via estreito de Ormuz. A produção iraniana de petróleo é a quarta maior do mundo, com 3 milhões de barris por dia registrados no último mês de janeiro.

Dan Kawa, sócio da gestora de fortunas We Capital, afirma que um conflito de longa duração gera risco sistêmico para o mercado energético global, "com rápida reprecificação do prêmio geopolítico e aumento significativo da volatilidade em petróleo, câmbio e juros", escreveu em seus perfis nas redes sociais.

"O choque tenderia a gerar contágio inflacionário via energia e fretes, podendo pressionar expectativas e a atuação de bancos centrais, especialmente se a disrupção se prolongar", complementa.

Segundo ele, é comum que o mercado precifique, inicialmente, um cenário extremo e, posteriormente, ajuste os preços conforme se tenha uma maior visibilidade sobre a situação.

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