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EUA e Irã suspendem ataques e retomam negociações de paz

Acordo temporário permite a retomada das negociações e diminui temores sobre a oferta global de petróleo

Trégua entre EUA e Irã: acordo interrompe ataques e abre caminho para a retomada das negociações de paz no Estreito de Hormuz. (Imagem gerada por IA/Exame)

Trégua entre EUA e Irã: acordo interrompe ataques e abre caminho para a retomada das negociações de paz no Estreito de Hormuz. (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 29 de junho de 2026 às 06h10.

Estados Unidos e Irã concordaram em suspender temporariamente os ataques e retomar as negociações para consolidar um acordo de paz, reduzindo o risco de uma nova escalada militar no Oriente Médio.

O entendimento prevê que ambos os lados interrompam as ofensivas enquanto equipes técnicas discutem os detalhes do memorando firmado neste mês, além de garantir a livre circulação de embarcações pelo Estreito de Hormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo.

Segundo autoridades americanas ouvidas pela Bloomberg, as conversas devem continuar ao longo desta semana, em Doha. A pausa nas hostilidades ocorre após dias de ataques mútuos que colocaram em xeque a trégua inicial e voltaram a ameaçar o fluxo de navios pela região.

A sequência de confrontos começou depois que o Irã atingiu embarcações comerciais que cruzavam o estreito. Em resposta, os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações militares iranianas.

Novas retaliações ocorreram durante o fim de semana, até que os dois governos concordaram em interromper temporariamente as ações militares, embora continuem trocando acusações de violações do cessar-fogo.

Apesar do acordo, ainda permanecem divergências importantes. Segundo a Bloomberg, um dos principais impasses envolve o controle da navegação em Hormuz e a eventual cobrança de taxas para navios que utilizarem a passagem.

O governo iraniano também defende maior controle sobre o tráfego marítimo na região, enquanto Washington afirma que continuará atuando para garantir a liberdade de navegação.

A trégua representa um alívio para o comércio internacional porque o Estreito de Hormuz concentra cerca de um quinto do transporte marítimo global de petróleo. Qualquer interrupção prolongada na rota pode pressionar os preços da commodity, elevar custos de energia e ampliar os riscos para a economia mundial.

Mercados reagem com cautela à trégua

O acordo melhorou o humor dos investidores no início da semana, embora ainda haja dúvidas sobre a durabilidade da trégua. Nos Estados Unidos, os futuros do Dow Jones avançavam 0,25%, enquanto os contratos do S&P 500 subiam 0,58% e os do Nasdaq-100 registravam alta de 0,92%.

Na Ásia, as principais bolsas fecharam majoritariamente em alta, recuperando parte das perdas observadas no início do pregão. Na Europa, os índices abriram sem direção única, refletindo a cautela diante das negociações entre Washington e Teerã.

O petróleo Brent chegou a subir quase 2% durante a madrugada, mas reduziu parte dos ganhos à medida que aumentou a expectativa de manutenção do fluxo de embarcações pelo Estreito de Hormuz. Ainda assim, o barril permaneceu acima de US$ 72, indicando que o mercado continua precificando o risco geopolítico.

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