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China amplia acesso global ao yuan com alta dos 'panda bonds'

Peuquim planeja novas reformas em sua política monetária para facilitar o comércio dos títulos do governo chinês comprados por estrangeiros

Conforme a confiança internacional no mercado chinês aumenta, Pequim busca ampliar o acesso aos yuans para atender à demanda pelos 'panda bonds' (AFP)

Conforme a confiança internacional no mercado chinês aumenta, Pequim busca ampliar o acesso aos yuans para atender à demanda pelos 'panda bonds' (AFP)

Publicado em 17 de julho de 2026 às 06h02.

O Banco Popular da China (PBOC) anunciou que pretende adotar novas medidas para facilitar o acesso de investidores estrangeiros a ativos em yuan, em meio ao fortalecimento da moeda e ao aumento da demanda pelos chamados panda bonds — títulos denominados em yuan emitidos por entidades estrangeiras no mercado doméstico chinês.

Segundo a autoridade monetária, esses movimentos refletem uma maior confiança internacional na economia e na moeda do país. Em entrevista coletiva na quarta-feira, 15, dirigentes do banco central destacaram que o yuan se valorizou 3% frente ao dólar e 4,7% em relação a uma cesta de moedas internacionais no primeiro semestre de 2026, apesar da volatilidade do cenário econômico global.

De acordo com Zou Lan, vice-presidente do Banco Popular da China (PBOC), o desempenho foi resultado da dinâmica de oferta e demanda no mercado cambial e da maior confiança dos investidores na economia chinesa.

Interesse global

O interesse estrangeiro pelo mercado de dívida da China também aumentou. As emissões dos panda bonds cresceram 69% nos primeiros seis meses do ano, ultrapassando 160 bilhões de yuans (US$ 23,6 bilhões, ou mais de R$ 120 bilhões), segundo dados do banco central apurados pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong.

Países como Hungria e Cazaquistão recorrem a este mercado, enquanto outras economias emergentes, como a Indonésia e, inclusive, o Brasil, já preparam suas primeiras emissões desse tipo de título.

O número de instituições negociando os panda bonds também avançou, passando para 2.493 no primeiro semestre, um aumento de 599 participantes em relação ao ano anterior.

Segundo Zou Lan, a expansão desse mercado demonstra a confiança internacional no ambiente regulatório chinês e reforça o reconhecimento do yuan como ativo financeiro global. O Banco Central afirmou que continuará promovendo o desenvolvimento do mercado de panda bonds, tornando mais simples a emissão e a negociação desses títulos por parte de instituições estrangeiras.

Além disso, o PBOC informou que pretende manter a liquidez do yuan no mercado offshore e aprofundar a cooperação com as autoridades financeiras de Hong Kong para ampliar as plataformas de negociação de ativos, incluindo títulos públicos e operações no mercado de câmbio.

O Banco Central fixou nesta quarta-feira a taxa de referência do yuan em 6,7910 por dólar. Segundo Zou, uma cotação próxima de 6,8 yuans por dólar está em linha com a média observada nos últimos anos. Ainda assim, ele ressaltou que a moeda continuará sujeita a pressões tanto de valorização quanto de desvalorização, oscilando em ambos os sentidos conforme as condições do mercado.

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