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Mercado Livre registrou 72 vendas por minuto via afiliados, diz Iuri Maia

Em entrevista ao Marketing Trends, diretor de marketing do Meli diz que programa de afiliados cresceu 342% e passa a integrar a estratégia de social commerce no Big Brother Brasil 2026

Iuri Maia, diretor de marketing do Mercado Livre (Divulgação)

Iuri Maia, diretor de marketing do Mercado Livre (Divulgação)

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 15h05.

Última atualização em 21 de janeiro de 2026 às 18h33.

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O Mercado Livre entrou no quarto ano como patrocinador do Big Brother Brasil e, em 2026, leva pela primeira vez ao reality uma cota dedicada ao programa de afiliados e creators. A iniciativa amplia o uso do programa como plataforma de social commerce, integrando venda, conteúdo e distribuição de ofertas em escala nacional.

“O BBB é o palco para mostrar escala, explicar como o modelo funciona e distribuir ofertas e cupons”, diz Iuri Maia, diretor de marketing do Mercado Livre, em entrevista ao Marketing Trends, videocast da EXAME. Neste ano, a operação no reality passa a combinar três frentes: a cota principal “Big”, a cota de supermercado — associada às dinâmicas semanais de compras — e a nova cota voltada exclusivamente a afiliados e creators.

O valor do investimento não é divulgado, mas a ampliação da estratégia acompanha o ritmo de crescimento do programa. No terceiro trimestre, a base de afiliados registrou alta de 342% na comparação anual. As comissões podem chegar a 16%, a depender da categoria.

Embora o número absoluto de participantes não seja informado, a escala do canal aparece no volume de transações. Em setembro do ano passado, as compras realizadas por links de afiliados chegaram a 72 por minuto, um patamar que indica a incorporação do modelo ao negócio principal da plataforma.

O impacto também vai além da conversão direta. “A quantidade de pontos de contato é enorme”, diz Maia, ao citar a recorrência das recomendações feitas em redes sociais, grupos de mensagens e conteúdos em vídeo.

A expansão é atribuída à combinação de sortimento, logística e incentivos comerciais, além de ferramentas voltadas à produção de conteúdo. O Mercado Livre também passou a investir em capacitação e no uso de inteligência artificial para apoiar afiliados na criação e adaptação de materiais. “A gente libera cupom para afiliado e ele acaba muito rápido”, afirma Maia, ao comentar o desempenho do canal em ações promocionais.

Além do impacto comercial, o programa tem se consolidado como fonte de renda para quem participa, seja como complemento ou atividade principal. O executivo cita o caso de uma ex-cozinheira que passou a atuar como afiliada e hoje registra renda mensal em torno de R$ 13 mil. Como referência de mercado, levantamento da FGV indica que a renda média na creator economy gira em torno de R$ 11 mil.

No plano de marketing, o Mercado Livre tem adotado o entretenimento como território central para integrar construção de marca e incentivos de venda. A estratégia reúne iniciativas em música, futebol e realities, com patrocínios como a Conmebol, campanhas com Neymar e Ronaldo e a marca “Mercado Livre Arena Pacaembu”.

No recorte do negócio, a base da companhia alcançou 77 milhões de usuários únicos no terceiro trimestre de 2025, com crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. Outro eixo da comunicação no BBB será o frete grátis a partir de R$ 19, política adotada em 2025 e mantida neste ano.

O reality também reforça a integração do ecossistema com o Mercado Pago e a ampliação do uso do Mercado Ads. Na Black Friday do ano passado, a comunicação conjunta das marcas reuniu 100 milhões de cupons, além de condições como parcelamento em até 24 vezes sem juros com o cartão do Mercado Pago.

Para Maia, o avanço do social commerce reflete uma mudança estrutural no consumo digital. “As empresas deixam de tratar afiliados como teste e passam a integrar o canal como parte do negócio”, afirma, ao destacar o papel do modelo na ampliação de conversão, recorrência e presença de marca em escala. Acompanhe a entrevista.

Assista abaixo à entrevista completa

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Sobre o Marketing Trends

O Marketing Trends é o videocast da EXAME dedicado a discutir os principais movimentos do marketing, da publicidade e da creator economy, em linha com o posicionamento da marca como uma mediatech focada em informação e formação de lideranças.

Apresentado por Juliana Pio, editora assistente de marketing, o programa reúne CMOs, executivos dos setores e personalidades para conversas sobre estratégia, negócios, comunicação e consumo. Os episódios são publicados semanalmente, às quartas-feiras, às 9h, no YouTube (@exame). Confira outros episódios:

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