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Ibovespa volta a subir forte e dólar cai abaixo de R$ 4,90

Índice tenta recuper parte das perdas registradas na véspera, quando teve sua maior queda diária em quase dois meses

Ibovespa: por volta das 10h30, o índice subia 1,09%, aos 185.220 pontos, impulsionado principalmente pelo avanço das blue chips (Cris Faga/Getty Images)

Ibovespa: por volta das 10h30, o índice subia 1,09%, aos 185.220 pontos, impulsionado principalmente pelo avanço das blue chips (Cris Faga/Getty Images)

Publicado em 8 de maio de 2026 às 10h42.

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O Ibovespa abriu as negociações desta sexta-feira, 8, em forte alta e recuperava parte das perdas registradas na véspera, quando o principal índice acionário da B3 teve sua maior queda diária em quase dois meses. Por volta das 10h40, o índice subia 1,29%, aos 185.584 pontos, impulsionado principalmente pelo avanço das blue chips, após fechar a quinta-feira, 7, em baixa de 2,38%, aos 183.218 pontos.

O movimento positivo era disseminado no mercado. Dos 79 papéis que compõem o índice, 64 operavam em alta no mesmo horário. As ações da Vale (VALE3), empresa de maior peso do Ibovespa, avançavam 1,02%, enquanto os grandes bancos subiam em bloco. Os papéis da Petrobras operavam de forma mista com leves ganhos e perdas.

Na ponta negativa, porém, empresas que divulgaram balanços pressionavam o índice. As ações do Magazine Luiza (MGLU3) caíam 2,77%, após a varejista reportar prejuízo líquido de quase R$ 34 milhões no primeiro trimestre de 2026.

A Renner (LREN3) recuava 0,47% depois de divulgar resultados. Já a Embraer (EMBR3) liderava as perdas do Ibovespa, com queda de 4,58%, após reportar lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões no trimestre, recuo de 51% na comparação anual. O resultado da fabricante foi impactado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, seu principal mercado, além de margens menores na aviação comercial e aumento de despesas na divisão executiva.

O dólar, por sua vez, volta a ser negociado abaixo dos R$ 4,90. A moeda americana também recua em relação a outras divisas internacionais. No mesmo horário, o dólar comercial era negociado com queda de 0,53%, cotado a R$ 4,897.

Petróleo

O petróleo operava com estabilidade na manhã desta sexta-feira, interrompendo uma sequência de três sessões de queda. Os contratos futuros do Brent subiram 0,20%, para US$ 100,26 por barril, enquanto o WTI recuava marginalmente, 0,18%, a US$ 94,59 por barril.

O mercado segue pressionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Novos confrontos entre os dois países aumentaram os temores sobre a estabilidade do frágil cessar-fogo e minaram expectativas de progresso na reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito.

Mesmo com a leve recuperação desta manhã, os contratos caminham para quedas semanais de aproximadamente 6%.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que o conflito impacta cerca de 14 milhões de barris por dia da oferta global de petróleo e destacou que qualquer recuperação da produção no pós-conflito vai ocorrer lentamente.

Futuros nos EUA

Os futuros das bolsas americanas apontavam para uma abertura positiva em Wall Street nesta sexta-feira. Os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 subiam cerca de 0,5% e 0,8%, respectivamente, enquanto os futuros do Dow Jones avançavam 162 pontos, ou 0,3%.

O movimento ocorre em meio ao acompanhamento dos desdobramentos do conflito entre Washington e Teerã. Na quinta-feira à noite, o presidente Donald Trump afirmou em sua rede Truth Social que não houve danos aos três destróieres americanos no Estreito de Ormuz e que o cessar-fogo ainda estava em vigor, classificando os ataques contra alvos iranianos como um mero "tapinha com amor".

Na quinta-feira, S&P 500 e Nasdaq Composite chegaram a atingir novas máximas históricas durante o pregão, mas recuaram ao final do dia. No acumulado semanal, o Nasdaq avança 2,8%, o S&P 500 sobe 1,5% e o Dow Jones registra a alta mais modesta, de apenas 0,2%, com as três médias a caminho de fechar a semana no positivo, impulsionadas por uma temporada de balanços mais forte que o esperado.

Mais cedo nesta sexta, os investidores aguardam a divulgação do relatório de emprego de abril nos EUA. As estimativas do Dow Jones apontam para criação de apenas 55.000 vagas no período, com a taxa de desemprego se mantendo estável em 4,3%.

Bolsas na Europa

Os mercados europeus operavam majoritariamente em queda nesta manhã, após o presidente Donald Trump ameaçar elevar as tarifas sobre a União Europeia. Logo após a abertura, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,55%. Entre os principais índices, o DAX alemão liderava as perdas, com queda de 0,98%, seguido pelo CAC 40 francês (-0,84%) e pelo IBEX 35 espanhol (-0,44%). FTSE 100, do Reino Unido, e FTSE MIB, da Itália, tinham recuos mais contidos, de 0,11% e 0,10%, respectivamente.

No Reino Unido, a apuração de eleições para conselhos locais mostrava derrotas para o Partido Trabalhista e para a oposição Conservadora, com o partido de direita Reform UK e os Verdes esperando colher ganhos. Os resultados desfavoráveis ao Trabalhismo colocam pressão sobre o já fragilizado premiê Keir Starmer.

Bolsas na Ásia e Oceania

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em queda, pressionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A Austrália registrou a maior perda da região, com o S&P/ASX 200 recuando 1,44%.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,82%, enquanto o CSI 300 da China continental recuou 0,60%. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 0,67%. O Nikkei 225 japonês cedeu 0,36% após uma realização de lucros, um dia depois de atingir máxima histórica. Na contramão, o Kosdaq coreano de pequenas empresas subiu 0,62%.

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