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Ibovespa fecha acima dos 142 mil pontos após livro bege e balanço dos 'bancões'

O dólar fechou em queda de 0,14% a R$ 5,462

 (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de outubro de 2025 às 15h15.

Última atualização em 15 de outubro de 2025 às 17h21.

O Ibovespa fechou, nesta quarta-feira, 15, em alta. O principal índice da B3 operou com ganhos de 0,65%, aos 142.603 pontos. O dólar caiu 0,14%, cotado a R$ 5,462.

Os mercados globais repercutiram os resultados do Bank of America e do Morgan Stanley, que publicaram seus balanços nesta manhã. Após o fechamento, será a vez da United Airlines apresentar seus resultados.

Na agenda econômica, o destaque nos Estados Unidos foi a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, que citou perspectivas mistas para o crescimento econômico, pressões tarifárias na atividade industrial, maior quadro de demissões e preços elevados.

Na véspera, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o "crescimento da atividade pode estar mais firme do que o esperado" e que os riscos de queda para o emprego parecem ter aumentado.

Vendas do varejo

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro avançou 0,2% em agosto, na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe uma sequência de quatro quedas consecutivas.

Na comparação com agosto de 2024, as vendas do varejo cresceram 0,4%, marcando a quinta taxa positiva seguida. No acumulado de 2025, o setor registra alta de 1,6%, enquanto o avanço em 12 meses é de 2,2%.

No radar hoje

Ao longo do dia, representantes da autoridade monetária participam de encontros internacionais: às 12h, o diretor de política monetária Nilton David falou em evento do Goldman Sachs, em Washington; e às 13h30, o presidente Gabriel Galípolo participou de reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No campo político, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúne nesta quarta-feira, 15, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026. A votação do PLDO estava prevista para ocorrer nesta terça-feira, mas foi adiada a pedido de Haddad.

À noite, às 20h, ministros de finanças e presidentes de bancos centrais participam de uma reunião do G20, também nos EUA.

Mercados internacionais

Os mercados internacionais operam majoritariamente em alta nesta quarta-feira. A melhora no sentimento global ocorre após um pregão volátil em Nova York na véspera, quando o presidente americano Donald Trump disse que a China não compra soja americana e ameaçou retaliação.

Os principais índices asiáticos fecharam no azul, contrariando as quedas de Wall Street. O índice japonês Nikkei 225 avançou 1,76%, enquanto o Topix subiu 1,58%. Na Coreia do Sul, o Kospi saltou 2,68% e o Kosdaq ganhou 1,98%.

A sessão foi influenciada também por dados de inflação chinesa: o índice de preços ao consumidor caiu 0,3% em setembro na comparação anual, sinalizando fraqueza na demanda doméstica. O Hang Seng Index, de Hong Kong, avançou 1,84%, e o CSI 300, da China continental, subiu 1,48%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve alta de 1,03%, enquanto o Nifty 50, da Índia, avançou 0,71%.

Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única. O Stoxx 600 subiu 0,69%. O CAC 40, da França, liderou os ganhos e saltou 1,99% após o governo prometer suspender a reforma da Previdência até depois da eleição de 2027. O DAX, da Alemanha, caiu 0,25%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,35%.

Nos EUA, os índices fecharam mistos: o Dow Jones caiu 0,04%, o S&P 500 subiu 0,40% e o Nasdaq 100 ganhou 0,66%.

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