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HBO Max vira motor de lucro da Warner antes de fusão com Paramount

Setor de streaming elevou o lucro da Warner, enquanto cinema e publicidade pressionaram a receita

Warner: perda dos direitos da NBA afetou publicidade, mas reduziu custos no trimestre. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Ima/Getty Images)

Warner: perda dos direitos da NBA afetou publicidade, mas reduziu custos no trimestre. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Ima/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 08h39.

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A Warner Bros Discovery decepcionou o mercado com a receita do segundo trimestre, mas os números mostraram um sinal que os investidores vinham esperando há tempos, de que o negócio de streaming da companhia começou a mostrar lucratividade de verdade.

A empresa reportou receita total de US$ 8,72 bilhões no período, abaixo da estimativa de US$ 9,29 bilhões compilada pela LSEG, resultado puxado para baixo por um estúdio de cinema fraco e por uma base publicitária que perdeu força sem os jogos da Associação Nacional de Basquetebol dos Estados Unidos (NBA, em inglês) na grade.

O contraste, porém, ficou por conta do HBO Max. A receita de streaming somou US$ 3,08 bilhões no trimestre, avanço de 10% ante o mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ajustado da divisão saltou 75% na comparação anual, para US$ 512 milhões.

O resultado reforça a tese de que a plataforma de streaming da Warner está deixando de ser um centro de custos para se tornar um gerador relevante de caixa, justamente na reta final antes da fusão bilionária com a Paramount. As informações são da Reuters.

Cinema capenga, publicidade sem NBA

A receita da divisão de filmes despencou 39%, com "Mortal Kombat II" e "Supergirl" não conseguindo repetir o desempenho de bilheteria de "Um Filme Minecraft" e "Pecadores", os grandes sucessos do ano passado.

A companhia reconhece o momento, mas aposta que a segunda metade do ano deve reverter o quadro, com o calendário de lançamentos concentrando apostas como "Digger" e "Duna: Parte Três" para os próximos meses.

Do lado da publicidade, a ausência dos jogos da NBA na grade da emissora neste ano combinada à queda de audiência na TV e a perda dos direitos esportivos derrubou a receita publicitária em 22%. A divisão de redes de televisão, que inclui a CNN, viu sua receita cair 17% no período.

Despesa operacional cai e lucro surpreende

A perda dos direitos esportivos, por outro lado, ajudou a aliviar as despesas. Sem os custos vinculados aos direitos da NBA e com gastos menores em conteúdo, a Warner viu suas despesas operacionais recuarem 23%, o que abriu espaço para um lucro trimestral surpreendente de 6 centavos por ação.

Analistas consultados pela LSEG projetavam justamente o oposto, um prejuízo de 13 centavos por papel.

Fusão com a Paramount segue em disputa judicial

O desempenho do streaming ganha peso extra no contexto da fusão de US$ 110 bilhões entre Warner Bros e Paramount. A combinação das plataformas HBO Max e Paramount+ deve dar à companhia resultante escala maior para brigar de igual para igual com Netflix e Disney.

A expansão internacional do HBO Max e produções originais como "The Pitt", "Euphoria" e "Casa do Dragão" seguem como os principais motores de crescimento de assinantes da plataforma.

O acordo, no entanto, ainda não está livre de obstáculos. A Califórnia e outros 11 estados americanos tentam barrar a fusão na Justiça sob a alegação de que a operação fere regras antitruste.

Diante da disputa, a Paramount concordou em pausar a conclusão do negócio até junho de 2027, enquanto um julgamento federal sobre o caso está marcado para março do mesmo ano.

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