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Estados Unidos incluem Alibaba, BYD e Baidu em 'lista de risco'

Medida não impõe sanções imediatas, mas amplia riscos regulatórios nos EUA

Alibaba: empresa afirma que não possui vínculos com atividades militares. (Aly Song/File Photo/Reuters)

Alibaba: empresa afirma que não possui vínculos com atividades militares. (Aly Song/File Photo/Reuters)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 9 de junho de 2026 às 08h08.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos ampliou sua lista de empresas chinesas supostamente vinculadas às forças armadas do país e incluiu nomes de peso como Alibaba, BYD, Baidu, Nio e Unitree. As informações são do Nikkei Asia.

A atualização reforça o endurecimento da política sobre tecnologias consideradas estratégicas e amplia a investigação sobre companhias que atuam em áreas como inteligência artificial, semicondutores, robótica, drones, baterias e sistemas autônomos.

A nova versão da chamada lista Section 1260H foi divulgada na noite de segunda-feira, 8, pelo Pentágono. As empresas adicionadas operam, direta ou indiretamente, nos EUA enquanto apoiam os esforços da China para fortalecer e modernizar suas capacidades militares.

O analista da Jefferies, Edison Lee, ressaltou que a inclusão na lista funciona como um "sinal de alerta" para órgãos reguladores pelos EUA, mas não implica, por si só, a adoção de sanções.

"Esta lista fornece ao Departamento de Comércio dos EUA e ao presidente dos EUA um 'sinal de alerta'."Edison Lee, analista da Jefferies

A medida pode, assim, aumentar o risco de restrições em contratos com o governo estadunidense, ampliar a fiscalização sobre investimentos e elevar a pressão regulatória e reputacional sobre os grupos afetados.

Lista foi ampliada após revisão do Pentágono

A atualização ocorre após uma versão preliminar da relação ter sido publicada em fevereiro e retirada posteriormente por omissões identificadas pelo Departamento de Defesa.

Na nova edição, 16 empresas controladoras foram adicionadas, enquanto outras dez deixaram a lista ativa.

Gigantes chinesas como Huawei, Tencent, CATL, ChangXin Memory Technologies (CXMT) e Yangtze Memory Technologies (YMTC), que já haviam sido classificadas antes, permanecem no documento.

Empresas contestam decisão dos Estados Unidos

A Alibaba afirmou que não há fundamentos para sua inclusão na lista e declarou que a empresa não faz parte de qualquer estratégia de fusão entre atividades civis e militares da China. A companhia informou que adotará medidas legais para contestar a decisão.

A Baidu também rejeitou as acusações. Em comunicado enviado ao Nikkei Asia, a empresa afirmou que não existe justificativa confiável para classificá-la como uma companhia militar e disse que utilizará todos os recursos disponíveis para buscar sua retirada da relação.

A WuXi AppTec, outra empresa adicionada na atualização, declarou que não atende aos critérios previstos na legislação estadunidense para receber essa designação e classificou sua inclusão como um erro. Ela também informou que pretende agir imediatamente para reverter a decisão.

Tensão entre EUA e China continua

A divulgação da lista ocorreu menos de um mês após o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim. O evento havia alimentado expectativas de uma redução das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Fontes citadas pelo Nikkei Asia apontam que parte dos analistas acreditava que a administração estadunidense poderia ter adiado a divulgação do documento até a realização da reunião entre os dois líderes.

Os ADRs da Alibaba encerraram o pregão de segunda-feira, em queda de 0,82%, cotados a US$ 120,07, em Nova York, mas mostravam recuperação no pré-mercado desta terça-feira, 9, avançando 0,57%, para US$ 120,75. Em Hong Kong, as ações da companhia encerraram a sessão com recuo de 1,43%, cotadas a HK$ 117,10.

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