Ibovespa: às 11h24, o Ibovespa registrava ligeira queda de 0,38%, aos 171.799 pontos (NurPhoto/Getty Images)
Repórter de Invest
Publicado em 7 de julho de 2026 às 11h25.
O Ibovespa recua no pregão desta terça-feira, 7, após a queda de 0,93% na véspera. Nos primeiros minutos de negociação, o principal índice acionário chegou a registrar uma alta moderada com o forte avanço das ações da Petrobras mas, por volta das 11h, a referência reduziu os ganhos diante da queda da Vale (VALE3). Às 11h24, o Ibovespa registrava ligeira queda de 0,38%, aos 171.799 pontos.
Entre as blue chips, a alta do petróleo impulsiona as ações da Petrobras. As ações ordinárias (PETR3) subiam 2,03%, enquanto as preferenciais (PETR4), 1,38%. Nos bancos, Itaú Unibanco (ITUB4) ganhava 0,68%, Bradesco (BBDC4), 0,39% e Banco do Brasil (BBAS3), 1,57%. Na ponta oposta, as ações da mineradora recuavam 1,21% e as units do BTG (BPAC11), também de peso na composição do índice, registravam queda de 0,34%.
Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para Azzas 2154 (AZZA3), com ganho de 3,78%, seguida por SLC Agrícola (SLCE3), que avançava 3,59%, Prio (PRIO3), que subia 2,84%, e Energisa (ENGI11) em alta de 2,56%.
Já entre as maiores quedas, Marfrig (MBRF3) caía 3,35%, seguida por MRV (MRVE3), que recuava 2,82%, e Embraer (EMBJ3), com queda de 2,61%.
Os investidores monitoram a escalada das tensões no Oriente Médio e novos indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, bem como a forte queda de ações de semicondutores nos mercados globais. No mercado de câmbio, o dólar comercial avançava 0,27%, cotado a R$ 5,146.
No Brasil, os investidores repercutem a divulgação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). O índice caiu 0,79% em junho, após alta de 0,87% em maio. Com o resultado, o indicador acumula alta de 3% no ano e de 3,59% em 12 meses, sinalizando um alívio na inflação ao produtor e de desaceleração dos preços no atacado.
Nos Estados Unidos, o déficit da balança comercial de bens e serviços aumentou para US$ 77,6 bilhões em maio. O resultado veio ligeiramente melhor que a expectativa do mercado, de um déficit de US$ 78,3 bilhões, mas representa uma forte deterioração em relação aos US$ 54,6 bilhões registrados em abril.
O petróleo sobe nesta manhã após relatos de ataques a navios próximos ao Estreito de Ormuz reacenderem temores sobre a oferta global. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o Brent avançava 2,61%, para US$ 73,86 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subia 2,57%, a US$ 70,27.
Um petroleiro saudita e um navio de gás natural liquefeito (GNL) do Catar foram atingidos na região, em meio a relatos de ataques da Guarda Revolucionária do Irã, segundo a Reuters. O episódio devolve parte do prêmio de risco geopolítico aos preços da commodity.
As bolsas de Nova York abriram sem direção única, mas firmaram no campo negativo. O Dow Jones, que chegou a renovar sua máxima histórica, com alta de 0,3%, virou para ligeira queda de 0,17%. Enquanto o S&P 500 recuava 0,57% e o Nasdaq Composite caía 1,34%, pressionado por uma nova rodada de vendas nas ações ligadas à inteligência artificial (IA) e ao setor de semicondutores.
Entre os destaques negativos, Micron perdia cerca de 5%, enquanto AMD, Broadcom, Marvell Technology, KLA e Nvidia também operavam em baixa.
O movimento ganhou força após a forte queda da Samsung na Coreia do Sul e diante de informações de que a chinesa DeepSeek estaria desenvolvendo seu próprio chip de IA.
Por outro lado, investidores migravam para setores mais defensivos e empresas de grande capitalização. Eli Lilly subia mais de 2%, enquanto JP Morgan, Microsoft e Walmart avançavam cerca de 1%.
As bolsas europeias operam sem direção única nesta manhã, com o setor de tecnologia entre os principais destaques negativos, acompanhando a realização de lucros observada nas fabricantes de semicondutores na Ásia e em Nova York.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,06%. Entre os principais mercados, o DAX, da Alemanha, recuava 0,60%, enquanto o FTSE 100, de Londres, avançava 0,60%, e o CAC 40, da França, subia 0,29%. Na Itália, o FTSE MIB perdia 0,21%.
As ações de tecnologia seguem pressionadas na região. Papéis da Soitec, Be Semiconductor, Infineon, STMicroelectronics, ASML e ASM International figuravam entre as maiores quedas do setor após o movimento de venda observado nas fabricantes de chips asiáticas.
As bolsas asiáticas fecharam em forte queda, lideradas pela Coreia do Sul, onde o índice Kospi despencou 4,91%. Durante a sessão, o mercado chegou a cair mais de 8%, levando a bolsa local a acionar um circuit breaker e interromper as negociações temporariamente.
No Japão, o Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%, e o CSI 300, da China continental, perdeu 1,03%.
O movimento foi desencadeado pela queda de quase 7% das ações da Samsung. Apesar de a companhia divulgar forte crescimento do lucro no segundo trimestre, investidores demonstraram preocupação com as perspectivas para a demanda por chips e os elevados investimentos no setor de IA.