Operações são retomadas nesta sexta-feira, 2, após o fechamento dos mercados no 1° de janeiro em função do feriado da Confraternização Universal (Patricia Monteiro/Bloomberg)
Repórter
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 06h00.
O primeiro pregão de 2026 começa nesta sexta-feira, 2, com uma agenda econômica esvaziada e poucos indicadores no radar. No Brasil, o principal dado do dia pela manhã será o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria, calculado pela S&P Global e divulgado às 10h.
Em novembro, o indicador subiu a 48,8 pontos, ante 48,2 em outubro. Apesar da melhora marginal, foi o sétimo mês consecutivo abaixo da linha de 50 pontos, que separa expansão de contração, sinalizando deterioração da atividade industrial. O dado de dezembro pode ajudar a calibrar as expectativas sobre o ritmo da economia no início de 2025.
À tarde, às 14h30, o mercado acompanha o fluxo cambial semanal, indicador importante para medir a entrada e saída de dólares do país, especialmente em um período de menor liquidez.
O tema ganha relevância após um fim de ano marcado por pressão sobre o câmbio. Com exceção da última sessão de 2025, na terça-feira, 30, quando o dólar recuou e encerrou o ano com desvalorização acumulada de 11,18%, a moeda americana vinha em trajetória de alta, pressionada, entre outros fatores, pelo comportamento do fluxo cambial.
Segundo análise do mercado, em um ambiente típico de fim de ano, com menor profundidade, a demanda sazonal por moeda estrangeira — seja para remessas ao exterior, ajustes de posições ou proteção — tende a ter peso maior na formação do preço.
Um relatório do BTG Pactual, publicado no início de dezembro do ano passado, reforça esse diagnóstico ao apontar que, apesar de novembro ter registrado entradas robustas no comércio exterior — que compensaram uma saída de US$ 3,1 bilhões no segmento financeiro —, dezembro poderia apresentar fluxo líquido negativo.
A estimativa é de uma saída de US$ 6,9 bilhões, concentrada sobretudo em pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).
No exterior, os investidores também monitoram indicadores dos Estados Unidos. Às 11h45 será divulgado o PMI industrial dos EUA; às 12h, os gastos com construção referentes a outubro; e, às 18h30, o balanço patrimonial do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), além dos dados sobre os saldos de reservas dos bancos junto à instituição.
O ambiente de negócios, porém, ainda é marcado por liquidez reduzida, reflexo dos feriados de fim de ano ao longo da semana, enquanto o mercado digere o desempenho expressivo dos ativos em 2025, no Brasil e no exterior.
Por aqui, o Ibovespa encerrou o último pregão de 2025 em alta de 0,40%, aos 161.125,37 pontos. No acumulado do ano, o principal índice da bolsa brasileira avançou 33,95%, o melhor resultado em quase uma década, quando havia subido 38,9%.
Ao longo dos últimos 12 meses, o Ibovespa registrou 32 recordes históricos, impulsionado por um rali mais intenso nos meses finais do ano, quando chegou a se aproximar dos 170 mil pontos. Dezembro terminou com ganho de 1,29%.
Em Nova York, os principais índices acionários fecharam o último pregão de 2025 em queda. O Dow Jones recuou 0,63%, o S&P 500 caiu 0,73% e o Nasdaq cedeu 0,76%, acumulando o quarto dia consecutivo de perdas.
Ainda assim, o balanço anual foi amplamente dos índices de ações dos EUA foi positivo. O S&P 500 avançou 16,6% em 2025, registrando o terceiro ano seguido de ganhos de dois dígitos.
O Dow Jones subiu 13,4% no período, enquanto o Nasdaq teve valorização ainda mais expressiva, de 20,5%, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia e pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial.