Hot wallet: como funciona esse tipo de carteira de criptomoedas

Hot wallets são aplicativos conectados diretamente à internet e à infraestrutura das criptomoedas
 (Getty/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 23/08/2022 às 18:00.

Última atualização em 23/08/2022 às 18:41.

Hot wallet é o nome dado a um tipo de carteira de criptomoedas muito usado pelos investidores desse mercado.

Portanto, entender como funciona uma hot wallet é fundamental para o investidor iniciante nesse tipo de mercado.

O que é hot wallet?

Hot wallets são aplicativos conectados diretamente à internet e à infraestrutura das criptomoedas. Ela consiste em uma interface através da qual é possível acessar e guardar suas criptomoedas.

Vê-se que, quando o investidor de criptomoedas começa a investir o seu dinheiro, é ideal que ele tenha uma carteira privada para guardar seus ativos.

Independentemente de qual tipo de criptomoeda ele adquira, ter uma carteira privada pode evitar que ele perca seu acesso aos ativos em algum momento.

Também é importante notar que as hot wallets possuem palavras-chave para manter a segurança de seus ativos. Sendo assim, elas funcionam como uma senha e ajudam na segurança desse tipo de ativo que pode entregar elevada rentabilidade.

Há chaves privadas (que só o dono deve saber, idealmente) e chaves públicas, que funcionam como nomes de usuário, ajudando a identificar a carteira. 

Qual é a diferença entre hot wallet e cold wallet?

Em primeiro lugar, é preciso saber que existem dois tipos de carteiras privadas. Por isso, é fundamental saber a diferença entre hot wallet e cold wallet.

A hot wallet, como dito anteriormente, consiste em uma carteira acessível através de um software conectado com a internet. 

Por outro lado, uma cold wallet é um tipo de aparelho ou aplicação que guarda os criptoativos de maneira offline (ou seja, sem contato com a internet).

Por exemplo: uma cold wallet pode ser um software que não possui conexão com a internet ou um aparelho similar a um USB que seja capaz de guardar suas chaves.

Independentemente da escolha do investidor, usar uma carteira privada é importante para manter a segurança dos criptoativos.

Quais os tipos de hot wallet?

Existem, de fato, diversos tipos de hot wallet. Muitas delas são gratuitas para baixar e podem ser configuradas facilmente. 

Além disso, muitas possuem a opção específica para funcionar de acordo com um sistema operacional, navegador ou aplicação diferente. Por exemplo: hot wallets exclusivas para Android, Firefox, etc. 

Além disso, algumas carteiras desse tipo funcionam apenas para o ecossistema de uma criptomoeda. Ou seja: alguns criptoativos podem não ser aceitos nesse tipo de hot wallet.

Existem diversas hot wallets. Por exemplo: MetaMask, Coinbase Wallet, Edge Wallet, Trust Wallet, Exodus, Nexo e outros.

Uma vez que existem diversas opções no mercado, é preciso fazer uma pesquisa adequada sobre as vantagens e desvantagens de cada uma, bem como avaliar as funcionalidades e ativos suportados para cada carteira privada.

Hot wallets são seguras?

É possível investir em criptomoedas através das hot wallets: o investidor pode depositar seus criptoativos nessas carteiras e esperar por uma valorização para vendê-las.

Entretanto, nem sempre é totalmente seguro usar esse tipo de carteira: por exemplo, se o investidor entra em sites que não sejam seguros e caso tenha suas chaves no computador, ele pode ser alvo de ataques.

Portanto, é possível tomar alguns cuidados para evitar problemas, como deixar a hot wallet em um dispositivo separado que não seja muito usado. 

Além disso, é possível usar também cold wallets para guardar os criptoativos e só transferir para uma carteira online quando quiser vendê-los.

Por fim, também é recomendado não passar as palavras-chave para ninguém e deixá-las guardadas em um local seguro.

Sendo assim, fica claro que armazenar criptomoedas é um processo que deve ser feito com cuidado, uma vez que esses ativos são diferentes de ativos de renda fixa, com controle realizado pelo governo e entes privados, por exemplo.

Usar hot wallet ou deixar suas criptos na corretora?

Muitos investidores deixam seu dinheiro nas exchanges (nome dado às corretoras de criptomoedas). No entanto, nem sempre isso pode ser uma medida boa.

Em primeiro lugar, o controle de suas criptomoedas não está diretamente com o investidor, o que pode ocasionar problemas.

Por exemplo: caso haja algum ataque hacker, a corretora vá à falência ou caso haja problemas regulatórios no seu país, o investidor pode perder dinheiro.

Dessa forma, o mais recomendado é que o investidor use uma carteira privada para armazenar seus próprios ativos, algo impossível de fazer com ações no Ibovespa, por exemplo.

Vale a pena usar uma hot wallet?

O uso de uma hot wallet pode ser uma medida para aumentar a segurança de seus criptoativos, mas também é preciso cuidado.

Caso suas chaves privadas estejam guardadas em algum lugar da internet (como em um arquivo de texto na nuvem, por exemplo), seus ativos podem ser roubados por hackers. 

Sendo assim, para aumentar a segurança das carteiras, o ideal é que elas sejam armazenadas em algum lugar fora da internet. Isso é fundamental para investidores com perfil mais agressivo que querem negociar esses ativos.

Além disso, as cold wallets são muito mais seguras por não estarem em contato com a internet. Por isso, é recomendado que a maioria do portfólio cripto de qualquer investidor esteja armazenado de maneira fria.

Dessa forma, é possível que apenas um pequeno percentual de uso mais imediato esteja disponível na hot wallet para negociações. 

Você ainda tem mais dúvidas sobre o uso da hot wallet para armazenar criptomoedas? Confira outros conteúdos como esse em nosso Guia de Investimentos, como:

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