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Secretário dos EUA diz que é preciso 'escalar' conflito no Irã para 'desescalar'

Scott Bessent afirma que ofensiva busca enfraquecer o Irã; no sábado, o presidente Trump ameaçou atacar a infraestrutura energética do país

Publicado em 22 de março de 2026 às 16h34.

Última atualização em 22 de março de 2026 às 17h06.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, defendeu neste domingo, 22, os ataques realizados por forças americanas e israelenses contra o Irã. Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News, ele afirmou que a estratégia pode envolver aumento da pressão militar para, posteriormente, reduzir o conflito.

“O presidente está em processo de desescalar esta guerra ou de escalá-la novamente? Não são coisas mutuamente excludentes. Às vezes é preciso escalar para depois desescalar”, declarou Bessent.

Segundo o secretário, as ações militares já afetaram significativamente as capacidades iranianas. Ele disse que a Força Aérea e a Marinha do país estão “completamente destruídas” e que os Estados Unidos têm atuado diariamente para neutralizar mísseis e instalações de produção.

O secretário também afirmou que os EUA conduzem uma campanha para “enfraquecer as fortificações iranianas” ao longo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo global, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial.

No sábado, 21, o presidente Donald Trump ameaçou atacar usinas de energia do Irã caso o país não abra “totalmente” o estreito em até 48 horas.

Antes disso, as Forças Armadas dos EUA informaram ter reduzido a capacidade do Irã de “ameaçar a liberdade de navegação” na região, após ataques a um arsenal subterrâneo na costa iraniana.

Desde o início do conflito, ações atribuídas à Guarda Revolucionária do Irã para restringir a passagem de navios têm reduzido o fluxo de cargueiros no estreito, com impacto nos preços do petróleo.

Na entrevista, Bessent também mencionou a ilha de Kharg, considerada central para a indústria petrolífera iraniana e alvo de bombardeios dos EUA na semana passada. Ao comentar possíveis próximos passos, afirmou: “Todas as opções estão sobre a mesa”, incluindo o envio de tropas americanas para garantir o controle da área.

*Com informações de EFE

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