Estreito de Ormuz: fechamento da passagem aumenta preço de petróleo e gás pelo mundo (Stringer/Reuters)
Redação Exame
Publicado em 22 de março de 2026 às 07h18.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã caso o país não reabra o Estreito de Ormuz em até 48 horas.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que, se Teerã não permitir a passagem marítima “totalmente, sem ameaças”, os EUA irão “aniquilar” usinas de energia iranianas, começando pelas maiores.
A ameaça ocorre no contexto da guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel passaram a atuar contra o Irã.
Em resposta, Teerã bloqueou o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o que já pressiona os preços globais de combustíveis.
Após a declaração de Trump, o Exército iraniano reagiu neste domingo (21) e afirmou que poderá atacar infraestruturas estratégicas na região do Golfo.
Segundo comunicado do porta-voz do comando operacional Khatam Al Anbiya, divulgado pela agência Fars, qualquer ação contra instalações de energia do país levará a uma resposta direta.
“Se a infraestrutura iraniana de combustível e energia for violada pelo inimigo, toda a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização dos Estados Unidos e do regime na região será atacada”, afirmou o porta-voz.
Enquanto a tensão aumenta, o Exército americano informou ter atingido um bunker iraniano ligado a ameaças contra o fluxo de petróleo e gás na região.
Ao mesmo tempo, mais de 20 países, incluindo Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, França e Japão, indicaram disposição para atuar na proteção da navegação no estreito.
A crise no Ormuz já levou países a buscar rotas alternativas e recorrer a estoques estratégicos, em meio ao risco de impacto prolongado sobre o abastecimento global de energia.
Com informações da AFP