Papa Leão XIV e Trump: líder da Igreja Católica faz apelo por paz e é criticado pelo presidente dos EUA. (Canva/Montagem/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 13 de abril de 2026 às 06h13.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 12, que não é “um grande fã” do Papa Leão XIV, após o pontífice fazer um apelo público pelo fim dos conflitos armados.
A declaração foi dada por Trump a repórteres na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. O presidente criticou o papa, classificando-o como “muito liberal” e afirmando que ele não acredita em combater o crime.
O republicano também acusou o líder religioso de adotar postura inadequada diante de países que buscam armamento nuclear.
No sábado, o Papa Leão XIV havia feito um apelo direto a líderes mundiais pelo fim da violência. Em discurso, pediu o encerramento de conflitos e criticou demonstrações de poder e interesses financeiros como motores de guerras.
Neste domingo, 12, o pontífice voltou a defender a busca por soluções pacíficas e manifestou apoio à população do Líbano, afetada por confrontos recentes no Oriente Médio.
Durante oração na Praça de São Pedro, o papa afirmou que há uma “obrigação moral” de proteger civis em contextos de guerra. Ele citou o princípio da humanidade reconhecido pelo direito internacional e pediu que as partes envolvidas no conflito busquem diálogo.
O Líbano foi arrastado para a guerra após operações militares de Israel contra o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. Segundo autoridades locais, mais de 2.000 pessoas morreram nos ataques.
O papa também fez um apelo específico à proteção de crianças e adolescentes, em linha com posicionamento do UNICEF.
A manifestação ocorre durante a primeira viagem internacional do pontífice, iniciada com visita à Turquia.
*Com AFP