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Trump diz que os EUA precisam de US$ 200 bilhões para financiar a guerra contra o Irã

Custo do conflito também foi confirmado pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que afirmou que solicitará o valor ao Congresso americano

Donald Trump: presidente dos EUA afirmou que o país necessita de mais dinheiro para financiar guerra no Oriente Médio (Alex Wong/Getty Images)

Donald Trump: presidente dos EUA afirmou que o país necessita de mais dinheiro para financiar guerra no Oriente Médio (Alex Wong/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 19 de março de 2026 às 14h39.

Última atualização em 19 de março de 2026 às 14h43.

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O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 19, que os Estados Unidos precisam de mais financiamento por "vários motivos" em meio à guerra com o Irã.

A declaração ocorreu na Casa Branca, quando foi questionado sobre uma reportagem do jornal The Washington Post que apontou que o Pentágono estava buscando US$ 200 bilhões para sustentar a guerra travada em conjunto com Israel contra o Irã, segundo informações da Reuters.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, também confirmou nesta quinta-feira que o Pentágono solicitará o valor de US$ 200 bilhões adicionais ao Congresso. Irã ataca instalações de energia no Golfo e promete vingança por Larijani no 19º dia de guerra

Segundo Hegseth, o valor ainda "poderia variar" nos próximos dias. "Obviamente, é necessário dinheiro para matar os caras maus", afirmou durante coletiva no Pentágono, que apresentou uma atualização do conflito, agora com 20 dias de duração.

"Recorreremos novamente ao Congresso, e aos nossos representantes lá, para garantir que tenhamos o financiamento adequado tanto para as operações já executadas quanto para aquelas que devamos empreender no futuro".

Elevação do poder bélico dos EUA

O atual Departamento de Defesa opera com um orçamento de quase US$ 900 bilhões no ano fiscal vigente, o maior já aprovado pelo Congresso. O novo pedido representa um acréscimo de cerca de 25% em relação ao orçamento original.

Hegseth indicou que a proposta também inclui a recomposição dos estoques militares. O objetivo, segundo ele, é que as reservas de munição e equipamentos bélicos dos Estados Unidos não apenas sejam restauradas, mas ultrapassem os níveis anteriores.

"Um investimento desta magnitude tem precisamente esse propósito: transmitir a mensagem de que reporemos todo o material que tenha sido consumido", afirmou.

O secretário retomou críticas à gestão do ex-presidente Joe Biden, mencionando o envio de armamentos à Ucrânia durante a guerra contra a Rússia. Para ele, essa política teria "esgotado" parte do arsenal americano.

"Em última análise, consideramos que, neste momento, estas munições seriam melhor empregadas em benefício de nossos próprios interesses. E este tipo de projeto de lei de financiamento garantirá que contemos com os fundos adequados para o futuro", disse.

Hegseth também declarou que os Estados Unidos destruíram a frota de submarinos do Irã e comprometeram a operação de seus portos militares. Ele não estabeleceu prazo para o encerramento do conflito, afirmando que essa decisão cabe ao presidente Donald Trump.

Custos da guerra no Oriente Médio

Os gastos americanos superaram US$ 11,3 bilhões nos primeiros seis dias de conflito contra o Irã, segundo estimativas compartilhadas pelo Pentágono com o Congresso e divulgadas pelo jornal The New York Times.

Na fase inicial dos ataques, iniciada em 28 de fevereiro, foram utilizadas armas como a AGM-154, bomba planadora de precisão cujo custo pode ultrapassar US$ 836 mil, segundo o jornal.

Desde então, o Pentágono informou que pretende empregar munições de menor custo nas próximas etapas da operação.

*Com informações da agência EFE.

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