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O que esperar das criptomoedas em 2026? Veja no que prestar atenção

Após 2025 de altos e baixos, setor deve ter eventos importantes que podem determinar futuro dos preços de criptomoedas

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 11h11.

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O mercado de criptomoedas chegou ao final de 2025 com um resultado misto: apesar de avanços importantes, os preços terminaram o ano praticamente no zero a zero, mascarando os ganhos relevantes em termos de adoção e aceitação pelo mercado. Agora, 2026 deverá contar com uma série de eventos que podem mudar, ou não, esse cenário.

Guilherme Nazar, vice-presidente da Binance para a América Latina, avalia que "o setor de ativos digitais está entrando em uma nova fase crucial" em 2026, que será definida principalmente "por uma integração mais profunda ao sistema financeiro global e por uma dinâmica de mercado em amadurecimento".

"Olhando para o futuro, 2026 será um ano em que a clareza regulatória e a participação institucional se unirão para remodelar as bases do mercado", projeta.

Para o executivo, 2026 será "o ano de ir além da euforia e da especulação, rumo à entrega de valor real e escalável. Acreditamos que o próximo capítulo do setor de criptomoedas será marcado pela adoção consciente, pela confiança e pelo impacto a longo prazo. Quando a inovação encontrar a responsabilidade, os ativos digitais se tornarão parte integrante das finanças do dia a dia".

Cenário macro

Em relação aos preços das criptomoedas, o grande fator determinante será o cenário macroeconômico global, em especial o dos Estados Unidos. Investidores seguem incertos em relação aos próximos passos do Federal Reserve, resultando em uma aversão a riscos que derrubou as criptomoedas no último trimestre de 2025.

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Nesse cenário, as reuniões de decisão de juros do Fed no primeiro semestre serão essenciais para dar mais clareza ao mercado, assim como novos dados sobre a situação da maior economia do mundo. Quanto maiores forem os indicativos de mais cortes de juros, mais as criptomoedas tendem a se beneficiar.

Estará no radar, ainda, a troca da presidência do Federal Reserve, possíveis impactos de novas medidas do governo Trump e a situação das economias da China e do Japão, que também costumam ter uma forte influência nos preços dos ativos digitais.

Regulação

Outro fator essencial por trás de possíveis altas nos preços do bitcoin e outras criptomoedas é o avanço da regulação do setor ao redor do mundo. O grande foco também está nos Estados Unidos, com a expectativa de que o Congresso do país aprovará o chamado Clarity Act ainda no primeiro trimestre.

O projeto cria um arcabouço abrangente para o setor e é visto como imprescindível para atrair mais investidores e empresas para o mercado. Entretanto, tem enfrentado resistências e atrasos por parte da oposição no Senado.

No Brasil, 2026 será marcado pelo processo de transição das empresas de cripto rumo a um ambiente totalmente regulado pelo Banco Central. Para isso, empresas começarão o processo de adaptação às novas regras criadas pelo BC para a obtenção de licenças de operação. Também no radar, há a possibilidade do governo acabar com a isenção de cobrança de IOF para operações com stablecoins.

A hora e a vez das stablecoins?

Grande tema de 2025, as stablecoins precisarão agora provar todo o seu valor e aplicabilidade neste ano. As criptomoedas pareadas a outros ativos, em geral ao dólar, ganharam uma regulação própria nos Estados Unidos e agora emergiram como tema de interesse de grandes empresas do mercado financeiro.

Em 2026, o segmento precisará provar que pode ir além das discussões sobre o seu potencial. Grandes bancos realmente vão lançar stablecoins próprias? E esses ativos terão o crescimento explosivo projetado por casas de análise?

Além disso, os impactos dessas criptomoedas no mercado, e nos fluxos cambiais de países emergentes, devem ganhar uma nova escala ao longo deste ano, colocando a questão cada vez mais no radar tanto do mercado quanto de governos.

Avanço da tokenização

Se as stablecoins foram a grande tendência de 2025, a tokenização de ativos do mundo real deverá ser a de 2026. O processo, que envolve o registro de ativos em redes blockchain com a criação de tokens digitais correspondentes, tem ganhado cada vez mais tração, e gigantes do mercado já começaram suas experimentações.

Com uma SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) mais favorável ao processo, a tendência é que o mercado financeiro adote cada vez mais a tecnologia blockchain em busca de mais velocidade, eficiência e custos menores. Por isso, a grande confirmação do potencial da tokenização em 2026 viria de anúncios de novos projetos e seus impactos por grandes empresas.

Dentro das diversas aplicações possíveis da tokenização de ativos, uma que deve ganhar cada vez mais espaço ao longo deste ano é a tokenização de ações. O processo já atraiu plataformas digitais como a Robinhood, e recentemente uma das principais securitizadoras dos EUA ganhou autorização da SEC para entrar nesse mundo.

Ao mesmo tempo, a tokenização pode servir de alavanca para empurrar o mercado de capitais cada vez mais na direção de um modelo de negociação 24/7, impactando profundamente boa parte da lógica tradicional de funcionamento do mundo financeiro.

Bitcoin: o ouro digital?

Muitos analistas passaram o ano de 2025 afirmando que o bitcoin havia finalmente se consolidado como o "ouro digital" dos investidores. Mas a forte queda da criptomoeda enquanto o ouro e a prata disparavam no final do ano indicou que ainda pode ser cedo para cravar esse novo papel da criptomoeda.

Mesmo assim, é inegável que o ativo tem sido cada vez mais abraçado pelo mercado financeiro tradicional. Em 2026, novos acontecimentos podem indicar se a criptomoeda realmente está sendo tratada como uma reserva de valor emergente, tese que sustenta projeções de uma disparada no preço do ativo ao longo dos próximos anos.

Os grandes indicadores desse movimento serão os fluxos de investimento em ETFs, compras por empresas para a criação ou expansão de reservas e, possivelmente, criação de reservas do ativo por países. Os EUA já começaram esse movimento em 2025, mas grandes economias ainda mostram cautela em acompanhar o país, frustrando investidores.

A guerra dos blockchains

Após um 2024 conturbando, a Ethereum ressurgiu no ano passado e voltou a se consolidar como a grande rede blockchain para projetos de tokenização, com destaque para as stablecoins. Entretanto, isso não significa que a "guerra dos blockchains" pela dominância no mercado acabou.

O ano de 2026 contará com diversas atualizações importantes para algumas das principais redes do mundo cripto, e o mercado ficará atento aos efeitos dessas mudanças e nos impactos em termos de novos usuários, projetos e capital em circulação.

Quanto mais bem-sucedida uma rede for em atrair todos esses elementos, mais a sua criptomoeda correspondente tende a valorizar. Com isso, investidores interessados em boas oportunidades de investimento precisarão ficar atentos a todas essas métricas para antecipar possíveis novas altas no mercado.

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