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O futuro é digital: o abismo geracional redefine o sistema financeiro

Pesquisa da OKX mostra que jovens confiam mais em cripto do que em bancos tradicionais, ampliando pressão por mudanças no sistema financeiro

 (Reprodução/Reprodução)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 11h00.

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O início de 2026 revelou um verdadeiro abismo de confi ança entre as gerações. Dados apontam que apenas 9% dos Baby Boomers confi am em plataformas cripto, mas esse índice salta para 40% na Geração Z e 41% entre os Millennials.

As informações são do estudo “Crypto Gap”, da OKX, e demonstram que a disparidade não é apenas uma curiosidade estatística, mas um sinal nítido de uma mudança comportamental que força uma convergência entre o mundo cripto e o bancário.

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Quando olhamos para as instituições tradicionais, o contraste torna-se ainda mais evidente: cerca de 74% dos Boomers depositam alta confiança nos bancos legados, oito vezes mais do que o índice dedicado ao ecossistema cripto. Em contrapartida, um em cada cinco jovens da Geração Z e Millennials expressa baixo nível de confi ança no sistema bancário convencional.

Para os mais jovens, o criptoativo é uma ferramenta prática para um mundo digital, uma vez que possui acessibilidade ininterrupta em um modelo digital-first, além de transferências muito mais ágeis para movimentação que a infraestrutura rígida tradicional simplesmente não consegue replicar.

Mais da metade da Geração Z (52%) e dos Millennials (50%) acredita que o cripto irá rivalizar ou superar as finanças tradicionais no futuro.

No Brasil, essa tendência de cripto como infraestrutura financeira ganha contornos interessantes na disputa entre bancos digitais e exchanges robustas. Os bancos digitais têm buscado se antecipar ao movimento de confi ança da Gen Z ao oferecerem a compra de ativos diretamente em seus aplicativos, na tentativa de bancarizar o entusiasmo tecnológico.

No entanto, ao tentarem inserir soluções cripto dentro de ecossistemas bancários complexos e muitas vezes limitados por legados operacionais, a experiência do usuário acaba sendo restringida.

A resposta mais positiva tem vindo do caminho inverso: exchanges inserindo soluções fi nanceiras em sistemas que já nasceram robustos e dinâmicos. A vantagem competitiva dessas plataformas reside em entregar o que o sistema tradicional ainda tateia com dificuldade, como rendimentos on-chain e cartões alimentados por dólares digitais, que permitem o gasto direto de stablecoins em tempo real, e liberdade de fluxo. As exchanges permitem que a Gen Z exerça a verdadeira custódia e interoperabilidade que a blockchain oferece.

O dado mais otimista da pesquisa é que 40% da Gen Z planeja aumentar suas negociações de cripto ainda este ano. O setor fi nanceiro está diante de um ultimato. Ou os bancos tradicionais evoluem para além da superfície, ou continuarão a ver as gerações mais novas migrarem para plataformas que falam sua língua digital e oferecem utilidade real e imediata.

O futuro das finanças não está esperando por um consenso. Ele está sendo construído por aqueles que já enxergam o cripto como a infraestrutura necessária para a economia global.

*Guilherme Sacamone é um líder com quase uma década de experiência nos setores bancário e de criptomoedas. Antes de ingressar na OKX em 2023 como Country Manager no Brasil, atuou no Crypto.com, Facebook e PicPay. Desde que chegou à OKX, é responsável pelo desenvolvimento de negócios, localização de produtos, expansão da base de usuários e relações regulatórias no país.

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