Repórter
Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 21h12.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira, 16, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou mal durante a tarde e está sob monitoramento. A declaração foi feita por meio de publicação na rede social X.
"Fui informado há pouco que o [ex-]presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado após o ocorrido. Infelizmente não tenho mais informações! Sem palavras!", declarou Carlos.
Fui informado há pouco que o Presidente @jairbolsonaro passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado após o ocorrido. Infelizmente não tenho mais informações! Sem palavras!
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) February 16, 2026
Jair Bolsonaro cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em ala conhecida como “Papudinha”, sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal. A unidade abriga detentos em regime específico de custódia.
Na última semana, a defesa do ex-presidente protocolou pedido para que ele passe a cumprir a pena em regime de prisão domiciliar. Os advogados alegam possível “risco de morte” durante a permanência na unidade prisional.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). No documento, a defesa menciona “precariedade” no estado de saúde do ex-presidente e riscos descritos como “já comprovados”.
Segundo a petição, os argumentos se baseiam em parecer técnico assinado por Cláudio Birolini, médico que acompanha Bolsonaro. A decisão sobre a eventual concessão de prisão domiciliar caberá ao Supremo Tribunal Federal.
Moraes justificou a prisão de Bolsonaro pela Garantia da Ordem Pública. O ministro citou a convocação de uma vigília realizada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. O evento aconteceria no dia 22 de novembro, na frente na casa de Bolsonaro.
Na época, o ministro afirmou que o chamamento poderia causar aglomeração, com riscos para terceiros e para o próprio preso, com "consequências imprevisíveis".
"Os elementos informativos apresentados evidenciam a possibilidade concreta de que a vigília convocada ganhe grande dimensão, com a concentração de centenas de adeptos do ex-presidente nas imediações de sua residência, estendendo-se por muitos dias, de forma semelhante às manifestações estimuladas pela organização criminosa nas imediações de instalações militares, especialmente no final do ano de 2022, com efeitos, desdobramentos e consequências imprevisíveis", explicou em sua decisão.
Moraes disse ainda que a vigília representava um risco de fuga, uma vez que foi informado pela PF que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro foi violada na madrugada deste sábado.