A maior parte dos jogos, incluindo a abertura e a grande final, será realizada em solo americano (Mattia Ozbot - UEFA/UEFA /Getty Images)
Repórter
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 15h00.
A Fifa divulgou nesta semana dados da busca pelos ingressos para a Copa do Mundo de 2026 e afirmou ter recebido mais de 500 milhões de pedidos, número quase 100 vezes maior que o total de bilhetes disponíveis.
As solicitações vieram dos 211 países ou territórios membros da Fifa. Sem contar os três países que vão sediar a competição - Estados Unidos, México e Canadá -, as nações que mais fizeram pedidos foram Alemanha, Inglaterra, Brasil, Espanha, Portugal, Argentina e Colômbia.
"Nenhum país do mundo recebeu tantas pessoas, de tantos países diferentes, desde a sua independência, e não seria diferente no maior evento esportivo do mundo. A Copa de 1994 foi um marco na história do torneio, e essa será também. Vão mais uma vez mostrar que nenhum país pode acolher tantos, se tantos lugares, quanto eles", analisa Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana.
Ainda de acordo com a entidade, os jogos com maior procura foram Colômbia x Portugal, seguido por México x Coreia do Sul (em Guadalajara), a final da Copa do Mundo, o jogo de abertura entre México e África do Sul, e uma das partidas das oitavas de final marcada para Toronto, no Canadá. Brasil x Marrocos (Nova Jersey), Equador x Alemanha (Nova Jersey) e Brasil x Escócia (Miami) também estão entre os duelos mais buscados.
O anúncio da Fifa vem ao encontro do término da fase de venda de ingressos, chamada de Sorteio Aleatório. Nela, torcedores de todo o mundo precisavam se inscrever no site da entidade e manifestar interesse em quais jogos desejavam comprar ingressos. São 104 partidas no total. A próxima fase, agora, vai sortear os mais de 500 milhões de inscritos nesse período, quando poderão efetivamente adquirir os bilhetes.
A maior parte dos jogos, incluindo a abertura e a grande final, será realizada em solo americano. Dependendo do planejamento dos torcedores, esse novo fator pode complicar e aumentar os gastos com o planejamento das viagens.
De acordo com especialistas, se planejado, os custos com a viagem podem variar entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, isso de forma individual e sem muitas economias, levando em conta não apenas passagens e hospedagem, mas também alimentação e gastos com turismo local, que tende a aumentar neste período.
Para Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios, viajar para acompanhar a Copa do Mundo é um sonho possível, desde que tratado com responsabilidade financeira.
"Como o evento será realizado em três países, é essencial considerar não apenas os custos tradicionais como passagens e hospedagem, mas também o impacto das diferentes moedas — dólar americano, dólar canadense e peso mexicano — no orçamento. A variação cambial pode aumentar significativamente os gastos, por isso, o planejamento deve incluir uma reserva de emergência e estratégias para minimizar os efeitos dessas oscilações", explica o executivo.
Já um levantamento da XP aponta que os gastos com a viagem devem ser de pelo menos R$ 80 mil. De acordo com a empresa, os custos principais estimados são o preço da passagem, hospedagem, alimentação/deslocamento e, por último, o ingresso para os jogos.
Levando em consideração passagens para Doha, no Catar, saindo de São Paulo, os valores podem variar entre R$ 10 mil e R$ 25 mil. Já com ingressos no site da FIFA, considerando apenas os jogos na fase de grupos e as oitavas de finais, uma média de R$ 21,5 mil. E com acomodação contando 5 noites, um valor aproximado de R$ 22 mil.
Os Estados Unidos irão suspender a emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi divulgada pela Fox News nesta quarta-feira. O canal também soltou a lista das nações afetadas pela medida.
Das 75 nações, 16 estão na Copa do Mundo, que será realizada no meio do ano nos EUA, Canadá e México. É a primeira vez que o Mundial será realizado em três países.
Além do Brasil, a medida dos EUA vai atingir os seguintes países que estão na Copa do Mundo: