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Quantas finais de Copa do Mundo a Espanha já disputou?

Roja chega à segunda decisão de sua história após o título inédito de 2010 e tenta transformar uma geração talentosa em mais um capítulo eterno do futebol espanhol

De la Fuente: treinador tenta levar a Espanha para a final do torneio ( (Foto: Paul Ellis / AFP))

De la Fuente: treinador tenta levar a Espanha para a final do torneio ( (Foto: Paul Ellis / AFP))

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 19 de julho de 2026 às 08h09.

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Durante décadas, a Espanha carregou um peso que parecia impossível de tirar das costas. Dona de uma das escolas de futebol mais admiradas do mundo, com clubes gigantes e uma identidade técnica reconhecida internacionalmente, a seleção espanhola demorou para transformar talento em conquistas no maior palco do futebol.

A história, porém, mudou. E agora a Roja chega à sua segunda final de Copa do Mundo, reafirmando um lugar entre as grandes potências do futebol mundial.

A primeira vez que a Espanha disputou uma decisão foi em 2010, na África do Sul. Naquele torneio, a equipe comandada por Vicente del Bosque levou ao Mundial a essência de um estilo que já encantava o planeta: posse de bola, troca de passes, controle do jogo e paciência para encontrar espaços.

Na final contra a Holanda, o roteiro foi digno de uma geração histórica. Após 90 minutos sem gols, a partida caminhou para a prorrogação. Quando tudo indicava que a decisão seria nos pênaltis, apareceu Andrés Iniesta. Aos 116 minutos, o meia recebeu dentro da área e marcou o gol que colocou a Espanha no topo do mundo pela primeira vez.

Era o momento de uma geração que havia dominado o futebol europeu com a base do Barcelona e do próprio futebol espanhol. Casillas, Xavi, Iniesta, Sergio Ramos, Busquets, Villa e tantos outros transformaram uma seleção acostumada a decepcionar em uma equipe campeã.

A segunda chance de escrever história

Depois de 2010, a Espanha passou por um período de reconstrução. A eliminação precoce nas Copas seguintes mostrou que até grandes ciclos chegam ao fim. Mas a identidade nunca desapareceu.

A nova geração manteve a ideia de um futebol técnico, protagonista e baseado no controle da partida. Com jovens talentos, como Lamine Yamal, assumindo responsabilidades, a Roja voltou a competir entre as melhores seleções do mundo.

Em 2026, a Espanha alcançou novamente a final e terá pela frente a Argentina, em uma decisão que coloca frente a frente duas escolas tradicionais do futebol mundial.

A campanha reforça a evolução de uma equipe que deixou de ser lembrada apenas pelo título de 2010 e passou a construir uma nova trajetória. A seleção espanhola chega ao jogo decisivo com a confiança de quem encontrou equilíbrio entre a herança do passado e a energia de uma geração renovada.

Uma seleção que mudou seu próprio destino

A presença em apenas duas finais de Copa do Mundo ainda coloca a Espanha atrás de gigantes históricos como Brasil, Alemanha, Itália e Argentina no número de decisões disputadas. Mas existe um detalhe que torna sua história especial: sempre que chegou ao último jogo, esteve pronta para fazer história.

Em 2010, conquistou o primeiro título mundial. Em 2026, busca a segunda estrela e a confirmação de que sua transformação deixou de ser um capítulo isolado.

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