Neymar é a principal estrela do elenco da Vila Belmiro (EFE/Guilherme Dionizio)
Repórter
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 20h50.
Última atualização em 24 de setembro de 2026 às 20h56.
Após quase quatro décadas desde a última parceria com o Santos, a Adidas voltará a fornecer os uniformes do clube a partir de 2028. A marca alemã, que vestiu a equipe nos anos 1980 e 1990, assumirá o posto atualmente ocupado pela Umbro, fornecedora do Peixe desde 2018 e com vínculo válido até o fim de 2027.
O novo acordo marcará a terceira passagem da Adidas pela Vila Belmiro. Com a parceria, o Santos passa a integrar a lista de clubes patrocinados pela empresa no futebol mundial, que conta com potências como Real Madrid, Liverpool, Manchester United, Arsenal, Bayern de Munique e Juventus.
Além dos contratos com grandes equipes, a Adidas também está presente em algumas das principais competições do calendário internacional. A empresa mantém parcerias com torneios organizados pela Fifa e pela Uefa, incluindo a Copa do Mundo, a Copa do Mundo Feminina e a Champions League.
De acordo com o parecer do Conselho Fiscal da instituição, o clube fechou o período acumulando um déficit de R$ 119,6 milhões, superando de maneira expressiva o saldo negativo de R$ 73,7 milhões inicialmente projetado no orçamento para os primeiros seis meses do ano. O documento detalha que, embora as receitas operacionais tenham superado as expectativas iniciais — arrecadando R$ 126,4 milhões frente aos R$ 91,4 milhões previstos —, os custos operacionais dispararam e alcançaram a marca de R$ 165 milhões, atropelando o planejamento financeiro da diretoria.
O principal motor desse descontrole orçamentário esteve na folha salarial do departamento de futebol. O custeio com salários e encargos de atletas e comissão técnica, inicialmente estimado em R$ 57,2 milhões no orçamento, saltou para expressivos R$ 74,2 milhões no balancete consolidado até junho. Esse acréscimo expressivo, somado ao crescimento das obrigações trabalhistas, tributárias, judiciais e ao recurso a empréstimos de curto prazo — a exemplo da operação de crédito de R$ 16,3 milhões firmada com o Banco Daycoval —, impôs uma asfixia severa sobre o fluxo de caixa alvinegro.
A gravidade do momento econômico levou o Conselho Fiscal a divergir das demonstrações financeiras oficiais apresentadas pela diretoria executiva. No entendimento do órgão fiscalizador, o passivo total da instituição atinge o patamar de R$ 1.241.534.000 ao final do primeiro semestre, evidenciando um abismo ainda maior do que o registrado nos balanços contábeis tradicionais. A falta de regularidade na quitação de parcelas de acordos em aberto também impediu a renovação da Certidão Negativa de Débitos, dificultando a captação de recursos e o equilíbrio fiscal da entidade.