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Números de Zubeldía no Fluminense: do início histórico à queda que encerrou ciclo

Argentino começou o trabalho com o melhor aproveitamento de um treinador do Fluminense neste século após 36 jogos, mas perdeu rendimento na sequência

Zubeldia: treinador foi demitido nesta quinta-feira, 13 (Foto: Divulgação/Fluminense)

Zubeldia: treinador foi demitido nesta quinta-feira, 13 (Foto: Divulgação/Fluminense)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 11h04.

Última atualização em 13 de agosto de 2026 às 11h12.

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A passagem de Luis Zubeldía pelo Fluminense terminou nesta quinta-feira, 13, mas os números ajudam a dimensionar a transformação do trabalho ao longo de 61 partidas. Demitido dois dias depois do empate por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, o argentino encerrou o ciclo com 30 vitórias, 18 empates e 13 derrotas, totalizando 59% de aproveitamento.

O contraste com o início da trajetória é expressivo. Depois de 36 jogos, Zubeldía tinha 23 vitórias, seis empates e apenas sete derrotas, além de 53 gols marcados e 28 sofridos. O aproveitamento de 69,4% era o melhor de um treinador do Fluminense neste século após o mesmo número de partidas.

O início histórico de Zubeldía

Contratado em setembro de 2025 para substituir Renato Gaúcho, Zubeldía estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo. O treinador rapidamente conseguiu reorganizar o Fluminense e conduziu a equipe ao quarto lugar no Campeonato Brasileiro, garantindo uma vaga direta na Libertadores.

O desempenho nos primeiros 36 jogos colocou o argentino à frente de nomes importantes da história recente do clube. No mesmo recorte, Cuca tinha 68,5% de aproveitamento, Abel Braga somava 64,8% e Fernando Diniz, 62,9%.

A campanha também ganhou força graças ao desempenho como mandante.

O Fluminense chegou a 20 partidas de invencibilidade em casa, com 18 vitórias e dois empates. Dentro dessa sequência, foram 16 triunfos oficiais consecutivos como mandante, igualando uma marca que permanecia de pé havia 84 anos.

No período, o time marcou 31 gols e sofreu apenas cinco. A sequência ainda contou com cinco vitórias em clássicos: duas contra o Flamengo, duas diante do Botafogo e uma sobre o Vasco.

A queda nos números

Depois de atingir o auge estatístico nos primeiros 36 jogos, o trabalho de Zubeldía perdeu força. Nas 25 partidas seguintes, o Fluminense venceu apenas sete vezes, empatou 12 e sofreu seis derrotas.

Foram 33 pontos conquistados em 75 possíveis, equivalente a 44% de aproveitamento. A queda representa uma diferença de mais de 25 pontos percentuais em relação ao desempenho apresentado no início da passagem.

A equipe também passou a apresentar dificuldades para transformar posse de bola em oportunidades e perdeu agressividade no ataque. Em partidas mais fechadas, o Fluminense passou a depender cada vez mais de jogadas individuais para encontrar soluções.

Os números de Zubeldía no Fluminense

Considerando o ciclo completo da comissão técnica, foram 61 jogos, 30 vitórias, 18 empates e 13 derrotas, com 59% de aproveitamento.

Existe, porém, uma diferença na contabilização da passagem. Considerando apenas as partidas em que Zubeldía esteve efetivamente à beira do campo, são 55 jogos, 27 vitórias, 16 empates e 12 derrotas, com 58,8% de aproveitamento.

O argentino não comandou o time em alguns compromissos, inclusive durante o período de recuperação de uma angioplastia realizada em janeiro.

Independentemente do critério utilizado, os números contam a mesma história: Zubeldía começou no Fluminense com um dos melhores desempenhos do século, mas viu o rendimento despencar na reta final até a demissão.

O quarto lugar no Campeonato Brasileiro de 2025 acabou sendo o melhor resultado de Zubeldía pelo Fluminense. O treinador também enfrentou dificuldades nos torneios eliminatórios.

Na Copa do Brasil, o time foi eliminado pelo Vasco em duas edições consecutivas: na semifinal de 2025 e nas oitavas de final de 2026. No Campeonato Carioca, ficou com o vice-campeonato diante do Flamengo.

Em 2026, o Fluminense avançou na Libertadores em segundo lugar de um grupo considerado acessível e precisou de uma combinação de resultados na última rodada para confirmar a classificação.

Após a Copa do Mundo, Fluminense disputou sete partidas sem vencer, com seis empates e uma derrota. Considerando também o último compromisso antes da paralisação, o jejum chegou a oito jogos.

 

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