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Editor do Future of Money
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 10h48.
O bitcoin opera em leve queda nesta quinta-feira, 13, com os investidores ainda desanimados apesar de um dado de inflação melhor do que o esperado nos Estados Unidos. A falta de fluxos de capital expressivos para os ativos digitais limita qualquer potencial de ganho.
Hoje, foi divulgado o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA, que ficou estável em julho na comparação com o mês anterior. O número veio abaixo da expectativa mediana dos economistas, que era de crescimento de 0,2%. O núcleo do PPI, que exclui preços mais voláteis como alimentos e energia, avançou 0,2%, contra 0,3% esperados.
Com a melhora no ambiente macroeconômico, as bolsas internacionais sobem, mas o movimento não é acompanhado no mercado de criptomoedas, no qual o apetite por risco continua reduzido.
Às 10h36 (horário de Brasília) o bitcoin caía 0,4% em um período de 24 horas, a US$ 63.668 por unidade.
Usando análise técnica, Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina, afirma que o bitcoin permanece abaixo das médias móveis exponenciais de 50 e 100 dias, em US$ 64.670 e US$ 67.049, respectivamente, mantendo o cenário de curto prazo limitado.
“Ao mesmo tempo, o RSI [Índice de Força Relativa] está em 54 pontos, ligeiramente acima da linha de 50, sinalizando uma recuperação ainda moderada”, aponta.
Ontem, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 61,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. O maior alvo do fluxo foi o FBTC, da Fidelity, com US$ 46,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o fluxo foi positivo em US$ 7,4 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu um ponto e continua na zona do “medo”, aos 38 pontos.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
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