Philadelphia Eagles x Green Bay Packers: partida foi a primeira no Brasil, ao final de 2024, na Neo Química Arena em São Paulo (Nelson ALMEIDA/AFP)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 21 de maio de 2026 às 06h47.
A National Football League (NFL) deu mais um passo em seu plano de ampliar a presença global. A liga aprovou a possibilidade de chegar a até dez jogos internacionais a partir de 2027, acima do limite anterior de oito partidas.
Durante reunião da liga na última terça-feira, 19, Peter O'Reilly, vice-presidente executivo da NFL, afirmou que "existe um caminho para 10 [jogos internacionais] em 2027”.
O calendário de 2026 já terá nove partidas fora dos Estados Unidos. O pacote inclui oito jogos organizados diretamente pela NFL e um na Inglaterra, ligado ao acordo entre a equipe Jacksonville Jaguars e o Estádio de Wembley, em Londres, segundo a ESPN.
Para avançar, a liga ainda precisará da aprovação da associação de jogadores. O objetivo declarado pelo comissário Roger Goodell é chegar a 16 jogos internacionais. A realização de um Super Bowl fora dos Estados Unidos, porém, não está no centro das discussões atuais. O'Reilly afirmou que isso “não é uma questão prioritária” neste momento.
A mudança também afeta a autonomia das equipes sobre o próprio calendário, de acordo com a ESPN. A NFL votou para retirar das franquias a opção de proteger jogos em casa contra transferência para o exterior. Até então, os times podiam escolher dois jogos como intocáveis. Esses confrontos ficavam preservados no estádio do time e não podiam ser deslocados para mercados internacionais.
Na prática, a regra funcionava como uma trava. Um time podia impedir que determinadas partidas, consideradas importantes para a torcida local ou para a operação comercial do estádio, fossem levadas para outros países.
Sem essa proteção, a NFL ganha mais controle sobre a montagem do calendário internacional. A liga passa a ter maior liberdade para selecionar confrontos, mandantes e mercados de destino.