MotoGP: campeonato começa uma nova era em 2027 (Divulgação/MotoGP)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 14h30.
O teto orçamentário é um grande obstáculo para diversas equipes da Fórmula 1 que precisam constantemente limitar seus gastos durante a temporada. Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP, gostaria que o mesmo acontecesse na sua categoria.
Segundo Ezpeleta, a direção do campeonato já apresentou a proposta às montadoras, mas ainda não definiu um valor ou prazo para a implantação da nova medida orçamentária.
“Do lado da organização, queremos buscar um teto orçamentário e fomos muito claros sobre isso com as fabricantes. É importante trazer um grau de racionalidade para a forma como fazemos as coisas”, afirmou o dirigente ao Motorsport.com.
A Fórmula 1 implementou a medida em 2021. Inicialmente, o limite era de US$ 145 milhões. Em 2026, o teto geral foi alterado para US$ 215 milhões, após mudanças nas despesas incluídas no cálculo.
Apesar de um valor não estar definido para a MotoGP, a diferença na estrutura das montadoras tem dificultado o processo. Além disso, muitas utilizam recursos compartilhados com outros departamentos de suas fábricas, o que complica a identificação dos gastos destinados exclusivamente ao campeonato.
“Será muito difícil chegar lá. Também é algo ambicioso porque as fabricantes estão extremamente conectadas às suas fábricas, e todas possuem realidades, origens e estruturas organizacionais diferentes”, explicou o diretor.
Segundo estimativas obtidas pelo Motorsport.com, a Honda tem o maior orçamento da categoria, no valor de, aproximadamente, € 80 milhões por temporada. A Yamaha aparece em seguida, com cerca de € 60 milhões, enquanto a Aprilia possui € 20 milhões.
Esses valores, no entanto, não afetam o desempenho no campeonato da forma esperada. A Aprilia lidera a temporada de 2026, enquanto a Honda e a Yamaha estão nas últimas posições.
A implantação de um teto de gastos pode acontecer no próximo ciclo da MotoGP. Em 2027, a categoria irá introduzir motores de 850cc, no lugar das atuais unidades de 1.000cc, além de limitar a aerodinâmica e retirar os dispositivos de ajuste de altura.
Segundo informações da MotoGP, as fabricantes já estão trabalhando no desenvolvimento de novos modelos. A Ducati realizou seu primeiro teste da nova moto em abril.