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Fim de linha? Entenda o debate sobre convites em torneios de tênis

Reportagem do jornal Mundo Deportivo detalha a polêmica sobre a entrega de wild cards no circuito profissional.

Venus Williams acumula 15 derrotas em sequência e enfrenta críticas de colegas de circuito (Crédito: USTA). (Getty Images/Getty Images)

Venus Williams acumula 15 derrotas em sequência e enfrenta críticas de colegas de circuito (Crédito: USTA). (Getty Images/Getty Images)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 5 de setembro de 2026 às 08h19.

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O circuito de tênis profissional enfrenta um debate de bastidores. O jornal Mundo Deportivo, da Espanha, publicou uma reportagem sobre os critérios de entrega de wild cards em torneios.

A direção de torneios distribui os convites, com o nome de 'wild cards', para tenistas sem pontuação de tabela de classificação. A regra serve de mecanismo de retorno de lesões, de apoio a talentos de início de carreira ou de espaço de homenagens de despedida. Em Grand Slams, a organização dispõe de cotas de vagas na chave principal de disputas.

Os convites garantem o recebimento de prêmios de participação com cifras de US$ 100 mil (R$ 550 mil) em disputas de rodada de abertura. Em 2026, os resultados de atletas convidados geram críticas no circuito. Na chave feminina dos torneios de Grand Slams, dezenas de eliminações marcaram as fases iniciais. No US Open, a norte-americana Venus Williams entrou em quadra com um convite e virou alvo de questionamentos de colegas de profissão.

O acúmulo de derrotas em sequência

Venus Williams está com 46 anos de idade e ocupa a posição de número 618 no ranking da associação de tênis feminino (WTA). A presença da tenista em chaves principais levanta protestos. O texto do Mundo Deportivo mostra o declínio do rendimento da americana, que soma 15 derrotas de forma consecutiva em quadras duras e de grama. Em 2026, ela sofreu 11 eliminações e venceu apenas três sets em 25 jogados.

Em contagem de calendário a partir de 2021, a ex-número um do mundo alcançou sete vitórias em 44 confrontos de circuito.

A queda de desempenho gera discussões. Fãs argumentam que o passado de títulos garante direitos de cortesia. Os críticos apontam o bloqueio de oportunidades de disputa para talentos de gerações de transição. A atleta recebeu 29 convites de torneios de tênis a partir da edição de Wimbledon de 2021. As reclamações focam na ocupação de vagas de ascensão de ranking.

O desempenho de convidados no Aberto dos Estados Unidos

O torneio do US Open ilustra a queda de aproveitamento de atletas de convite. Das 32 cotas de vagas de cortesia nos quatro Grand Slams, 24 tenistas sofreram derrotas na rodada inicial das chaves. A francesa Leolia Jeanjean representou a exceção de avanço de fases.

Em contraste de decisões, Serena Williams rejeitou o recebimento de convites de disputas de torneios de formato de simples no US Open. Em vez de disputas de modelo individual, a dupla de irmãs entra em chaves de parceria de torneio de duplas. A Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) concedeu a vaga.

As organizações do US Open, Aberto da Austrália e Roland Garros detêm acordos de troca de convites de participantes. A gestão de Wimbledon rejeita o acordo de reciprocidade. O esquema garante a presença de nomes de escolha de federações em chaves de campeonatos do exterior.

O caso de Stan Wawrinka no US Open rende situações de paradoxos de gestão. Com 41 anos de idade e venecedor do Grand Slam de Nova York, o suíço sofreu recusas iniciais de convite de organização para jogos de despedida de quadra. A desistência de um jogador, por motivo de lesão, devolveu a chance de participação de Wawrinka no torneio final da sua carreira profissional.

As conquistas de Venus Williams no tênis

Venus Williams ostenta uma estante de troféus de destaque na história do esporte de raquete. A tenista ergueu sete taças de Grand Slams em torneios de simples. A grama de Wimbledon serviu de palco de vitórias de campeonato em cinco edições de calendários. A quadra dura do US Open rendeu conquistas de posição de topo do pódio em duas vezes.

Em torneios de duplas, o sucesso de parceria de quadra com Serena Williams resultou na marca de 14 conquistas de troféus de Grand Slam, sem nunca terem perdido uma final. A união de irmãs garantiu a medalha de ouro de Jogos Olímpicos em três ocasiões, além de medalha de ouro de disputa de formato individual no ano de 2000.

O número de vitórias de torneios de carreira de Venus em campeonatos ultrapassa a casa de 49 conquistas de etapas de circuito. A atleta alcançou o topo de tabela de ranking mundial no mês de fevereiro do ano de 2002.

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