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Doença misteriosa de Djokovic? Veja a teoria conspiratória da internet

Após eliminação precoce no US Open de 2026, teorias sem embasamento médico associam o quadro do ex-número 1 do mundo à "Covid longa".

Novak Djokovic tem preocupado os fãs de tênis com os seus problemas de saúde nos últimos torneios. (Foto: Wimbledon) (Glyn KIRK / AFP)

Novak Djokovic tem preocupado os fãs de tênis com os seus problemas de saúde nos últimos torneios. (Foto: Wimbledon) (Glyn KIRK / AFP)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 17h43.

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A edição de 2026 do US Open começou de forma atípica e surpreendente para o mundo do tênis. Novak Djokovic, considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos, foi eliminado logo na primeira rodada do Grand Slam nova-iorquino pelo argentino Mariano Navone. Mais do que a zebra no placar, o que dominou as discussões foi o estado clínico do atleta. Visivelmente debilitado na quadra, o sérvio apresentou um nível de exaustão que destoa completamente do histórico de um dos esportistas mais bem condicionados do século.

Mesa para três: o lugar de Novak Djokovic na história do tênis

Apesar da queda precoce no torneio, a temporada de Djokovic ainda carrega números consistentes, embora reflitam uma transição natural. Em 2026, ele acumula um retrospecto de 14 vitórias e 7 derrotas. O veterano provou que a sua longevidade em torneios de alto rendimento ainda existe: ele foi finalista do Australian Open e chegou à semifinal de Wimbledon neste ano. Nessas ocasiões, foi superado apenas pelos grandes nomes da nova geração que hoje dividem o domínio do circuito, perdendo para os campeões Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, respectivamente.

Sinais de alerta e a barreira da idade

O grande foco de preocupação da imprensa esportiva está na forma como o corpo do tenista vem reagindo sob pressão. Durante as últimas partidas, Djokovic demonstrou uma instabilidade física extrema, lidando com episódios de suor excessivo, vômitos e cãibras severas. Para um atleta cuja preparação biológica, flexibilidade e dieta rigorosa sempre foram os pilares de seu patrimônio esportivo, o cenário levanta questionamentos sobre o peso da idade. Aos 39 anos, o esgotamento pode ser, sob uma ótica racional, a fatura natural cobrada pelo tempo e pelo desgaste acumulado no circuito da ATP.

A teoria da conspiração na web

Na internet, segundo o site The BigLead, as explicações ganharam contornos de especulação. Fóruns e redes sociais começaram a formular diagnósticos paralelos, apontando que o tenista estaria sofrendo de "Covid longa" (ou síndrome pós-Covid). A tese ganha força no ambiente digital exclusivamente devido ao histórico de Djokovic e ao seu posicionamento público sobre a imunização. O tenista optou por não se vacinar contra o coronavírus — uma decisão que gerou impactos diretos em seu calendário e negócios no passado — e contraiu a Covid-19 pelo menos uma vez, em dezembro de 2021.

É crucial ressaltar, sob o rigor dos fatos, que nenhum profissional de saúde ou membro de sua equipe referendou essa discussão. A teoria carece de qualquer laudo. Embora suor excessivo e fadiga crônica estejam entre os sintomas relatados por pacientes com sequelas de Covid-19, eles também compõem o quadro clínico de diversos outros distúrbios ou simplesmente caracterizam a exaustão aguda em um atleta perto dos 40 anos.

Contradições médicas e o futuro na quadra

O maior argumento contra a teoria conspiratória da web está nos próprios resultados recentes do sérvio. Se ele estivesse sofrendo de limitações severas de Covid longa desde 2021, o impacto no rendimento já teria inviabilizado conquistas recentes de altíssima exigência física. Vale lembrar que Djokovic garantiu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

O próprio tenista declarou recentemente que vem lidando com uma condição de saúde não especificada há alguns anos, mas pontuou que o problema nunca havia se manifestado de forma tão agressiva nas quadras até a atual temporada.

A última meta?

A intenção declarada de Djokovic sempre foi prolongar sua carreira até os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Para alcançar essa meta, ele precisará não apenas de novas terapias para superar essas crises físicas, mas também terá o desafio de manter seu ranqueamento competitivo para navegar pelas exigentes regras do sistema de qualificação olímpica. Resta saber se o corpo do sérvio permitirá essa última grande corrida.

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