Neymar: estreia do jogador ainda é incógnita na Copa de 2026 (Mauro PIMENTEL / AFP))
Redação Exame
Publicado em 23 de junho de 2026 às 11h10.
O protagonismo que antes seria natural de Neymar em uma Copa do Mundo agora começa a ser disputado por uma nova geração. Em 2026, são os nomes mais jovens do elenco brasileiro que ganham espaço em meio à reta decisiva da fase de grupos.
Endrick e Rayan, ambos com 19 anos, aparecem como principais alternativas de Carlo Ancelotti para o lado direito do ataque na partida desta quarta-feira, 24, contra a Escócia, em Miami. A vaga surgiu com a lesão de Raphinha, que segue em avaliação médica.
Mais do que uma solução imediata, a dupla também disputa posição no planejamento da Seleção para o restante da Copa, já que a condição física do atacante do Barcelona ainda não tem prazo definido de retorno.
A primeira experiência em Mundial ainda é discreta para os dois. Somados, Endrick e Rayan tiveram participação limitada até aqui, sem gols, assistências ou jogos como titulares.
Mesmo com pouco tempo em campo, ambos conseguiram chamar a atenção em momentos pontuais, o suficiente para mantê-los na rotação da comissão técnica.
Na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, por exemplo, Endrick foi um dos nomes mais comentados da partida, em atuação que reforçou sua presença crescente no grupo.
O resultado deixou o Brasil na liderança do Grupo C, com quatro pontos, à frente da Escócia, encaminhando a classificação para a próxima fase do torneio.
Carlo Ancelotti tem adotado uma abordagem gradual com os jovens. Internamente, o treinador vê Endrick como um jogador de alto potencial, mas ainda em fase de amadurecimento dentro do ambiente da Copa.
O atacante, que atua tanto pelas pontas quanto como referência no ataque, ganhou ritmo na temporada após passagem pelo Lyon, onde teve números consistentes antes de retornar ao Real Madrid.
Rayan, por sua vez, chegou ao Mundial com menos rodagem internacional, mas ganhou espaço após a lesão de Raphinha. No Bournemouth, teve participação regular em uma temporada competitiva da Premier League, o que ajudou na convocação.
Dentro do elenco, ambos disputam posição com jogadores mais experientes, como Gabriel Martinelli e Luiz Henrique, que também brigam por minutos no setor ofensivo.
A adaptação ao grupo é acompanhada de orientação dos atletas mais veteranos. “Somos os mais jovens do grupo e ainda temos muito a aprender”, disse Rayan, ao comentar a rotina com nomes como Casemiro e Danilo.
Independentemente da disputa por posição, Endrick e Rayan já carregam uma marca simbólica: estrearam em Copa do Mundo mais jovens do que Neymar.
O camisa 10 fez sua primeira partida em Mundiais em 2014, aos 22 anos, no Brasil. Agora, após se recuperar de lesão, Neymar se prepara para iniciar sua quarta Copa — e, segundo ele, a última — diante da Escócia.
*Com AFP