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Fifa segura punições e deixa para depois da Copa do Mundo decisões sobre críticas à arbitragem

Entidade avalia possíveis sanções contra jogadores e treinadores após declarações contra árbitros; Tuchel, Akanji e Hossam Hassan estão entre os envolvidos

Árbitro: Copa do Mundo teve diversas polêmicas de arbitragem ( (Foto: Michael Steele / Getty Images via AFP))

Árbitro: Copa do Mundo teve diversas polêmicas de arbitragem ( (Foto: Michael Steele / Getty Images via AFP))

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 15 de julho de 2026 às 23h33.

A Fifa decidiu esperar o fim da Copa do Mundo para tomar qualquer decisão disciplinar envolvendo jogadores e treinadores que fizeram críticas públicas à arbitragem durante o torneio.

A entidade entende que eventuais punições devem ser analisadas somente após a competição, evitando novos focos de tensão enquanto a disputa pelo título ainda está em andamento, segundo o The New York Times.

A organização máxima do futebol não comentou oficialmente sobre processos em curso ou possíveis sanções, mas pessoas próximas ao caso indicaram ao NYT que medidas podem ser tomadas após a final da Copa.

A decisão dependerá principalmente dos relatórios dos árbitros e de outros elementos considerados pela comissão disciplinar.

A postura segue um padrão adotado pela Fifa em Mundiais anteriores. Na Copa do Qatar, em 2022, algumas punições relacionadas a federações e membros das delegações também só foram anunciadas depois do encerramento do torneio.

Tuchel, Akanji e críticas após eliminações

Entre os casos que chamaram atenção está o de Thomas Tuchel. Depois da vitória da Inglaterra sobre o México nas oitavas de final, partida marcada pela expulsão do defensor Jarell Quansah, o treinador inglês criticou duramente a atuação do árbitro Alireza Faghani.

Tuchel afirmou que a arbitragem havia sido inconsistente e chegou a questionar a capacidade do australiano de conduzir uma partida de Copa do Mundo.

"Ele pode eliminar qualquer equipe a qualquer momento", declarou o técnico, reclamando também do comportamento dos árbitros reservas em relação aos treinadores durante as partidas.

As críticas mais fortes, porém, vieram após a eliminação do Egito diante da Argentina, também nas oitavas de final. O técnico Hossam Hassan afirmou que sua equipe havia sido prejudicada por fatores internos e externos e insinuou que existiu pressão sobre o árbitro francês François Letexier antes do confronto.

O atacante egípcio Mostafa Ziko foi ainda mais direto e afirmou que o árbitro "desperdiçou todo o esforço" da equipe com suas decisões.

Suíça também reclama após derrota para Argentina

A arbitragem voltou ao centro das discussões após a eliminação da Suíça diante da Argentina nas quartas de final. Manuel Akanji, defensor suíço, criticou o português João Pinheiro e afirmou que sua equipe teve uma atuação prejudicada pelas decisões tomadas durante a partida.

"Quando você tem o árbitro contra você, fica difícil", disse o jogador, ressaltando que normalmente evita comentar sobre arbitragem, mas considerou aquela uma das partidas mais desequilibradas nesse aspecto que já havia disputado.

Collina defende árbitros da Copa

Diante das acusações envolvendo supostos favorecimentos à Argentina, Pierluigi Collina, chefe da arbitragem da Fifa, saiu em defesa dos profissionais escalados para o Mundial.

O italiano afirmou que a integridade dos árbitros da Copa do Mundo não pode ser questionada e alertou que críticas desse tipo podem gerar consequências graves, incluindo ameaças contra os próprios árbitros e suas famílias.

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