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Dono de time tradicional da NFL é preso por ligação com prostituição

Proprietário da franquia da NFL foi detido em Ohio após negociação com policial disfarçado em operação contra prostituição; caso agora é analisado pela liga.

San Francisco 49ers: proprietário está sendo investigado  (Dilip Vishwanat/Getty Images)

San Francisco 49ers: proprietário está sendo investigado (Dilip Vishwanat/Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 19h02.

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Jed York, proprietário do San Francisco 49ers, foi preso no último domingo, 23, em East Palestine, Ohio, nos Estados Unidos, após responder a um anúncio de uma operação policial disfarçada, segundo o New York Times.

De acordo com o relatório da força-tarefa Mahoning Valley Law Enforcement Task Force, York utilizou o pseudônimo “Joe” durante a negociação.

De acordo com o documento, a polícia publicou um anúncio em um site conhecido por anúncios de prostituição e um agente se passou por uma mulher. York respondeu ao anúncio e, posteriormente, voltou a entrar em contato. Os dois negociaram um encontro, mas o agente não respondeu às primeiras mensagens.

Na manhã de domingo, York informou que estava a caminho de Boardman, cidade localizada a cerca de 24 quilômetros do local. Segundo o relatório, os dois acertaram o pagamento de US$ 160 por uma hora de atividade sexual e o empresário recebeu a indicação de um endereço fictício dentro de um condomínio de trailers.

York chegou ao local dirigindo um carro alugado pela Avis. Como não encontrou o número indicado, retornou à via principal, onde foi abordado pelos policiais. O celular utilizado para marcar o encontro foi apreendido, assim como os US$ 160.

York é condenado por duas contravenções

Inicialmente, York foi acusado de solicitação de prostituição e posse de ferramentas criminosas. O segundo crime pode ser aplicado a objetos adaptados ou utilizados para fins criminosos, como um telefone celular, segundo o New York Times.

Nesta segunda-feira, o proprietário do 49ers compareceu ao tribunal e não contestou as acusações de conduta desordeira e posse de ferramentas criminosas, ambas consideradas contravenções. Ele foi condenado a dois dias de prisão e multado em US$ 1.150.

Como parte do acordo, York recebeu de volta o celular, enquanto os US$ 160 foram destinados à força-tarefa de combate ao tráfico humano do condado.

NFL analisa o caso

A NFL informou que está analisando o episódio com base na política de conduta pessoal da liga, que também se aplica aos proprietários das franquias.

O caso ocorre em um contexto no qual outros donos de equipes já estiveram envolvidos em situações semelhantes. Em 2019, Robert Kraft, proprietário do New England Patriots, foi acusado de solicitar prostituição, mas as acusações foram posteriormente retiradas. Já Jim Irsay, então dono do Indianapolis Colts, foi suspenso por seis jogos e multado em US$ 500 mil após se declarar culpado por dirigir sob efeito de álcool, em 2014.

York assumiu controle do 49ers

A família York assumiu o controle do 49ers em 2000, depois que Eddie DeBartolo Jr. transferiu a propriedade da franquia para sua irmã, Denise DeBartolo York, após um caso de corrupção na Louisiana.

Jed York começou a trabalhar com o pai, John York, no início dos anos 2000 e se tornou CEO do 49ers em 2008, passando a comandar as operações diárias da franquia. Em 2024, adquiriu uma participação suficiente da mãe para se tornar o principal proprietário da equipe.

Além do 49ers, York e a 49ers Enterprises também são coproprietários do Leeds United, da Premier League, e do Rangers, da primeira divisão escocesa.

O empresário também entrou com um pedido de divórcio da esposa, Danielle Belluomini York, em maio. O processo continua em andamento na Justiça da Califórnia.

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