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Conheça os Nati: a história da Suíça nas Copas

País é pouco reconhecido por seu futebol, mas, mesmo assim, tem um histórico impressionante nas copas do mundo

Suíça enfrenta a Bósnia hoje na Copa: torneio marca décima terceira participação da Suíça no evento, e a sexta consecutiva (Imagem gerada por IA/EXAME)

Suíça enfrenta a Bósnia hoje na Copa: torneio marca décima terceira participação da Suíça no evento, e a sexta consecutiva (Imagem gerada por IA/EXAME)

Publicado em 19 de junho de 2026 às 06h01.

A Copa do Mundo desse ano - nos EUA, México e Canadá - pode ser classificada como um torneio de "primeiras vezes": é a primeira copa a ser realizada em três nações, com três cerimônias de abertura, a primeira com 48 times, e a primeira para uma série de azarões que nunca competiram no torneio, que acontece a cada quatro anos desde 1930.

Todavia, esse será o sexto torneio consecutivo para a Suíça e o décimo terceiro no total. Esse ano, estrearam com um empate de 1-1 contra o Catar, e enfrentam a Bósnia hoje, 19, às 16h (horário de Brasília).

Para um país associado, primeiramente, a riquezas, vilas tranquilas, cenários pitorescos e relógios caros, seu histórico nas copas é impressionante. Dessa vez, a Suíça começou sua campanha de qualificação com o pé direito, com uma vitória por 4 a 0 sobre o Kosovo, em grande parte graças ao atacante Breel Embolo, um camaronês naturalizado, que marcou dois gols.

A equipe, sob o técnico suíço Murat Yakin, também demonstrou seu grande potencial na partida seguinte, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Eslovênia, antes de atropelar a Suécia por 2 a 0.

Os suíços também não mostraram fragilidade nos jogos de volta, empatando em 0 a 0 com a Eslovênia antes de mostrar sua força novamente contra os suecos, em uma enfática vitória por 4 a 1. Um empate com o Kosovo na última rodada garantiu que a Suíça terminasse sua campanha de qualificação invicta e com um saldo de gols notável de +12 (14 gols marcados e dois sofridos).

Os Nati

Uniforme oficial da Suíça para a Copa: vermelho helvético com padrão cinético inspirado no passaporte suíço; linhas brancas atravessam o peito, simbolizando precisão (SoccerBible/FootyHeadlines)

Os Nati, como são conhecidos, chegaram às quartas de final três vezes,em 1934, 1938 e 1954, e foram suas melhores performances no campeonato. Chegaram às oitavas de final cinco vezes nas últimas seis copas, nas quais se qualificaram consecutivamente desde 2006.

A primeira Copa do Mundo da Suíça foi na Itália, em 1934, a segunda Copa da história. Sob o técnico Heinrich Müller, derrotaram a Holanda por 3 a 2 em seu jogo de abertura, mas o sonho de levantar a taça em sua estreia nas Copas foi frustrado quatro dias depois, quando perderam por 3 a 2 para a Tchecoslováquia, um país que não existe mais, nas quartas de final.

A Copa de 1954 foi talvez a melhor performance da equipe, e é a mais famosa, apesar de ter terminado na derrota dos Nati. A Suíça garantiu sua vaga nas quartas de final em casa com uma vitória por 4 a 1 sobre a Itália, mas foi eliminada com uma derrota por 7 a 5 para a Áustria em Lausanne, cidade fronteiriça com a França, apesar de estar vencendo por 3 a 0. Nenhuma outra partida de Copa do Mundo até então jamais registrou 12 gols novamente, nove deles apenas no primeiro tempo.

O jogo foi disputado sob temperaturas que ultrapassaram os 40 graus, mesmo na sombra, a ponto do goleiro austríaco Kurt Schmied chegar a sofrer uma insolação no primeiro tempo. Todavia, não pôde ser substituído pelas regras vigentes na época. Schmied estava cambaleando sem rumo entre as traves, em um estado de transe, e os suíços aproveitaram a situação, marcando três gols em apenas oito minutos.

Foi somente quando um massagista austríaco, que nem fazia parte do time, se posicionou atrás do gol, tentando constantemente refrescar o goleiro desorientado com esponjas e água, que os austríacos conseguiram virar o jogo. Eles se recuperaram de um déficit de 3 a 0 para uma vantagem de 5 a 3 em 15 minutos, e embora os suíços tenham marcado mais dois gols, os austríacos também marcaram – e o jogo terminou 7 a 5. A performance é até hoje o jogo com o maior número de gols na história das Copas. O futebol era realmente um jogo diferente em 1954.

Além disso, foi nessa edição do torneio que o maior artilheiro da Suíça deixou sua marca: com seis gols, Josef Hugi continua com o manto.

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