Esporte

Como o leilão do terreno do CT Rei Pelé, do Santos, foi parar no MPF

O MPF também aponta a existência de conflito entre a União e o Santos em relação às benfeitorias realizadas no local

 (Divulgação Santos)

(Divulgação Santos)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 19 de junho de 2026 às 16h14.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a ampliação do prazo para responder à recomendação que pede a suspensão do leilão do terreno onde está localizado o CT Rei Pelé, do Santos.

Segundo informações do GE, o MPF defende que o certame seja interrompido até o completo saneamento de pendências técnicas, jurídicas, tributárias e patrimoniais. Inicialmente, o órgão havia estabelecido prazo de cinco dias úteis para manifestação da SPU, encerrado na última quarta-feira.

Em ofício encaminhado ao Ministério Público, a SPU informou que a recomendação foi encaminhada aos setores responsáveis e também à sede em Brasília, além de solicitar mais tempo para análise. Diante do pedido, o MPF concedeu novo prazo de dez dias úteis para manifestação.

Atualmente, o CT vale quase R$ 80 milhões, sendo R$ 71,5 milhões apenas o terreno. Essa avaliação, porém expirou em janeiro deste ano.

Questionamentos sobre o negócio

O Ministério Público identificou uma série de questionamentos sobre a venda da área, incluindo dúvidas quanto ao valor de mercado do terreno, existência de passivos tributários, disputas relacionadas a benfeitorias realizadas pelo Santos e possíveis impactos nas condições de competitividade do leilão.

A recomendação emitida pelo MPF tem caráter extrajudicial. Embora não tenha força de decisão judicial, funciona como um alerta formal. Caso não seja atendida, o órgão poderá adotar outras medidas, incluindo a judicialização do caso.

Outro ponto levantado é o passivo tributário da área. Documentos indicam divergências sobre o valor de eventual dívida de IPTU. Numa primeira consulta feita pelas autoridades, foi encontrado um débito de mais de R$ 2 milhões. Posteriormente, esse valor caiu para R$ 27 mil. O edital pode repassar dívidas ao comprador, o que pode afastar investidores para o negócio.

O MPF também aponta a existência de conflito entre a União e o Santos em relação às benfeitorias realizadas no local.

Acompanhe tudo sobre:Santos Futebol ClubeBrasileirão

Mais de Esporte

Sem identidade? Entenda por que Vozinha não poderá usar seu nome no novo clube

Zagueiro do Inter ficará suspenso até atleta do Cruzeiro voltar aos treinos, decide STJD

Palmeiras traça estratégia para lucrar na janela de transferências sem perder titulares

COI rejeita denúncia contra Infantino por suposta interferência política durante a Copa