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Carrinho não, cotovelada: entenda definição do VAR que expulsou Carrascal

Durante jogo entre Corinthians e Flamengo, o jogador colombiano foi penalizado após análise do VAR

Supercopa: Corinthians derrota Flamengo por 2x0 em Brasília (Gilvan de Souza/Flamengo)

Supercopa: Corinthians derrota Flamengo por 2x0 em Brasília (Gilvan de Souza/Flamengo)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 12h00.

A Supercopa do Brasil de 2026, vencida pelo Corinthians por 2 a 0 sobre o Flamengo, no estádio Mané Garrincha, ficou marcada por um lance polêmico envolvendo o meia colombiano Jorge Carrascal.

O jogador do Flamengo foi expulso com cartão vermelho direto após revisão do Árbitro de Vídeo (VAR), realizada no intervalo da partida, em um episódio que gerou questionamentos sobre a aplicação da regra e o momento da decisão da arbitragem.

Por que Carrascal levou um cartão vermelho?

A expulsão ocorreu após Carrascal atingir o rosto de Breno Bidon com uma cotovelada nos minutos finais do primeiro tempo.

O lance aconteceu exatamente no momento em que o árbitro Rafael Klein apitou o fim da etapa inicial. Bidon caiu no gramado pedindo atendimento médico, mas, inicialmente, nenhuma infração foi assinalada em campo.

Apesar das reclamações dos jogadores do Corinthians, as duas equipes e a arbitragem se dirigiram normalmente aos vestiários.

Na volta do intervalo, porém, antes do reinício da partida, o árbitro foi chamado pelo VAR para revisar o lance no monitor. Após a análise das imagens, Klein mostrou o cartão vermelho direto ao jogador do Flamengo.

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O regulamento permite que o árbitro de vídeo solicite a revisão mesmo após o encerramento do primeiro tempo, desde que a decisão seja tomada antes do reinício da etapa seguinte, o que ocorreu no Mané Garrincha.

No momento da expulsão, o Flamengo já perdia por 1 a 0, com gol de Gabriel Paulista. Com um jogador a menos, o time carioca não conseguiu reagir, e Yuri Alberto marcou o segundo gol nos acréscimos, garantindo o título ao Corinthians.

Como funciona o VAR?

O VAR é utilizado para revisar lances considerados decisivos, como cartões vermelhos, gols, pênaltis e erros de identificação de jogadores. No caso da Supercopa, a revisão foi iniciada diretamente pela equipe de arbitragem, sem solicitação das equipes, conforme previsto no protocolo atual.

Segundo explicação da CBF, apenas lances já revisados pelo VAR, como cartão vermelho, gols, pênaltis e erro de identificação de jogador, estão dentro do escopo de análise da ferramenta.

A entidade também destacou que o VAR pode intervir mesmo após o fim de um tempo, desde que a partida ainda não tenha sido reiniciada.

A CBF também vem testando uma nova metodologia chamada “Football Video Support” (FVS), que permite aos treinadores solicitar revisões como um “desafio”, mas esse modelo ainda está em fase piloto e não foi aplicado na Supercopa de 2026.

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