Esporte

Alemanha rejeita boicote à Copa nos EUA apesar de críticas a Trump

Governo diz que esporte não é o caminho para disputas políticas e afasta sanções ao Mundial

Alemanha: a seleção participa de todas as edições do torneio desde 1954 (Jan Woitas/picture alliance/Getty Images)

Alemanha: a seleção participa de todas as edições do torneio desde 1954 (Jan Woitas/picture alliance/Getty Images)

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 17h59.

Última atualização em 4 de fevereiro de 2026 às 18h00.

O governo da Alemanha afirmou nesta quarta-feira, 4, que um eventual boicote à Copa do Mundo nos Estados Unidos não é “o caminho correto” para manifestar discordância com políticas do presidente Donald Trump. A posição foi anunciada após o tema ter sido levantado durante momentos recentes de tensão entre Berlim e Washington.

“Os conflitos políticos devem ser travados no campo político e o esporte deve permanecer esporte”, disse o porta-voz do governo alemão, Steffen Meyer, em entrevista coletiva.

Governo afasta uso político do esporte

A ministra dos Esportes da Alemanha, Christiane Schenderlein, afirmou ao jornal Süddeutsche Zeitung que Berlim “não apoia” um boicote e defendeu que o esporte não seja usado para fins políticos. Ela também lembrou que a Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho e terá jogos não apenas nos Estados Unidos, mas também no Canadá e no México.

Tetracampeã mundial, a seleção alemã participa de todas as edições do torneio desde 1954.

Tema voltou após tensões diplomáticas

Em janeiro, no auge das tensões entre Europa e Estados Unidos, Schenderlein não havia descartado publicamente um boicote. À época, o atrito envolvia declarações de Trump sobre a Groenlândia e a possibilidade de tarifas adicionais contra países europeus.

Na ocasião, a ministra afirmou à AFP que o governo federal respeita a autonomia do esporte e que a participação da seleção alemã em competições internacionais é responsabilidade das federações esportivas, não do poder político.

Pressões e pedidos por sanções

Os pedidos por boicote à próxima Copa do Mundo ganharam força inicialmente por causa da questão da Groenlândia e, mais tarde, pelas políticas anti-imigração dos Estados Unidos e pela atuação da polícia de imigração em Minneapolis, onde dois manifestantes foram mortos por agentes federais.

No fim de janeiro, o ex-presidente da FIFA, Joseph Blatter, reforçou o apelo de um advogado suíço anticorrupção para que pessoas evitassem viajar aos Estados Unidos.

Segundo a revista Der Spiegel, eurodeputados de esquerda enviaram nesta quarta-feira uma carta à UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) pedindo a análise de possíveis sanções, incluindo um boicote, em razão das “medidas políticas” e da “retórica” de Trump.

Na última segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, manifestou oposição a boicotes, afirmando que esse tipo de iniciativa “simplesmente contribui para mais ódio”.

*Com informações da AFP

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