Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 15h08.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta segunda-feira, 2, que o veto imposto à Rússia nas competições internacionais deveria ser suspenso, ao menos nas categorias de base. Segundo ele, a medida adotada após a invasão da Ucrânia, em 2022, não produziu resultados concretos.
As equipes russas e bielorrussas, assim como as seleções de Rússia e Belarus, foram excluídas de torneios internacionais depois do início do conflito. Para Infantino, no entanto, a decisão teve efeitos negativos.
“É algo que temos que fazer, definitivamente, pelo menos nas categorias de base. Este veto não conseguiu nada, apenas criou mais frustração e ódio. Permitir que as crianças da Rússia joguem futebol em outras partes da Europa poderá ajudar”, disse o dirigente em entrevista à emissora britânica Sky.
Na mesma conversa, o presidente da Fifa também se posicionou contra um eventual veto a Israel em razão das ações militares na Faixa de Gaza. Para ele, esse tipo de sanção representaria um retrocesso. “Devemos garantir em nossos estatutos que nenhum país possa ser vetado de jogar futebol por causa dos atos de seus líderes políticos”, afirmou, ao classificar essa possibilidade como “uma derrota”.
Infantino ainda saiu em defesa da decisão da Fifa de conceder ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o prêmio da paz, uma condecoração inédita da entidade. “Objetivamente, ele merece. E não sou só eu que digo isso, uma ganhadora do prêmio Nobel da Paz — em referência a María Corina Machado — também disse o mesmo. Ele tem sido fundamental na resolução de conflitos e na salvação de milhares de vidas”, declarou.
*Com informações da EFE