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Além de Fábio: os goleiros que desafiaram o tempo no futebol

Carreiras longevas mostram como a posição permite alto rendimento mesmo após os 40 anos

Goleiros: atletas que ignoraram o peso da idade e seguiram atuando em alto nível (Fábio, do Fluminense / Thiago Ribeiro/AGIF)

Goleiros: atletas que ignoraram o peso da idade e seguiram atuando em alto nível (Fábio, do Fluminense / Thiago Ribeiro/AGIF)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 13h45.

O Fluminense divulgou nesta quinta-feira que renovou o contrato com o goleiro Fábio até 2027. O atleta, que tem 45 anos, já entrou para o hall de goleiros longevos da história do futebol.

Aos 44 anos, ele ultrapassou o recorde de Peter Shilton em número de partidas profissionais, com mais de 1417 confrontos em quase três décadas como goleiro profissional, ante os 1390 jogos do inglês. 

Essa longevidade, embora rara, não é um caso isolado na história do futebol. Ao longo das décadas, vários arqueiros conquistaram destaque por suas carreiras longas, desafiando o desgaste físico e a pressão constante da posição.

Peter Shilton

O inglês Peter Shilton foi durante anos o nome que simbolizava a longevidade. Sua carreira se estendeu por mais de 30 anos, entre 1966 até 1997, com mais de mil jogos no futebol inglês e presença em três Copas do Mundo pela seleção da Inglaterra. O goleiro jogou até os 47 anos e 10 meses.

Gianluigi Buffon

O italiano Buffon representa outro exemplo de longevidade no gol. Sua carreira profissional começou em 1995 e só terminou em 2023, aos 45 anos e sete meses, com passagens por clubes de elite como Parma, Juventus e Paris Saint-Germain. Ele fez parte do elenco titular campeão da Copa do Mundo de 2006.

René Higuita

O colombiano René Higuita também é lembrado quando o assunto é carreira longa e marcante no futebol. Ídolo do Atlético Nacional e da seleção da Colômbia, Higuita atuou profissionalmente desde 1985 e só encerrou a carreira em 201o, aos 43 anos.

Essam El Hadary

O goleiro egípcio é dono do recorde de jogador mais velho a atuar em uma Copa do Mundo: ele disputou o Mundial da Rússia, em 2018, com 45 anos e 161 dias. Em sua carreira, ele atuou em dez clubes ao longo de 27 anos, e defendeu a seleção do Egito por mais de duas décadas, encerrando a carreira com 508 jogos.

Dino Zoff

O italiano se tornou o capitão mais velho ao erguer o troféu da Copa do Mundo pela Itália, aos 40 anos, no título de 1982. Ele jogou 954 partidas e conquistou nove campeonatos pela Juventus, entre 1972 e 1983.

Léo Flores

O brasileiro Léo Flores é outro exemplo de longevidade no futebol. Revelado pelo Madureira, ele começou a atuar profissionalmente em 1997 e anunciou aposentadoria em 2025, aos 46 anos, após cerca de 28 anos de atividade, com sua última temporada completa em 2024.

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