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País adotou um novo termo para identificar dias de calor extremo, enquanto hospitais registram aumento de atendimentos relacionados às altas temperaturas (AFP Photo)
Repórter de ESG
Publicado em 25 de julho de 2026 às 13h52.
O Japão registrou neste sábado, 25, o quinto dia consecutivo com temperaturas acima de 40°C, em uma sequência considerada a mais longa desde o início de registros comparáveis, em 2010.
Alertas de onda de calor permanecem em vigor em diferentes regiões do país.
Segundo a emissora pública NHK e outros veículos japoneses, ao menos seis cidades da região central do país, principalmente nas províncias de Aichi e Gifu, registraram temperaturas superiores ao limite que caracteriza o kokushobi, termo criado pela Agência Meteorológica do Japão (JMA) para designar os chamados "dias de calor cruel".
A expressão foi introduzida em abril para ampliar a conscientização da população sobre os riscos das ondas de calor. Apesar da nova classificação, ela não acarreta medidas oficiais adicionais em nível nacional.
As altas temperaturas têm aumentado a pressão sobre o sistema de saúde. Na quinta-feira, 453 pessoas foram hospitalizadas em Tóquio com problemas relacionados ao calor, o maior número desde o início da série histórica, há 16 anos.
O Japão registra cerca de 1.300 mortes por ano associadas ao calor extremo e estabeleceu como meta reduzir esse número pela metade até 2030.
Segundo cientistas, as mudanças climáticas provocadas pela ação humana têm contribuído para tornar as ondas de calor mais frequentes e intensas no Japão e em outras partes do mundo.
O país já havia registrado, em 2025, o verão mais quente de sua história.