Nasa: projeto busca registrar flashes de impacto na superfície lunar (Paul Hennesy/Anadolu/Getty Images)
Redatora
Publicado em 28 de abril de 2026 às 11h37.
A Nasa está convocando voluntários para ajudar a detectar impactos de meteoros na Lua. A iniciativa integra o projeto Impact Flash, que busca ampliar o monitoramento dessas colisões na superfície lunar a partir de observações feitas da Terra.
O objetivo é entender com mais precisão a frequência e os efeitos dos impactos na Lua, um fator considerado essencial para o planejamento de futuras missões tripuladas e bases no satélite, além de avaliar os riscos que os astronautas enfrentam.
Sem atmosfera, a Lua recebe diretamente o impacto de meteoroides. Estimativas indicam que cerca de 100 objetos do tamanho de bolas de pingue-pongue atingem a superfície lunar todos os dias.
Impactos maiores também fazem parte dessa dinâmica. Um meteoro com cerca de 2,4 metros pode colidir com energia equivalente a um quiloton de TNT aproximadamente a cada quatro anos.
Esses eventos geram os chamados flashes de impacto — emissões rápidas de luz produzidas no momento da colisão de meteoros na Lua.
A Agência Espacial dos EUA incentiva observadores a apontarem seus equipamentos para o lado escuro da Lua e registrarem possíveis flashes de impacto como parte de Impact Flash. Os equipamentos recomendados incluem telescópios com abertura mínima de 10 cm (4 polegadas) e capacidade de gravação de vídeo de 25 a 30 quadros por segundo.
Os registros devem ser enviados ao banco de dados oficial do projeto, onde serão analisados por pesquisadores.
Os dados coletados ajudam a estimar riscos para futuras bases lunares e aprimoram o entendimento sobre como a superfície da Lua reage a colisões constantes. Além disso, os registros podem ser usados em estudos sobre terremotos lunares.
Segundo o pesquisador Ben Fernando, as informações ajudam a identificar as fontes de vibrações no solo do satélite e a compreender melhor sua estrutura interna.
A iniciativa também complementa observações feitas por missões como a Artemis II, ampliando o volume de dados disponíveis sobre impactos de meteoros na Lua e sobre a evolução do satélite ao longo do tempo.