Calor: mudanças simples dentro de casa podem ajudar a amenizar as altas temperaturas (Freepik)
Redatora
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 17h00.
Com as temperaturas elevadas, manter a casa fresca pode se tornar um desafio. Algumas mudanças na ventilação e na organização dos ambientes, porém, ajudam a diminuir o desconforto mesmo sem depender exclusivamente do ar-condicionado.
Entre as medidas estão controlar a entrada de luz solar, aproveitar os horários mais frescos para ventilar os cômodos e criar correntes de ar dentro da residência.Ao jornal uruguaio El País, a arquiteta Florencia Servente, fundadora do escritório Mamá Arquitecta, também recomenda mudanças simples em portas, janelas e áreas externas para impedir que o calor se acumule nos ambientes.
Durante os períodos de maior incidência solar, a orientação é manter janelas e cortinas fechadas para reduzir a entrada de calor. Nas janelas com persianas, elas podem permanecer abaixadas sem serem totalmente fechadas. A ideia é diminuir a entrada direta de luz enquanto ainda existe algum espaço para circulação.
Quando a temperatura externa começar a cair, a estratégia muda. A ventilação deve ser feita principalmente no início da manhã ou depois do pôr do sol, quando o ar do lado de fora está mais fresco.
Sempre que possível, abra pontos em lados diferentes da residência. Essa ventilação cruzada cria uma corrente de ar entre os ambientes.
Outra sugestão é borrifar água nas cortinas durante a ventilação. O ar passa pelo tecido úmido antes de entrar no cômodo. Vedações em portas e janelas também podem funcionar como barreiras para reduzir a entrada de ar quente.
Para quem não possui ar-condicionado, o ventilador pode ajudar a melhorar a circulação de ar.
Uma das recomendações é posicionar o aparelho mais próximo do chão, considerando que o ar quente tende a subir. Também é possível colocar um recipiente com gelo diante do ventilador para tentar produzir uma corrente de ar mais fresca.
Já nas casas com ar-condicionado, a orientação apresentada pela arqueiteta é manter a temperatura entre 22 °C e 25 °C.
Colocar o aparelho em temperaturas muito baixas não significa necessariamente resfriar o ambiente de maneira mais eficiente. A prática aumenta a exigência sobre o equipamento.
Os filtros também devem permanecer limpos, com recomendação de higienização a cada três meses. A função de desumidificação pode ser outra alternativa.
Para reduzir o consumo, uma estratégia é concentrar as atividades em um cômodo já climatizado, em vez de tentar resfriar toda a residência.
Alguns tipos de piso podem ser umedecidos nos períodos mais quentes. Em superfícies de azulejo, cerâmica ou cimento, passar um pano úmido pode contribuir para deixar o ambiente mais fresco.
A medida também pode ser aplicada em pátios ao amanhecer e no fim do dia, desde que a água seja utilizada com moderação.
Nas áreas externas, toldos e lonas ajudam a criar pontos de sombra e diminuir a incidência direta do sol. Quando disponível, a sombra das árvores também pode cumprir essa função.
Dentro de casa, plantas próximas às janelas podem criar uma barreira adicional contra a luz solar. Manter a terra dos vasos úmida é outra medida indicada para ajudar a refrescar o entorno.
Além de reduzir a temperatura dos ambientes, períodos de calor intenso exigem atenção com o próprio organismo. Entre as recomendações estão aumentar a ingestão de água, mesmo sem sentir sede, e evitar bebidas alcoólicas, com cafeína ou muito açucaradas.
A alimentação pode incluir frutas e vegetais, enquanto refeições muito pesadas devem ser evitadas. Roupas leves, folgadas e de cores claras também são indicadas.
Durante os horários mais quentes, a orientação é permanecer em locais ventilados ou climatizados, reduzir atividades físicas e evitar exposição excessiva ao sol.
Caso apareçam sintomas incomuns relacionados ao calor ou à insolação, a recomendação é procurar atendimento médico.