Kaywa Hilton: referências franco-brasileiras para a cozinha do Boia (Divulgação/Divulgação)
Repórter de Casual
Publicado em 4 de julho de 2026 às 11h05.
Os 100 melhores restaurantes do Brasil querem apresentar não apenas as melhores receitas, mas os ingredientes mais frescos e locais possíveis — e que falem por si só. Confira as 29 casas que servem bons insumos do mar e crie a sua própria lista aqui.
Aiô: pequena ilha de Taiwan tem seus sabores revelados em uma pequena casa na Vila Mariana (Brejo/Divulgação)
A gastronomia asiática no Brasil se resume principalmente a países como Japão, China e Coreia do Sul. Mas, com o esforço do trio Duílio Lin, Caio Yokota e Victor Valadão, a pequena ilha de Taiwan tem seus sabores revelados em uma pequena casa na Vila Mariana, em São Paulo. Por lá, uma mera salada de alface (R$ 40) ganha sabores surpreendentes. As folhas são servidas como um colorido jardim, com molho Majiang (à base de amendoim e gergelim), maionese adocicada feita, supreme de cítricos, picles de nabo, ervas frescas e paçoca de porco de Taiwan. Uma característica da culinária do país é a textura “Q”, referente à mastigabilidade. Para entender melhor, basta pedir pelo fish toast (R$ 49), sanduíche feito com shokupan frito, criado para trazer a experiência da massa de peixe, temperada com caramelo de doubanjiang (fermentado de feijão) apimentado e gergelim torrado. Vale esperar por um lugar no disputado balcão e confiar no chef de bar Maurício Barbosa.
Serviço: R. Áurea, 307, Vila Mariana. Tel: (11) 5083-4778. Reservas: pelo aplicativo Get In. De terça a sábado, das 19h às 23h
Kaywa Hilton: referências franco-brasileiras para a cozinha do Boia (Divulgação/Divulgação)
Se houve um restaurante que se destacou em um ano foi o Boia, que saltou 51 posições de 2025 para hoje. Mérito do chef Kaywa Hilton, que faz da sua cozinha no Horto Florestal, em Salvador, uma extensão da Baía de Todos-os-Santos. Não espere pratos que fazem a tradição da culinária baiana apenas. Na casa, as referências de Hilton se mesclam entre as heranças familiares da mãe francesa e do pai brasileiro. Chegam à mesa o poivre de atum maturado (R$ 98), um lombo de atum selado, molho poivre e mil folhas de macaxeira. No salão está uma vitrine com peixes inteiros à vista na câmara de maturação. Além do atum, também são servidos pescados não tão famosos como sororoca, guaricema, xaréu, olho de boi e o que estiver mais fresco no dia. A França também encontra o Brasil na parte mais adocicada do menu com o creme monté de mel (R$ 36), com sorvete de boursin de cabra, crocante de mel e mel de uruçu nordestina.
Serviço: Rua José Avena, 01 – Horto Florestal, Salvador. De terça a sábado, das 12h às 16h e das 18h30 às 23h; domingo, das 12h às 16h
Manga: mergulhador da região traz ouriços e lagostas, que podem ser degustados no menu de nove etapas (Leonardo Freire/Divulgação)
Com trajetórias que passam por cozinhas de excelência no Brasil, Europa e Estados Unidos, o casal de chefs Dante Bassi e Kafe Bassi imprime desde 2018 as referências coletadas pelo mundo na cozinha do Manga. De frente para a praia, o restaurante tem acesso privilegiado a peixes e frutos do mar diretamente dos pescadores, muitas vezes logo após o retorno do mar. Um mergulhador da região traz ouriços e lagostas, que podem ser degustados no menu de nove etapas. As refeições sempre se iniciam com um confortante consomê de boas-vindas. Na versão atual, ele é feito com lambreta, galinha poedeira, tucupi, cogumelo, açafrão e um buquê de ervas da horta cultivada ali mesmo no terraço.
Serviço: Rua Professora Almerinda Dultra, 40 - bairro Rio Vermelho – Salvador, BA. De terça a sexta, das 19h às 22h30. Sábado das 12h30 às 15h e das 19h às 22h30.
Ryo: menu de outono com foco na tradição culinária japonesa e no protagonismo dos dashis (Crudo & Gilberto Bronko/Divulgação)
O Ryo Gastronomia, do chef Edson Yamashita, apresenta seu menu de outono com foco na tradição culinária japonesa e no protagonismo dos dashis, presentes em diferentes etapas da experiência. Seguindo a proposta do omakase e o uso de ingredientes sazonais, o percurso reúne pratos como Osen Tamago, Sakana Arai, tempurá de cherne, sashimis selecionados, sushis de diferentes cortes de atum e um Shabu-Shabu com wagyu e nabo preparado em múltiplos dashis. “É um menu mais leve e delicado, em comparação com os outros que já fiz de outono”, ressalta o chef. Entre as novidades, o restaurante também lança seu primeiro vinho próprio, um Sauvignon Blanc produzido em Mendoza, na Argentina.
Serviço: Rua Pedroso Alvarenga, 665. De terça a sábado, das 12h às 14h30 e das 19h às 23h. Omakase jantar por pessoa no balcão: R$ 1.600 sem harmonização. Omakase jantar por pessoa na mesa: R$ 1.450 sem harmonização. Harmonização: R$ 1.000. Omakase no almoço (menu com 8 etapas) por pessoa: R$ 850 (harmonização R$ 690).
Myiabi: menu sazonal de 12 etapas (R$ 700) (Keiny Andrade/Divulgação)
Escondido no complexo gastronômico criado por Fábio Ota e Aya Tamaki, em Pinheiros, o Miyabi é comandado pela chef Rhaiza Zanetti e une os conceitos de omakase e kaiseki em um menu sazonal de 12 etapas (R$ 700). A experiência destaca ingredientes do Brasil e do Japão em diferentes técnicas de preparo. Entre os pratos estão tofu feito na casa com caranguejo, garoupa com ponzu de jabuticaba e arroz de peixe. Há opção de harmonização com saquês (R$ 330) e todo o complexo é livre de glúten.
Serviço: Rua Marcos Azevedo, 86, Pinheiros. De terça a sábado, das 19h às 23h.
K.sa: restaurante reconhecido por sua cozinha contemporânea leve, com o reconhecimento das ostras como o carro-chefe da casa (Guto Souza/Divulgação)
Comandado pela chef e proprietária, Claudia Krauspenhar, o K.Sa é reconhecido por sua cozinha contemporânea leve, com o reconhecimento das ostras como o carro-chefe da casa. O fruto do mar é servido fresco (R$ 79, 6 unidades); ou gratinado (R$ 89, 6 unidades), ao creme de raiz forte ou manteiga de ervas. As criações da chef Claudia procuram sempre ressaltar os produtos e os produtores locais, integrando-os às suas releituras da cozinha clássica.
Serviço: Rua Fernando Simas, 260, Curitiba. De terça-feira a sábado, das 19h às 23h.
Cais: banquete, degustação compartilhada em cinco tempos (R$ 420 por pessoa) (Divulgação/Divulgação)
Na Vila Madalena, o Cais, comandado por Adriano de Laurentiis e Catarina Ferraz, aposta em uma cozinha voltada a peixes e frutos do mar, com foco em ingredientes sazonais e mínima intervenção. O menu traz pratos como a nadadeira na brasa (R$ 130) e o Banquete, degustação compartilhada em cinco tempos (R$ 420 por pessoa). Entre as sobremesas estão a tortinha de queijo com sorvete de leite (R$ 54) e o Babá au Jerez. A casa também reúne mais de 60 rótulos de vinhos naturais e harmonização opcional (R$ 322 por pessoa).
Serviço: R. Fidalga, 314 – Vila Madalena, São Paulo (SP). Almoço: quarta a sexta, das 12h30 às 15h; sábado e domingo, das 12h30 às 16h. Jantar: quarta a sábado, das 19h às 23h.
Murakami: menus omakase montados a partir dos ingredientes mais frescos do dia (Estudio Mió/Divulgação)
Nos Jardins, o restaurante Murakami, do chef Tsuyoshi Murakami, aposta em menus omakase montados a partir dos ingredientes mais frescos do dia. Com apenas 18 lugares por horário, a casa oferece o Experiência Murakami (10 tempos, R$ 780) e o Experiência Sushi (R$ 1.080), ambos com caviar Giaveri x Murakami. No almoço, há menus executivos entre R$ 150 e R$ 180. O salão minimalista integra clientes e cozinha, permitindo interação direta com o chef.
Serviço: Alameda Lorena, 1186 – Jardins, São Paulo (SP). De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. Omakase às 19h e às 21h30.
Ocyá: eceitas com aproveitamento integral de peixes e frutos do mar (Thays Bittar/Divulgação)
Tanto no Leblon quanto na Ilha da Gigóia, o Ocyá, do chef Gerônimo Athuel, foca em apresentar receitas com aproveitamento integral de peixes e frutos do mar. As casas trabalham com espécies pouco exploradas comercialmente e técnicas de conservação desenvolvidas pelo chef em parceria com a UFF. O cardápio reúne preparos na brasa, cortes pouco usuais e coquetelaria inspirada nos ingredientes da cozinha. O projeto do espaço remete ao universo marítimo e inclui obras da artista Gabriella Marinho.
Serviço: Rua Aristides Espínola, 88 – Leblon, Rio de Janeiro (RJ). Terça a sábado, das 12h às 23h. Domingo, das 12h às 18h. Ilha Primeira - Barra da Tijuca (acesso via barcos que saem de pontos como Shopping Barra Point e Estação de Metrô Jardim Oceânico). Quartas e quintas, das 12h às 18h. Sextas e sábados, das 12h às 22h. Domingos, das 12h às 20h
Saulo Jennings: chef iniciou sua trajetória na cozinha cedo, quando atuava como instrutor de kitesurf nas praias do rio Tapajós (Nereu Jr/Divulgação)
A riqueza amazônica materializada nos pratos. Sob o comando do chef Saulo Jennings, o estabelecimento, aberto há 17 anos, é um dos grandes responsáveis pela difusão e pela introdução de ingredientes amazônicos Brasil afora. O chef iniciou sua trajetória na cozinha cedo, quando atuava como instrutor de kitesurf nas praias do rio Tapajós – de forma bem espontânea, preparando refeições para seus alunos. Logo, conquistou adeptos e, diretamente da varanda de sua casa, Jennings passou a receber grupos de clientes. Nasceu daí a Casa do Saulo. O grande destaque do menu são os peixes de água doce, provenientes de manejo sustentável, como o pirarucu, filhote e tambaqui.
Serviço: Rodovia Interpraias, S/N - Km 4, Curuatatuba, São Francisco do Carapanari, Santarém – Pará. De terça a quinta-feira, das 11h às 16h. Sexta-feira a domingo, das 11h às 18h
Ichigo Ichie: menu omakase e também pratos à la carte, com ingredientes de alta qualidade (Divulgação/Divulgação)
O restaurante traz, em seu nome, a filosofia que propõe que cada encontro é único e irrepetível. Desde o último ano, está sob o comando do chef Ronaldo Fogaça. O Ichigo Ichie possui omakase e também pratos à la carte, com ingredientes de alta qualidade, como o atum bluefin (espanhol), hamachi japonês, vieiras canadenses e wagyu, além de peixes do litoral brasileiro. Distribuído em três pavimentos, o projeto assinado por Karolinna Venturi traz balcão de sushi para oito lugares, um bar de coquetelaria no segundo andar, com carta de drinks de Ariel Todeschini, e uma sala privativa para experiências.
Serviço: Avenida Sete de Setembro, 5970, Seminário, Curitiba. Abre de segunda a sábado, das 19h às 23h30; sábados, das 12h às 16h.
Puro Oyster: valorização de ingredientes locais e sazonais em uma proposta descontraída (Divulgação/Divulgação)
O Puro Oyster Bar nasceu como um pop-up dedicado a ostras nativas da variedade Gasar e se consolidou como um refúgio gastronômico em Jurerê. A poucos passos da praia, valoriza ingredientes locais e sazonais em uma proposta descontraída. O menu inclui ostras in natura, preparações autorais e pescados sazonais crus ou assados, além de ouriços (em períodos específicos do ano). A carta de bebidas prioriza rótulos de vinhos catarinenses. Sob reserva, oferece menu degustação assinado por Pedro Soares, em etapas que destacam produtos locais e criam uma experiência singular.
Serviço: Avenida dos Búzios, 1800 – Jurerê Internacional. De segunda a sábado, das 16h às 22h.
Aizu: bar e sala de espera (Brian Baldrati/Divulgação)
O restaurante consolidou-se como uma das principais referências em alta gastronomia japonesa na cidade ao longo de 11 anos de trajetória. O casal de fundadores, Hilda Igarashi e Edison Azuma, foi pioneiro na introdução de ingredientes premium na cena asiática de Curitiba. O ambiente é elegante, com luz baixa e amplo uso de madeira. Um dos diferenciais é a sala privada de omakase para oito pessoas, em que os clientes acompanham de perto a experiência conduzida pelos chefs em uma sequência de 12 tempos. A proposta alia técnica japonesa, sofisticação e hospitalidade.
Serviço: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 2420 – Bigorrilho, Curitiba. De segunda a sábado, das 19h às 23h30.
Cala del Tanit: arroz socarrat de polvo e pato (Juliana Primon/Divulgação)
O restaurante é a primeira casa do chef catalão Oscar Bosch, já consagrado na cena paulistana, no bairro do Itaim Bibi. Ao combinar referências mediterrâneas, clima praiano e cozinha centrada em pescados e preparos na brasa, inspirados nas enseadas do litoral espanhol, o Cala tem ambiente com varanda retrátil, cozinha aberta e parrilla como destaque da operação. Entre os destaques, os arrozes de Oscar sempre valem a menção, caso do arroz socarrat de pato, servido com polvo grelhado e aioli, e da paella marinera, preparada com frutos do mar, ideal para compartilhar. A coquetelaria também reforça a proposta da casa, com drinques autorais e clássicos espanhóis, como o tradicional tinto de verano.
Serviço: Rua Pais de Araújo, 147 - Itaim Bibi, São Paulo/SP. Horário de funcionamento: terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sexta, das 12h às 16h e das 19h às 00h; sábado, das 12h às 17h e das 19h às 00h; domingo, das 12h às 17h.
Fujii: abertura à noite apenas uma vez por mês, ampliando o acesso do público à sua cozinha (Divulgação/Divulgação)
Inaugurado em 2003 no Mercado Municipal de Curitiba, consolidou-se como o destino de comida japonesa tradicional na cidade, além de ser muito frequentado por cozinheiros locais. Sob comando do chef Vinícius Fujii desde 2011, a casa mantém proposta centrada em ingredientes de alta qualidade e execução autêntica, oferecendo uma experiência fiel às técnicas japonesas. Receitas como o tirashii, que traz pescados, frutos do mar e ovas, tudo do mais fresco no dia, fazem sucesso. Há também oferta de pratos quentes, como os lámens e o katsusando. Mais recentemente, passou a abrir à noite apenas uma vez por mês, ampliando o acesso do público à sua cozinha.
Serviço: Avenida 7 de Setembro, 1865 - loja 194. Terça a domingo, das 11h30 às 16h00; segunda quinta-feira do mês, das 19h00 às 23h00.
Goya: casa comandada por Uilian Goya (Divulgação/Divulgação)
Sentar-se no balcão do restaurante é ter uma experiência intimista, com poucas pessoas, em que se pode observar os preparos meticulosos e silenciosos bem à sua frente, sob o comando de Uilian Goya. O omakase percorre sequências de sashimis, niguiris, pratos quentes e criações autorais. O arroz é tratado com extremo zelo e servido na temperatura correta, como é esperado, e se tornou uma das assinaturas da casa. O balcão acomoda até 12 pessoas e o serviço acontece somente mediante reservas, apenas no jantar, em dois horários fixos.
Serviço: Rua Artur Frazão, 37 - Jardim Paulista, São Paulo. Terça a sábado, às 19h e às 21h15.
Taberna Japonesa Quina do Futuro: comando do chef André Saburó (Rafael Salvador/Divulgação)
A história do restaurante tem seus primórdios há quase 70 anos, quando a família Matsumoto, natural de Sasebo, no Japão, chegou ao Brasil. Já o restaurante em questão celebra 40 anos de existência em 2026. O chef André Saburó, que aprendeu a cozinhar principalmente com seu pai e tio, tornou-se conhecido por sua atuação e destreza no manuseio do atum, para aproveitar ao máximo o pescado. Em seu restaurante, é possível provar pratos como o sarapatum, uma releitura do sarapatel nordestino, e o stinco de atum.
Serviço: Rua Xavier Marques, 134, Aflitos. Segunda a sexta, das 11h30 às 15h e das 18h às 23h. Sábado, das 12h às 15h30 e das 18h às 23h.
Aizomê: comandado por Telma Shimizu (Rafael Salvador/Divulgação)
O Aizomê consolidou-se como um dos mais tradicionais restaurantes japoneses da capital ao traduzir, por meio de sua gastronomia, o conceito de omotenashi — a cultura japonesa da hospitalidade baseada na atenção aos detalhes, no cuidado genuíno e na experiência acolhedora do cliente. Sob comando da chef Telma Shimizu, a casa combina técnica, delicadeza e ingredientes sazonais em menus que valorizam sabores tradicionais com toques autorais. O restaurante oferece ambientes intimistas, tatames, balcão de sushi e experiências omakase que reforçam a conexão entre cozinha, serviço e tradição japonesa.
Serviço: Alameda Fernão Cardim, 39, Jardim Paulista. Tel. (11) 2222-1176. Segunda a domingo, das 11h30 às 14h30 e segunda a sábado, das 18h às 22h.
Benedita Cozinha: sanduíche de peixes do restaurante em Fernando de Noronha (Divulgação/Divulgação)
Desde 2022, o chef Dário Costa divide seu tempo entre seus restaurantes de Santos (Paru e Madê) e o Benedita, em Fernando de Noronha. A cozinha do Benedita parte da valorização dos ingredientes, sem invenções mirabolantes, e o nome é uma homenagem à sua avó, responsável por algumas receitas da casa.
Serviço: Rua São Miguel, 180 – Vila do Trinta - Fernando de Noronha. De segunda a domingo, das 12h às 23h.
Kanoe: comandado pelo chef Tadashi Shiraishi e por sua sócia Patrícia Bianco
Inaugurada em 2022 nos Jardins, a casa minimalista comandada pelo chef Tadashi Shiraishi e por sua sócia Patrícia Bianco tem apenas oito lugares e um único serviço por noite, exclusivamente no formato omakase. A sequência de cerca de 17 tempos (R$ 1.400) explora a máxima expressão de ingredientes sazonais e técnicas tradicionais, com ampla gama de peixes frescos como pargo, olho-de-boi e atum bluefin, além de ouriço, ovas, algas e tubérculos. A jornada sensorial tem início com o shari recém-temperado, servido de forma ritualística para orientar o paladar ao longo da noite. Nos últimos tempos, o chef preferiu retornar ao minimalismo e resgatar preparações clássicas da culinária japonesa, como ozoni (sopa de Ano-Novo), tamago (bolo de ovo e peixe) e o maguro no chiai (músculo sanguíneo do atum).
Serviço: Alameda Itu, 1578 – Jardins. De terça a sábado, pontualmente às 19h. Aos sábados, almoço às 12h.
Sushi Vaz: casa comandada pelao cuiabano Wdson Duarte Vaz (Divulgação/Divulgação)
O cuiabano Wdson Duarte Vaz começou seu restaurante em uma pequena galeria na Avenida Paulista, em 2018, que vivia lotada de clientes. O sucesso elevou o patamar e levou à mudança de endereço para a Alameda Santos, mas o foco seguiu o mesmo: surpreender clientes com técnica e frescor de peixes e frutos do mar, tudo isso com muita simpatia. Hoje, somam-se mais duas unidades: uma segunda em São Paulo e, mais recentemente, uma casa no Rio de Janeiro — com apenas um balcão que acomoda 12 pessoas e poucas mesas externas. Reservas são recomendadas.
Serviço: Alameda Santos, 2528 B – Jardins. De terça a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e domingo, das 13h às 17h.
Shin Zushi: restaurante japonês de perfil familiar (Divulgação/Divulgação)
O Shin Zushi, no bairro do Paraíso, em São Paulo, é um restaurante japonês de perfil familiar que mantém forte ligação com a culinária tradicional. Criado originalmente pelo pai, hoje é comandado pelos irmãos Ken e Nobu Mizumoto. A casa trabalha com duas frentes: o omakase servido no balcão, em uma experiência mais direta com os sushimen, e o serviço à la carte nas mesas. Com foco na cozinha japonesa clássica e no uso preciso dos ingredientes, o restaurante aposta em combinações simples e bem executadas, como ostra e carapau, em um ambiente de atendimento próximo e descontraído. Ah, e não tente pedir salmão, porque a casa não serve o peixe.
Serviço: Rua Afonso de Freitas, 169 – Paraíso. De terça a sábado, das 11h30 às 14h e das 18h às 22h. Domingo, das 12h às 15h.
Dois de Fevereiro: Moqueca de Peixe do chef João Diamante (Divulgação/Divulgação)
O chef João Diamante, à frente da casa, ficou muito conhecido por seu trabalho social Diamantes na Cozinha, que o levou a ganhar o prêmio “Champions of Change”, do The World’s 50 Best, em 2024. Localizado na Pequena África, o restaurante serve pratos de forte identidade afro-brasileira, como moquecas baianas, bobó de camarão, picanha de sol com baião de dois e feijoada. O nome é uma homenagem ao dia de Iemanjá, orixá super presente na decoração da casa.
Serviço: Rua Sacadura Cabral, 79, Saúde. De terça a domingo, das 11h30 às 18h.
Cozinha 212: ingredientes frescos vindos do Mato 212, horta da família Weitbrecht em Cotia (Divulgação/Divulgação)
Em uma das ruas com grande concentração de restaurantes em São Paulo, o Cozinha 212, que tem no comando o chef Stefan Weitbrecht e seu sócio Victor Collor, fotógrafo, completa dez anos mantendo a essência que o transformou em referência: cozinha na brasa, ingredientes sazonais e atmosfera acolhedora. À noite, a luz baixa, trilha sonora agradável e a churrasqueira ao fundo proporcionam ao salão muito charme. É ela quem dá tom a vegetais e carnes, caso do magret acompanhado por beterrabas queimadas e o espeto de língua na brasa em seu próprio caldo, ambos novos pratos do menu de outono. Ingredientes frescos vindos do Mato 212, horta da família Weitbrecht em Cotia, reforçam a conexão da casa com a natureza e a sazonalidade.
Serviço: Rua dos Pinheiros, 174, Pinheiros. De terça a sexta, das 19h à 01h. Sábado, das 13h às 16h e das 19h à 01h.
Bodega Pepito: Ebi Sando do chef Oscar Bosch (Rodolfo Regini/Divulgação)
Com menos de um ano de funcionamento, a casa de Oscar Bosch já nasceu como um sucesso – com filas de espera desde a abertura. A proposta mais descontraída une o espírito de tradicionais bodegas espanholas à atmosfera dos botecos brasileiros, servindo petiscos ideais para compartilhar na mesa – como as croquetas de pato, choribao e o pan tomaca (este, bem tradicional espanhol). Entre os principais, o steak frites vem acompanhado por fritas e molho bordelaise (clássico francês) e, claro, há também arrozes com socarrat, uma das marcas registradas do chef catalão.
Serviço: Rua dos Pinheiros, 320 - Pinheiros. De terça a quinta, das 12h às 15h e das 18h às 23h30; sexta, das 12h às 16h e das 18h às 00h; sábado, das 12h às 00h; domingo, das 12h às 17h.
La France: culinária proposta é majoritariamente do país europeu (Divulgação/Divulgação)
A chef Zinda Carvalho inaugurou o seu restaurante nos anos 2000, após muitos anos vividos na França, período em que trabalhou em cozinhas francesas. Desde então, conquistou destaque na cena da cidade e entre os clientes, muitos deles, habitués. Como o nome já indica, a culinária proposta é majoritariamente do país em que viveu, com pratos como salada niçoise, filé au poivre vert e tarte tatin, além de algumas poucas licenças para pratos brasileiros e até mesmo portugueses.
Serviço: Rua Silva Jatahy, 982, Meireles. De segunda a sábado, das 11h30 às 15h30 e 18h30 às 22h30. Domingo, das 11h30 às 15h30.
Gingado: criações da chef Lorena Machado (Divulgação/Divulgação)
Inspirado na bistronomia francesa, conceito que funde técnicas clássicas em ambientes mais casuais, criado nos anos 1990 em Paris, o Gingado propõe aos comensais pratos vistosos, que podem ser pareados com coquetéis ou vinhos, com um serviço descomplicado. Pelas mãos e mentes da chef Lorena Machado, partem da cozinha pratos como o principal camarões, mil-folhas e bisque; e a sobremesa rabanada, chocolate e laranja, ambos do menu fixo; ou especiais da semana.
Serviço: Rua Eduardo Garcia, 201. De terça a quinta, das 18h às 23h. De sexta e sábado, das 12h às 23h. De domingo, das 12h às 16h.
Caxiri: restaurante comandado pela chef Débora Shornik (Ana Paula Lustosa/Divulgação)
Bem ao lado do Teatro Amazonas está o Caxiri, restaurante comandado pela chef Débora Shornik. Em seus pratos, utiliza ingredientes típicos do estado, muitas vezes não conhecidos pelo público convencional, numa mistura entre tradição, modernidade e leitura autoral. Um bom exemplo é a salada de PANCs (plantas alimentícias não convencionais) com vitória-régia, que apresenta sabores do Norte por meio do paladar. A piranha assada na brasa é acompanhada de arroz de jambu (a planta conhecida por trazer sensação de dormência à boca), vinagrete de tucupi e farofa Uarini.
Serviço: Rua 10 de Julho, 495 - Centro. De terça a domingo, das 11h30 às 15h, e de terça a sábado, das 19h às 22h.

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