Katherina Cordás e Ivan Ralston: viagens pelo estado de São Paulo se transformara em menu e projeto de pesquisa (Eduardo Frazão/Divulgação)
Repórter de Casual
Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.
A rica diversidade brasileira atiça a criatividade dos maiores chefs do país. Das leguminosas que crescem nas diferentes temporadas de chuva no estado de São Paulo aos insumos provenientes do mar do sul do Brasil e no interior no Recôncavo Baiano.
Os 100 melhores restaurantes do Brasil querem apresentar não apenas as melhores receitas, mas os ingredientes mais frescos e locais possíveis — e que falem por si só. Na quinta edição deste ranking, o Tuju, comandado pelo casal Ivan Ralston e Katherina Cordás, conquistou o primeiro posto junto à terceira estrela Michelin. Por mais de dois anos, a dupla viajou pelo estado de São Paulo para entender a sazonalidade brasileira e os insumos disponíveis de acordo com os períodos de chuvas. Com um menu que se renova a cada quatro meses, a casa recebe majoritariamente comensais brasileiros. “Nunca foi um restaurante feito para estrangeiro, nem a gente quer isso.”
Para eleger as 100 melhores casas de Norte a Sul do país, contamos com a colaboração de 49 jurados, entre os mais importantes jornalistas, críticos e influenciadores da cena culinária nacional. Cada um deles indicou os dez melhores restaurantes em que esteve nos últimos 12 meses, sem ordem de importância. Nesta edição, 33 casas aparecem pela primeira vez ou retornam à lista. As cinco regiões do país estão representadas por 19 cidades, incluindo tanto capitais quanto cidades do interior, o que reflete a rica diversidade gastronômica do Brasil.
Para chegar no País das Maravilhas, Alice precisou se jogar ao desconhecido. E é exatamente este o ponto de partida do Tuju: um corredor escuro ilustrado por passagens e imagens do livro de Lewis Carroll. No fim do túnel está a revelação: um jardim de inverno com uma jabuticabeira ao centro e cercada por mais dois andares com um bar e adega com 1.200 rótulos. Para chegar aos quatro menus criados anualmente, o casal Ivan Ralston e Katherina Cordás viajou para os rincões do estado de São Paulo em busca de produtores e suas produções, provenientes tanto da terra quanto do mar. Baseado nos ciclos das chuvas, está em vigor atualmente a temporada Ventania (R$ 1.650), com 10 etapas, incluindo uma defesa ao injustiçado cuscuz paulista. Na receita da casa, o prato é feito com sardinha, tomate verde e pimentão. Ainda que Ralston diga que a busca por aprendizados seja constante, a casa vive um momento de celebração. Em abril, o restaurante conquistou três estrelas no Guia Michelin. Ao contrário da jornada de Alice, o Tuju vive um sonho acordado.
Serviço: Rua Frei Galvão, 135, Jardim Paulistano, São Paulo. De terça a sexta, das 19h às 22h. Sábado das 12h às 15h e das 19h às 22h
Nelita: casa de Tássia Magalhães acaba de completar quatro anos (Divulgação/Divulgação)
A história do Nelita já parece um clássico paulistano, mas a casa de Tássia Magalhães acaba de completar quatro anos. Acompanhada de uma brigada composta apenas por mulheres, o restaurante na badalada rua gastronômica em Pinheiros apresenta o menu O prazer da mesa pertence a todas as épocas (R$ 690 + R$ 550 com harmonização). Na sequência de dez etapas aparecem receitas clássicas com toques brasileiros como o nhoque de batata servido com ricota, araruta, coalhada artesanal e brodo de parmesão com leve toque de lavanda. O menu também busca apresentar ingredientes sazonais, como o alho-poró, servido tostado na manteiga noisette e acompanhado de creme de castanha de caju e molho de coco e iogurte artesanal. O menu pode ser harmonizado com escolhas do sommelier Danyel Steinle, com vinhos de diferentes estilos e regiões do mundo.
Serviço: Rua Ferreira de Araújo, 330, Pinheiros, São Paulo. De terça a sexta-feira, das 19h às 23h; sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h; domingo, fechado.
Casal premiado: Luiz Filipe Souza e Bianca Mirabili, responsáveis pelos pratos e sobremesas (Tadeu Brunelli/Divulgação)
O ano de 2026 será sempre lembrado por Luiz Filipe Souza e sua equipe. Ao lado do Tuju, a casa conquistou as cobiçadas três estrelas Michelin. A nova estrela chegou coincidindo com a apresentação do menu Oriundi OR 2026.1. Desde a inauguração, há uma década, a casa apresenta o conceito Oriundi, que toma como ponto de partida a imigração italiana no Brasil. No menu de quatro momentos (R$ 1.650), Despertar, Exploração, Profundidade e Epílogo, os 15 pratos são construídos a partir de estruturas clássicas da cozinha italiana e ingredientes brasileiros. Um exemplo é o rigatoni de pupunha com açaí e amêndoas, em que o palmito assume o papel da massa, enquanto o fruto aparece em sua forma não adocicada. As etapas doces, criadas por Bianca Mirabili, ganham reinterpretações de sobremesas brasileiras, como o clássico papaia com cassis, servido com texturas e temperatura distintas da sobremesa original.
Rua Joaquim Antunes, 108, Pinheiros, São Paulo. Reservas: (11) 3062-1160 ou pelo site evvai.meitre.com. Jantar de terça a sábado, das 19h às 23h. Almoço aos sábados, das 12h às 15h.
Origem: sobremesa Jabuticabeira com sorvete de jabuticaba, sorvete de iogurte, rochedo de chocolate branco e uvas roxas (Divulgação/Divulgação)
Após figurar no primeiro lugar neste ranking em 2025, o restaurante soteropolitano tem motivos para continuar as celebrações. Neste ano, a casa comemora 10 anos de história, e o casal de chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca festeja com pratos que revisitam uma influência contínua na cozinha e no lar, o Recôncavo Baiano. Com 14 etapas divididas em quatro atos, o Menu Recôncavo 2.0 (R$ 420) conta as histórias da casa com receitas já clássicas como o “abarajé”, combinação de abará e acarajé servida com vatapá, e o ravioli de vatapá, uma das criações mais emblemáticas de Lemos. Também entram em cena novidades como o peixe com arroz negro e quiabo, o tortellini de vatapá com carabineiro e emulsão Kirimurê, a carne de sol com purê de couve-flor com missô e o cupim com gnocchi de aipim e abobrinha com queijo de cabra. Já a parte doce traz as memórias da infância de Arouca, criada na cidade de Amargosa. “Quando pequena, ia à feira com meu pai e sempre voltava com um pote cheio de jabuticaba nas mãos”, diz. Da lembrança nasceu a sobremesa “Jabuticabeira”, que combina três tipos de sorvete: de jabuticaba, de uva preta e iogurte, cobertos por tuille feita de batata-doce roxa, ingrediente local abundante.
Serviço: Alameda das Algarobas, 74, Caminho das Árvores, Salvador. De terça a sábado, das 19h às 23h.

Dois conceitos orientam a cozinha do chef Rafa Costa e Silva. O primeiro é a criatividade na elaboração de menus diários, guiados pelo frescor e pela sazonalidade dos ingredientes. Por trás do balcão para 10 comensais está uma horta de mais de 11 mil metros quadrados, no Vale das Videiras, na região serrana do Rio de Janeiro. É dali que vêm parte dos insumos e das ideias que inspiram o chef e sua equipe na criação do menu (R$ 1.380) com nove aperitivos, três pratos e duas sobremesas. O serviço de vinhos (R$ 638), assinado pela sommelière Maíra Freire, prioriza os rótulos orgânicos e biodinâmicos e completa a experiência. Alinhado ao lado criativo, é necessário manter a tranquilidade de que, no fim do dia, tudo deu certo e valeu a pena. Lasai significa “tranquilo” em euskera, idioma do País Basco. No segundo semestre deste ano, a casa mudará de endereço para Ipanema, dentro do novo hotel Sofitel, na Avenida Vieira Souto.
Serviço: Largo dos Leões, 35, Humaitá, Rio de Janeiro. De terça a sexta, às 20h; sábado, das 19h às 22h30. Apenas com reserva: lasai@lasai.com.br e (21) 3449-1834
Manu: menu batizado de Elemento (R$ 810) apresenta 11 etapas, com foco em vegetais (Divulgação/Divulgação)
“O Manu é a perfeição da imperfeição. Eu não posso ser perfeita o tempo todo, seja como mãe, mulher, gestora ou chef. A beleza está justamente nisso”, diz Manoela Buffara, que há 15 anos abria as portas do Manu, na capital paranaense. Em 2026, o foco do restaurante está em apresentar pratos em que um ingrediente principal é servido no ponto e texturas ideais, acompanhado somente do que ele precisa para revelar sua melhor expressão. “A técnica é mais um elemento a favor de cada ingrediente. Ela não se impõe. Caldos, extrações, curas e brasa trabalham de forma sutil e quase imperceptível para alcançar textura, profundidade e equilíbrio de sabor impecáveis, sem desviar o foco do ingrediente central.” Com isso, o menu batizado de Elemento (R$ 810) apresenta 11 etapas, com foco em vegetais, como o alho-poró assado, servido com creme de castanha tostada, aromatizado com hortelã e pimenta cumari e acompanhado de pasta com tucupi preto e molho de vôngole.
Serviço: Alameda Dom Pedro II, 317, Batel, Curitiba. De quarta a sábado, das 18h às 22h30
Mani: renovação do ambiente foi acompanhada de novidades no cardápio à la carte (Divulgação/Divulgação)
“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil”. Assim começa o Manifesto do Pau-Brasil de Oswald de Andrade, e o texto que inspira a segunda década do Mani. A casa passou por uma reforma que deixou os ambientes mais abertos e integrados, mas sem abandonar traços do projeto original, como os pergolados com galhos de jabuticabeira, as estruturas de madeira de demolição e as paredes de textura manual que remetem ao imaginário rural brasileiro. A renovação do ambiente foi acompanhada de novidades no cardápio à la carte. “Os pratos novos revisitam um pouco a nossa história e o percurso das pesquisas que temos feito ao longo desses anos. Nos inspiramos em técnicas brasileiras, como a prática de moquear, e no uso de equipamentos muito presentes na cozinha caseira para ralar mandioca e milho”, diz a chef Helena Rizzo. “Tenho passado muito tempo ‘na roça’, no meu sítio em Piracaia, e isso me leva a ficar mais em contato com a terra, as folhas e os frutos que nascem espontaneamente, como o physalis.” No menu, o fruto aparece acompanhando o peixe do dia (R$ 199), servido com palmito pupunha, Uarini, banana-da-terra e salsa verde.
Serviço: Rua Joaquim Antunes, 210, São Paulo. De terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30. Sábado, das 13h às 16h e das 19h30 às 23h, e domingo, das 13h às 16h30. (11) 97473-8994
Cepa: casa nova e ainda maior em Pinheiros (Divulgação/Divulgação)
Após cinco anos no bairro do Tatuapé, em São Paulo, o Cepa está de casa nova e ainda maior. Agora, do outro lado da cidade, na Praça dos Omaguás, em uma pequena rua de paralelepípedo em Pinheiros. Com uma cozinha ainda maior, o chef Lucas Dante instalou uma câmara fria para maturação de carnes, uma sala dedicada à confeitaria e uma máquina de sorvete com maior capacidade para atender à demanda. O chef manteve no menu pratos consolidados da casa, como a endívia glaceada com speck de porco preto, tonnato e alcaparras (R$ 58), a língua de Wagyu com caldo de galinha, quiabo e hortelã (R$ 89) e o arroz de suã com chalota caramelizada, linguiça de porco defumada e salada de erva-doce (R$ 119). Nas taças, há mais de 300 opções de rótulos selecionados pela sommelière Gabrielli Fleming. “Vamos continuar não tendo uma carta fixa, o que estimula descobertas. Mas, quando o volume de produção do vinicultor permitir, poderemos ter um estoque maior”, diz Fleming, que dá preferência aos vinhos naturais.
Serviço: Praça dos Omaguás, 110, Pinheiros. De terça a quinta, das 19h às 23h. Sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h
Aiô: pequena ilha de Taiwan tem seus sabores revelados em uma pequena casa na Vila Mariana (Brejo/Divulgação)
A gastronomia asiática no Brasil se resume principalmente a países como Japão, China e Coreia do Sul. Mas, com o esforço do trio Duílio Lin, Caio Yokota e Victor Valadão, a pequena ilha de Taiwan tem seus sabores revelados em uma pequena casa na Vila Mariana, em São Paulo. Por lá, uma mera salada de alface (R$ 40) ganha sabores surpreendentes. As folhas são servidas como um colorido jardim, com molho Majiang (à base de amendoim e gergelim), maionese adocicada feita, supreme de cítricos, picles de nabo, ervas frescas e paçoca de porco de Taiwan. Uma característica da culinária do país é a textura “Q”, referente à mastigabilidade. Para entender melhor, basta pedir pelo fish toast (R$ 49), sanduíche feito com shokupan frito, criado para trazer a experiência da massa de peixe, temperada com caramelo de doubanjiang (fermentado de feijão) apimentado e gergelim torrado. Vale esperar por um lugar no disputado balcão e confiar no chef de bar Maurício Barbosa.
Serviço: R. Áurea, 307, Vila Mariana. Tel: (11) 5083-4778. Reservas: pelo aplicativo Get In. De terça a sábado, das 19h às 23h
Kaywa Hilton: referências franco-brasileiras para a cozinha do Boia (Divulgação/Divulgação)
Se houve um restaurante que se destacou em um ano foi o Boia, que saltou 51 posições de 2025 para hoje. Mérito do chef Kaywa Hilton, que faz da sua cozinha no Horto Florestal, em Salvador, uma extensão da Baía de Todos-os-Santos. Não espere pratos que fazem a tradição da culinária baiana apenas. Na casa, as referências de Hilton se mesclam entre as heranças familiares da mãe francesa e do pai brasileiro. Chegam à mesa o poivre de atum maturado (R$ 98), um lombo de atum selado, molho poivre e mil folhas de macaxeira. No salão está uma vitrine com peixes inteiros à vista na câmara de maturação. Além do atum, também são servidos pescados não tão famosos como sororoca, guaricema, xaréu, olho de boi e o que estiver mais fresco no dia. A França também encontra o Brasil na parte mais adocicada do menu com o creme monté de mel (R$ 36), com sorvete de boursin de cabra, crocante de mel e mel de uruçu nordestina.
Serviço: Rua José Avena, 01 – Horto Florestal, Salvador. De terça a sábado, das 12h às 16h e das 18h30 às 23h; domingo, das 12h às 16h
Capincho: o casal Marcelo Schambeck e Flavia Mu, ao lado do sócio Fred Müller homenageiam a culinária sulista (Divulgação/Divulgação)
Se engana quem pensa que a cozinha sulista se resume apenas aos cortes bovinos na brasa. No Capincho, o casal Marcelo Schambeck e Flavia Mu, ao lado do sócio Fred Müller, apresentam uma proposta moderna e urbana para a gastronomia do sul do Brasil e dos países fronteiriços. “A comida do Capincho não é uma comida típica gaúcha — não servimos carreteiro de charque e galeto — bebemos da fonte, mas fazemos uma releitura contemporânea", diz Schambeck. Exemplos que aparecem em pratos como o Caqui, coalhada de iogurte, molho de maracujá, coquinho de butiá, jalapeño, hortelã e manjericão (R$ 58), ou o Coração de galinha com molho de ervilha, ervilha fresca, emulsão de alho crioulo negro, servido ao lado de um quentinho pão com alho na brasa (R$ 59). Mas, reserve um espaço para o prato mais pedido da casa, a costela — feita com um corte especial tirado da parte dianteira e mais magra do animal - assada por 16 horas, leva molho de carne, purê de moranga, coração e brócolis ramosos na brasa com óleo de nirá e alho frito (R$ 215).
Serviço: Praça Dr. Maurício Cardoso, 61 - 2 Moinhos de Vento, Porto Alegre – RS. De terça a sexta, das 19h às 22h30, sábado das 12h30 às 15h e das 19h às 22h30
Íz Hotel Conceito: o primeiro restaurant with rooms do Brasil (Declieux Crispim/Divulgação)
Em 2015, Ian Baiocchi inaugurava o Íz, em Goiânia, que, 10 anos mais tarde, ganhou uma nova proposta, com menu degustação para 46 comensais, com uma cozinha mais inventiva e com elementos brasileiros. São três opções de menus, com três tempos (R$ 245), servidos apenas no almoço, além de cinco (R$ 465) e oito (R$ 635) tempos no jantar. Em todos, há três passos extras com amuse-bouche, serviço de pães e petit four. As criações percorrem raízes, frutos, queijos, peixes e carnes tratados a partir de técnicas que Baiocchi dominou dentro e fora do país, traduzindo sua maturidade em pratos que nascem do Cerrado, mas olham para o mundo. O novo formato da casa se integra também ao Íz Hotel Conceito, o primeiro restaurant with rooms do Brasil, uma hospedagem boutique com três suítes diferentes entre si, serviço de pensão completa, spa, academia, adega e toda a estrutura de hospitalidade do grupo.
Serviço: Rua 1130, nº 125 – Setor Marista, Goiânia (GO). De quarta e quinta-feira das 11h30 às 15h, e das 19h30 às 23h30. Sexta-feira das 11h30 às 15h30 e das 19h30 às 00h30, sábado das 12h às 16h e às 00h e das 19h30 às 00h30. Domingo das 12h às 16h
Manga: mergulhador da região traz ouriços e lagostas, que podem ser degustados no menu de nove etapas (Leonardo Freire/Divulgação)
Com trajetórias que passam por cozinhas de excelência no Brasil, Europa e Estados Unidos, o casal de chefs Dante Bassi e Kafe Bassi imprime desde 2018 as referências coletadas pelo mundo na cozinha do Manga. De frente para a praia, o restaurante tem acesso privilegiado a peixes e frutos do mar diretamente dos pescadores, muitas vezes logo após o retorno do mar. Um mergulhador da região traz ouriços e lagostas, que podem ser degustados no menu de nove etapas. As refeições sempre se iniciam com um confortante consomê de boas-vindas. Na versão atual, ele é feito com lambreta, galinha poedeira, tucupi, cogumelo, açafrão e um buquê de ervas da horta cultivada ali mesmo no terraço.
Serviço: Rua Professora Almerinda Dultra, 40 - bairro Rio Vermelho – Salvador, BA. De terça a sexta, das 19h às 22h30. Sábado das 12h30 às 15h e das 19h às 22h30.
Metzi: menu batizado de “Entre Territórios” (Divulgação/Divulgação)
Desde 2020, os chefs Luana Sabino e Eduardo Ortiz apresentam uma reinterpretação da gastronomia mexicana com um olhar contemporâneo e com ingredientes brasileiros. Para este ano, a dupla traz o menu batizado de “Entre Territórios”. Aparecem no menu pratos com pitu – camarão proveniente das águas doces da Amazônia e Pantanal –, servido levemente grelhado com chilpachole – ensopado de frutos do mar típico da costa do Golfo do México – e chochoyotas, pequenas bolinhas feitas com massa de milho e queijo. Ou o pescado zarandeado (grelhado) e confitado com glace de tucupi negro, purê de pimenta cambuci defumada e hoja santa — muito presente na riviera de Nayarit —, que serve como base para “taquear” e comer com as mãos. “Acidez, picância e o tatemado — esse tostado mais intenso, quase queimado, que muita gente poderia entender como erro, mas que é muito técnico — são, para nós, os três pilares fortes da cozinha mexicana. Eles se equilibram o tempo todo para manter o paladar desperto e criar uma experiência mais viva, dinâmica, que convida a continuar comendo”, explica a chef.
Serviço: Rua João Moura, 861, São Paulo. De terça a quinta, das 19h às 23h. Sexta e sábado das 12h às 15h e das 19h às 23h. Valor menu: R$600 + 13% de serviço
Oteque: restaurante presente em todas as edições neste ranking (Divulgação/Divulgação)
O Oteque se firma com sua cozinha moderna e brasileira ao longo de todas as edições neste ranking. No Rio de Janeiro, desde 2018, o chef Alberto Landgraf apresenta seu trabalho baseado na busca dos melhores ingredientes, sobretudo os peixes e frutos do mar. Neste ano, quem passa pelo exclusivo Terminal BTG Pactual, no aeroporto de Guarulhos, também pode provar os pratos do chef paranaense. “São Paulo faz parte da minha história. Voltar à cidade depois de dez anos é significativo. O terminal propõe um formato diferente, com um público em trânsito, mas atento e exigente. A ideia é construir uma experiência que tenha identidade e que dialogue com esse contexto”, diz Landgraf.
Serviço: Rua Conde de Irajá, 581, Rio de Janeiro. De terça-feira a sábado, das 19h às 23h30.
Ryo: menu de outono com foco na tradição culinária japonesa e no protagonismo dos dashis (Crudo & Gilberto Bronko/Divulgação)
O Ryo Gastronomia, do chef Edson Yamashita, apresenta seu menu de outono com foco na tradição culinária japonesa e no protagonismo dos dashis, presentes em diferentes etapas da experiência. Seguindo a proposta do omakase e o uso de ingredientes sazonais, o percurso reúne pratos como Osen Tamago, Sakana Arai, tempurá de cherne, sashimis selecionados, sushis de diferentes cortes de atum e um Shabu-Shabu com wagyu e nabo preparado em múltiplos dashis. “É um menu mais leve e delicado, em comparação com os outros que já fiz de outono”, ressalta o chef. Entre as novidades, o restaurante também lança seu primeiro vinho próprio, um Sauvignon Blanc produzido em Mendoza, na Argentina.
Serviço: Rua Pedroso Alvarenga, 665. De terça a sábado, das 12h às 14h30 e das 19h às 23h. Omakase jantar por pessoa no balcão: R$ 1.600 sem harmonização. Omakase jantar por pessoa na mesa: R$ 1.450 sem harmonização. Harmonização: R$ 1.000. Omakase no almoço (menu com 8 etapas) por pessoa: R$ 850 (harmonização R$ 690).
D.O.M: menu degustação “A Hora da Onça Beber Água” (Divulgação/Divulgação)
Para este ano, Alex Atala procurou referências em um animal nacional para criar o menu degustação “A Hora da Onça Beber Água”, inspirado na onça-pintada e na relação entre os biomas brasileiros. Em dez etapas, a experiência explora ingredientes da sociobiodiversidade nacional, com destaque para produtos de rio, mar e terra. Entre os pratos estão ravióli de tapioca com tucupi e jacaré com bacuri. A harmonização inclui vinhos brasileiros e internacionais, enquanto o serviço, a trilha sonora e a ambientação acompanham o tema da temporada.
Serviço: Rua Barão de Capanema, 549, Jardins. De segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábados, das 19h às 23h.
Myiabi: menu sazonal de 12 etapas (R$ 700) (Keiny Andrade/Divulgação)
Escondido no complexo gastronômico criado por Fábio Ota e Aya Tamaki, em Pinheiros, o Miyabi é comandado pela chef Rhaiza Zanetti e une os conceitos de omakase e kaiseki em um menu sazonal de 12 etapas (R$ 700). A experiência destaca ingredientes do Brasil e do Japão em diferentes técnicas de preparo. Entre os pratos estão tofu feito na casa com caranguejo, garoupa com ponzu de jabuticaba e arroz de peixe. Há opção de harmonização com saquês (R$ 330) e todo o complexo é livre de glúten.
Serviço: Rua Marcos Azevedo, 86, Pinheiros. De terça a sábado, das 19h às 23h.
K.sa: restaurante reconhecido por sua cozinha contemporânea leve, com o reconhecimento das ostras como o carro-chefe da casa (Guto Souza/Divulgação)
Comandado pela chef e proprietária, Claudia Krauspenhar, o K.Sa é reconhecido por sua cozinha contemporânea leve, com o reconhecimento das ostras como o carro-chefe da casa. O fruto do mar é servido fresco (R$ 79, 6 unidades); ou gratinado (R$ 89, 6 unidades), ao creme de raiz forte ou manteiga de ervas. As criações da chef Claudia procuram sempre ressaltar os produtos e os produtores locais, integrando-os às suas releituras da cozinha clássica.
Serviço: Rua Fernando Simas, 260, Curitiba. De terça-feira a sábado, das 19h às 23h.
Trintaeum: foco na valorização da cultura gastronômica mineira (Victor Schwaner/Divulgação)
No bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, o Trintaeum foi criado para valorizar a cultura gastronômica mineira com ingredientes, bebidas e decoração provenientes do estado. Comandado pela chef Ana Gabi Costa, o restaurante revisita clássicos como frango com quiabo (R$ 100), galinhada (R$ 90) e pastel de angu (R$ 50) com releituras técnicas. A casa também reúne carta de vinhos mineiros, coquetéis feitos com insumos locais, seleção de cachaças e uma experiência guiada de degustação de queijos do estado.
Serviço: R. Prof. Antônio Aleixo, 20 – Lourdes, Belo Horizonte (MG). De segunda a sábado, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h domingos, das 12h às 16h
Cais: banquete, degustação compartilhada em cinco tempos (R$ 420 por pessoa) (Divulgação/Divulgação)
Na Vila Madalena, o Cais, comandado por Adriano de Laurentiis e Catarina Ferraz, aposta em uma cozinha voltada a peixes e frutos do mar, com foco em ingredientes sazonais e mínima intervenção. O menu traz pratos como a nadadeira na brasa (R$ 130) e o Banquete, degustação compartilhada em cinco tempos (R$ 420 por pessoa). Entre as sobremesas estão a tortinha de queijo com sorvete de leite (R$ 54) e o Babá au Jerez. A casa também reúne mais de 60 rótulos de vinhos naturais e harmonização opcional (R$ 322 por pessoa).
Serviço: R. Fidalga, 314 – Vila Madalena, São Paulo (SP). Almoço: quarta a sexta, das 12h30 às 15h; sábado e domingo, das 12h30 às 16h. Jantar: quarta a sábado, das 19h às 23h.
Murakami: menus omakase montados a partir dos ingredientes mais frescos do dia (Estudio Mió/Divulgação)
Nos Jardins, o restaurante Murakami, do chef Tsuyoshi Murakami, aposta em menus omakase montados a partir dos ingredientes mais frescos do dia. Com apenas 18 lugares por horário, a casa oferece o Experiência Murakami (10 tempos, R$ 780) e o Experiência Sushi (R$ 1.080), ambos com caviar Giaveri x Murakami. No almoço, há menus executivos entre R$ 150 e R$ 180. O salão minimalista integra clientes e cozinha, permitindo interação direta com o chef.
Serviço: Alameda Lorena, 1186 – Jardins, São Paulo (SP). De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. Omakase às 19h e às 21h30.
Madame Olympe: nova empreitada de Claude Troisgros no Rio de Janeiro (Divulgação/Divulgação)
No ano passado, Claude Troisgros inaugurou uma nova empreitada no Rio de Janeiro. No Leblon, o Madame Olympe apresenta menu degustação criado pelos chefs Jessica Trindade e Troisgros, que relaciona cozinha e arte em oito etapas (R$ 540) ou quatro etapas (R$ 440). O percurso reúne ingredientes de pequenos produtores e técnicas francesas com influência asiática. Entre os pratos estão vieira na brasa com beurre blanc, peixe com banana e filé-mignon envolto em nori. A harmonização opcional custa R$ 420.
Serviço: Rua Conde de Bernadotte, 26 – Leblon, Rio de Janeiro (RJ). De terça a sábado, das 18h30 à 0h
Glouton: restaurante que combina técnicas da cozinha francesa a ingredientes brasileiros (Divulgação/Divulgação)
Após deixar a carreira na medicina, o chef mineiro Leonardo Paixão passou pela França, onde trabalhou com nomes como Joël Robuchon, Pierre Gagnaire e Nicolas Magie. Em Belo Horizonte, fundou o Glouton, restaurante que combina técnicas da cozinha francesa a ingredientes brasileiros. Entre os novos pratos estão polvo grelhado com okonomiyaki de couve-flor (R$ 125), camarão com nhoque de moranga (R$ 129) e vaca atolada com costela semi defumada (R$ 135). Clássicos da casa incluem arroz de galinha com quiabo (R$ 125) e papada de porco com mil-folhas de mandioca (R$ 145).
Serviço: Rua Bárbara Heliodora, 59, Lourdes, Belo Horizonte. Telefone: (31) 3292-4237. De segunda a sábado, das 19h às 23h.
Ocyá: eceitas com aproveitamento integral de peixes e frutos do mar (Thays Bittar/Divulgação)
Tanto no Leblon quanto na Ilha da Gigóia, o Ocyá, do chef Gerônimo Athuel, foca em apresentar receitas com aproveitamento integral de peixes e frutos do mar. As casas trabalham com espécies pouco exploradas comercialmente e técnicas de conservação desenvolvidas pelo chef em parceria com a UFF. O cardápio reúne preparos na brasa, cortes pouco usuais e coquetelaria inspirada nos ingredientes da cozinha. O projeto do espaço remete ao universo marítimo e inclui obras da artista Gabriella Marinho.
Serviço: Rua Aristides Espínola, 88 – Leblon, Rio de Janeiro (RJ). Terça a sábado, das 12h às 23h. Domingo, das 12h às 18h. Ilha Primeira - Barra da Tijuca (acesso via barcos que saem de pontos como Shopping Barra Point e Estação de Metrô Jardim Oceânico). Quartas e quintas, das 12h às 18h. Sextas e sábados, das 12h às 22h. Domingos, das 12h às 20h
Cozinha Tupis: Frango à Paçoquinha (R$ 59), em que tulipinhas da ave são cobertas por molho caramelado e apimentado, e cobertas por farofa de amendoim (Divulgação/Divulgação)
Um dos pioneiros na revitalização do Mercado Novo de Belo Horizonte, o Cozinha Tupis apresenta releituras de pratos típicos da cidade. Alguns pedidos imperdíveis são o Frango à Paçoquinha (R$ 59), em que tulipinhas da ave são cobertas por molho caramelado e apimentado, e cobertas por farofa de amendoim, ou o curioso Pé de Porco Recheado (R$ 94, duas pessoas) coberto por molho de vinho de jaboticaba, e acompanhado de purê de batata e couve. Para um almoço rápido, todos os dias é servida a Galinhada do Tupis (R$ 39), com tutu, ovo frito e couve. Vale a pena escolher um assento no balcão e assistir à cozinha a pleno vapor.
Serviço: Avenida Olegário Maciel, 742, loja 2161, Centro, Belo Horizonte. Terça a sexta-feira, das 11h30 às 15h30 (pratos feitos) e das 11h30 às 22h30 (à la carte). Sábado das 11h30 às 22h e domingo das 11h30 às 16h
Casa 201: restaurante, com apenas 30 lugares, trabalha com ingredientes sazonais (Alex Woloch /Divulgação)
No Jardim Botânico, a Casa 201, de João Paulo Frankenfeld e Cris Julião, aposta em um menu de nove etapas (R$ 660) com influência francesa, italiana e alemã. Inaugurado em 2023, o restaurante, com apenas 30 lugares, trabalha com ingredientes sazonais e produção artesanal de pães, queijos, charcutaria, molhos e até saquê. Entre os destaques está o raviolo de vieira com lardo, que levou um ano para atingir o ponto perfeito de maturação.
Serviço: Rua Lopes Quintas, 201 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro (RJ). Terça a sábado, às 20h (somente com reserva)
Igor: três opções de menus degustação (Divulgação/Divulgação)
Em Curitiba, o restaurante Igor traduz a trajetória do chef Igor Marquesini, que passou por casas como Piccolo Lago, Annisa e Manu antes de abrir o próprio negócio. A casa oferece três opções de menus degustação: o Menu Longo (R$ 440), com snacks, pães, principais, sobremesas e bombons, e o Menu Clássicos (R$ 230), servido de terça a quinta, com pratos que marcaram a história do restaurante. No principal, o cliente pode escolher entre peixe com abóbora e goiaba (+R$ 30) ou porco com batata-doce e beterraba.
Serviço: Rua Gutemberg, 151, Batel, Curitiba. De terça a sábado, no jantar, com reservas das 19h30 às 21h30
Z Deli: reabertura da unidade da Alameda Lorena (Divulgação/Divulgação)
Criado em 1981, o Z Deli nasceu como delicatessen na rua Haddock Lobo e se tornou referência em sanduíches e culinária judaico-americana em São Paulo. Hoje, comandada por Julio Raw e Bruno Mester, a casa reabriu a unidade da Alameda Lorena como restaurante e delicatessen, com menu que mistura receitas da Europa Oriental e releituras contemporâneas. Entre os pratos estão cholent, schnitzel, farfalle com pato e o clássico hambúrguer que faz a fama da casa.
Serviço: Alameda Lorena, 1689 – Jardim Paulista, São Paulo (SP). Segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e véspera de feriado, das 12h à 1h; sábado, das 8h à 1h; domingos e feriados, das 8h à 0h
Saulo Jennings: chef iniciou sua trajetória na cozinha cedo, quando atuava como instrutor de kitesurf nas praias do rio Tapajós (Nereu Jr/Divulgação)
A riqueza amazônica materializada nos pratos. Sob o comando do chef Saulo Jennings, o estabelecimento, aberto há 17 anos, é um dos grandes responsáveis pela difusão e pela introdução de ingredientes amazônicos Brasil afora. O chef iniciou sua trajetória na cozinha cedo, quando atuava como instrutor de kitesurf nas praias do rio Tapajós – de forma bem espontânea, preparando refeições para seus alunos. Logo, conquistou adeptos e, diretamente da varanda de sua casa, Jennings passou a receber grupos de clientes. Nasceu daí a Casa do Saulo. O grande destaque do menu são os peixes de água doce, provenientes de manejo sustentável, como o pirarucu, filhote e tambaqui.
Serviço: Rodovia Interpraias, S/N - Km 4, Curuatatuba, São Francisco do Carapanari, Santarém – Pará. De terça a quinta-feira, das 11h às 16h. Sexta-feira a domingo, das 11h às 18h
Oseille: balcão de apenas 16 lugares (João Duayer TADU Arquitetura/Divulgação)
O chef Thomas Troisgros faz jus ao sobrenome mítico de sua família. O clã Troisgros é composto por gerações de cozinheiros de prestígio. Em seu pequeno Oseille, que significa azedinha, ele propõe um fun dining (trocadilho com fine dining), com um ambiente mais descontraído e leve, mas de alta gastronomia. No balcão, de apenas 16 lugares, os clientes aproveitam um menu degustação de sete tempos, com pratos que Thomas gosta de cozinhar. Seguindo os preceitos da Nouvelle Cuisine, movimento da década de 1970 na França, os tempos priorizam produtos frescos, em apresentações delicadas e impecáveis.
Serviço: Rua Joana Angélica, 155, 2º andar, Ipanema, Rio de Janeiro. Quarta-feira a sábado, a partir das 20h. Somente mediante reserva, às 19h45
Parallel: aposta em uma cozinha espanhola autêntica em Belo Horizonte (Divulgação/Divulgação)
O Parallel aposta em uma cozinha espanhola autêntica, baseada no respeito às técnicas clássicas e aos sabores tradicionais, com um olhar moderno. À frente do restaurante estão os chefs Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães, que viveram sete anos na Espanha e passaram por casas como Bodega 1900, Enigma e Moments, além de experiências com Ferran Adrià. No menu estão versões de suas famosas azeitonas esferificadas. O ambiente é amplo, com memorabilia que remete à Espanha, como os azulejos andaluzes.
Serviço: Rua Santa Catarina, 1.155, Lourdes. Terça a sexta, das 18h às 23h; sábado, das 12h30 às 23h; domingo, das 12h30 às 16h30
Picchi: texturas de banana (Crudo e Erika Mayumi/Divulgação)
Em ambiente discreto e elegante nos Jardins, o chef Pier Paolo Picchi propõe uma culinária que funde receitas e ingredientes clássicos italianos com apresentação moderna e técnicas contemporâneas. É possível escolher entre três menus degustação: Tutto Pasta, Tradizione ou Picchi. No almoço, o Pranzo di lavoro traz três tempos, com entrada, principal e sobremesa. Entre os clássicos estão o cannoli de mortadela e pistache e o pici com ragu de linguiça artesanal e lentilhas.
Serviço: Rua Oscar Freire, 533. Tel.: (11) 3065-5560. Terça a sábado, das 12h às 15h; domingo até as 16h. Terça a sábado, das 19h às 23h.
Duq: cozinha localizada no salão é um convite à contemplação do balé culinário (Eduardo Macarios/Divulgação)
A operação jovem, de apenas três anos, é imponente e, do ranking do último ano para o de 2026, saltou 22 posições. O chef Felipe Miyake serve pratos clássicos da culinária francesa com olhar contemporâneo. No menu de outono, o macaroni gratin traz cogumelos morille, considerados uma iguaria. O sócio, José Vinícius Chupil, atua como sommelier e traz curadoria com alguns rótulos raros, como o Maria Gomes, português da região de Colares. A cozinha localizada no salão é um convite à contemplação do balé culinário.
Serviço: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 360, Centro, Curitiba. Terça a sábado, a partir das 19h
Pacato: repertório mineiros com técnicas e inspirações de outras culturas gastronômicas (Victor Schwaner/Divulgação)
No restaurante, a gastronomia mineira é reinterpretada de forma contemporânea. Por meio dos menus à la carte, com opções individuais e para compartilhar, e do menu degustação, o chef Caio Soter usa ingredientes e repertório mineiros com técnicas e inspirações de outras culturas gastronômicas, como no tradicional Wellington, que no Pacato leva carne suína no lugar da bovina. O menu degustação começa com pão de milho com alho negro e empadinha de carne-seca com abóbora e requeijão moreno. Há também uma versão de galinhada com pequi e ovo de codorna. O prato principal é escolhido pelo comensal.
Serviço: Rua Rio de Janeiro, 2735, Lourdes, Belo Horizonte. Quarta a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h; domingo, das 12h às 16h
Birosca s2: Burrata Vicenzo, abóbora, tomates amarelos, melado, sementes e couve (Divulgação/Divulgação)
No último ano, a casa da chef Bruna Martins mudou de endereço e de conceito. Agora, além de servir pratos in loco, também opera como delicatessen, com diferentes opções para qualquer momento do dia e para viagem. Sob o mote “comida caseira e essência mineira”, a chef revisita pratos clássicos, atribuindo toques mineiros, que podem estar presentes no uso de ingredientes, como no mignon ao poivre vert com mandioca rosti, cebola caramelizada e queijo da Serra da Canastra. Para acompanhar os pratos, há carta de coquetéis autorais, que seguem o mesmo conceito. Não pule o cafezinho, que, além de fazer parte da cultura do estado, traz um blend exclusivo para o restaurante.
Serviço: Rua São Paulo, 2003, Lourdes, Belo Horizonte, MG. De terça a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h; segunda, fechado.
A Baianeira: restaurante localizado no Edifício Pietro Maria Bardi, no MASP (Divulgação/Divulgação)
Foi uma longa trajetória até chegar ao formato e à localização atual, no Edifício Pietro Maria Bardi, no MASP. Quando abriu, em 2014, ficava na Barra Funda, local que foi encerrado no fim do último ano. A chef Manuelle Ferraz traduz a cozinha brasileira em uma experiência sofisticada e próxima do comensal. Natural do Vale do Jequitinhonha, construiu uma trajetória marcada pela valorização de ingredientes, memórias e territórios do país. No menu, clássicos como baião de dois sirizado, picadinho e feijoada convivem com criações autorais.
Serviço: A Baianeira MASP, Av. Paulista, 1510, Bela Vista, Edifício Pietro Maria Bardi (piso térreo). Terça a sexta, das 11h30 às 15h; sábado e domingo, das 11h30 às 16h
Rodrigo Oliveira: filho do fundador, assumiu a cozinha e transformou o endereço em referência em gastronomia brasileira (Divulgação/Divulgação)
O sucesso começou na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, quando seu Zé Almeida abriu uma casa de produtos e receitas do Nordeste, que ficou famosa por seu caldo de mocotó, que lotava o balcão e acabou tornando-se o nome do restaurante. Em 2001, o chef Rodrigo Oliveira, filho do fundador, assumiu a cozinha e transformou o endereço em referência em gastronomia brasileira, unindo tradição sertaneja e técnica sobre ingredientes e território. No cardápio, clássicos como baião-de-dois, mocofava, rabada e torresmo, com criações autorais como os dadinhos de tapioca e a peixadinha do São Francisco. A casa é reconhecida internacionalmente por prêmios, além de iniciativas sociais como o projeto Quebrada Alimentada, que atua na segurança alimentar da comunidade local.
Serviço: Mocotó - Vila Medeiros. Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 - Vila Medeiros. Funcionamento: segunda a sexta, das 12h às 23h; sábado, das 11h30 às 23h; domingo, das 11h30 às 17h. Telefone: (11) 2951-3056. Mocotó Vila Leopoldina. Rua Aroaba, 333 - Vila Leopoldina. Funcionamento: segunda a sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 16h. Telefone: (11) 3294-4814.
A Casa do Porco: Menu Primavera-Verão 2025/2026 (Leo Martins/Divulgação)
Em funcionamento há mais de uma década, o restaurante do chef Jefferson Rueda tornou-se referência da gastronomia brasileira ao transformar o porco caipira em protagonista de uma cozinha criativa, autoral e acessível. Premiado com Estrela Verde Michelin e entre os melhores da América Latina, apresenta menus que unem técnica, sustentabilidade e memória afetiva, com pratos como sushi de papada e tartare de porco. Em 2026, lançou o menu degustação “Tempo dos Sabores”.
Serviço: Rua Araújo, 124, República, São Paulo. Tel.: (11) 3258-2578. Segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h.
Benjamin Osteria: sob comando do chef Bruno Hoffmann (Leonardo Nogueira/Divulgação)
Sob comando do chef Bruno Hoffmann, a casa está instalada no térreo do Edifício JBZ e tem projeto arquitetônico assinado por Sig Bergamin. Bruno propõe um menu sazonal que valoriza ingredientes locais e técnicas tradicionais da Itália. Entre os destaques dos pratos estão a picanha tonnata, uma releitura do tradicional vitelo tonnato, e o plin de costelão, que combina o formato típico de massa do Piemonte com costela defumada gaúcha. Nas sobremesas, vale mencionar as opções de gelato, que são feitas na casa. A carta de vinhos segue o mesmo conceito e privilegia rótulos italianos e brasileiros.
Serviço: Edifício JBZ - Av. Carlos Gomes, 400 – térreo, Porto Alegre/RS. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 11h30 às 14h30. Happy hour, de terça a sexta, das 17h às 18h30. Jantar: de terça a sábado, das 19h às 23h.
Bar da Dona Onça: menu comercial vegetais da terra (Divulgação/Divulgação)
A chef Janaína Torres é repleta de personalidade e seu restaurante no térreo do Edifício Copan, que se aproxima dos 20 anos (que serão completados em 2028), não poderia ser diferente. Sem muitas invenções, Janaína serve um menu de pratos brasileiros, com tempero acertado. Entre as pedidas mais clássicas, a porção de coxinhas, o picadinho e o arroz de galinhada e, ao fim, os docinhos de festa – como o brigadeiro. Há poucos anos, passou a servir menu degustação.
Serviço: Edifício Copan - Av. Ipiranga, 200 – CJ 27 e 29, Centro, São Paulo. Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h.
ASU: Costela de Porco (Munir Bucair Filho/Divulgação)
O restaurante comandado pelo chef Danilo Takigawa celebra quatro anos em 2026. Lançou o menu degustação “Compasso” (R$ 470 por pessoa, harmonização R$ 380 opcional), com oito etapas que sintetizam sua trajetória criativa. A proposta apresenta uma jornada sensorial marcada por contrastes de acidez, defumação, frescor e texturas. É possível optar pelo menu aberto, com pratos para compartilhar no centro da mesa.
Serviço: Alameda Augusto Stellfeld, 813, Centro, Curitiba. Terça a sábado no jantar.
Celeste: instalado num casarão histórico da Cidade Velha, bem próximo ao Mercado Ver-o-Peso (Divulgação/Divulgação)
A gastronomia do Pará tem pluralidade de matérias-primas que ainda estão sendo descobertas pelos próprios brasileiros. A chef Esther Serruya Weyl demonstra, por meio de sua cozinha de produtos, todo o potencial dos ingredientes locais. Instalado num casarão histórico da Cidade Velha, bem próximo ao Mercado Ver-o-Peso, o restaurante traz pratos como o filhote com pirão de tomate e tucupi; o tartare de carne de búfala em crocante de tapioca; e o bolo de macaxeira brulée com creme inglês de requeijão.
Serviço: Rua Padre Champagnat, 302. De quarta a sexta, das 12h às 15h e das 19h30 às 23h. Sábado, das 12h às 15h30 e das 19h30 às 23h. Domingo, das 11h às 16h30
Dona Mariquita: lema “cozinha patrimonial da Bahia” (Divulgação/Divulgação)
Desde 2006, o restaurante se dedica a apresentar os sabores ancestrais aos comensais. Sob o lema “cozinha patrimonial da Bahia”, o menu traz pratos como a poqueca, variação anterior à moqueca, e remonta às ligações entre culinária baiana e o candomblé. Para desenvolver seus menus, a chef Leila Carreiro se pauta muito em estudos e textos de Manuel Querino, um dos grandes pesquisadores da cultura alimentar do estado.
Serviço: Rua do Meio, 178, Rio Vermelho, Salvador. Abre de segunda a domingo, das 12h às 17h.
Ping Yang: nome remete aos estilos Ping, de porções grelhadas no espeto, e Yang, de cortes maiores assados (Keiny Andrade/Divulgação)
No Brasil, quando se fala de comida tailandesa, fala-se de Mauricio Santi, que acumula 20 anos de imersão na culinária do país, sete deles vividos in loco. Seu restaurante reúne técnicas tradicionais e ingredientes autênticos em preparos feitos na brasa e na wok. O nome remete aos estilos Ping, de porções grelhadas no espeto, e Yang, de cortes maiores assados, reinterpretando sabores asiáticos com identidade contemporânea no Brasil. A cozinha aberta, com balcão, permite acompanhar os preparos de perto.
Serviço: Rua Doutor Melo Alves, 767, Jardim Paulista. Horário: segunda, das 19h às 23h; terça, fechado; quinta e sexta, das 19h às 23h45; sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h45; domingo, das 12h30 às 17h.
Nalva: receitas inspiradas pelo Rio São Francisco e pelas memórias afetivas (MATHEUS MONSTRO /Divulgação)
Localizado no centro histórico de Piranhas, no sertão de Alagoas, o Nalva Cozinha Autoral é um restaurante idealizado pelo chef Antônio Mendes, que une gastronomia contemporânea e ingredientes nordestinos. Inspirado pelo Rio São Francisco e pelas memórias afetivas de sua avó Nalva, o espaço valoriza produtos como carne de sol, bode, macaxeira, feijão verde e pescados locais. Também funciona como restaurante-galeria e abriga a marca Cari, com charcutaria artesanal.
Serviço: Rua José Martiniano Vasco. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 19h às 23h. Domingo: 12h às 15h e 19h às 23h.
Per Lui: chef Yves Saliba (Victor Schwaner/Divulgação)
Único na cidade a trabalhar exclusivamente com menu degustação, a casa propõe experiências sazonais que mudam a cada três meses, com cerca de oito a dez etapas. A cozinha nasce de um processo coletivo, envolvendo toda a brigada, e combina técnica apurada, referências internacionais e ingredientes selecionados em construções autorais. O restaurante surgiu em 2022 a partir da parceria entre o chef e o médico Victor Hugo Barcelos, em uma história marcada por amizade e superação, e carrega no nome uma homenagem pessoal do chef ao seu pai.
Serviço: Rua Muzambinho, 608 - Serra, Belo Horizonte (MG). Quarta a sábado, das 19h às 00h.
Picuí: ninho com carne de sol (Gustavo Sarmento/Divulgação)
Foi em 1999 que o chef Wandersson Medeiros assumiu o restaurante de sua família, um clássico da capital de Alagoas, que neste ano completa 37 anos. Mas, muito antes, já existia uma tradição familiar na produção da carne de sol, em Picuí, sertão paraibano, há mais de 130 anos. Com o passar do tempo, o restaurante tornou-se referência da Nova Cozinha Nordestina. No menu, ingredientes típicos como queijo de coalho, mandioca, coco e rapadura. Atualmente, o chef se divide entre o restaurante e o buffet de eventos W Gourmet, um expoente nos eventos da região de Milagres, em Alagoas.
Serviço: Avenida da Paz, 1140, Jaraguá, Maceió. Tel. (82) 98805-0176. Todos os dias, das 11h às 17h.
Ichigo Ichie: menu omakase e também pratos à la carte, com ingredientes de alta qualidade (Divulgação/Divulgação)
O restaurante traz, em seu nome, a filosofia que propõe que cada encontro é único e irrepetível. Desde o último ano, está sob o comando do chef Ronaldo Fogaça. O Ichigo Ichie possui omakase e também pratos à la carte, com ingredientes de alta qualidade, como o atum bluefin (espanhol), hamachi japonês, vieiras canadenses e wagyu, além de peixes do litoral brasileiro. Distribuído em três pavimentos, o projeto assinado por Karolinna Venturi traz balcão de sushi para oito lugares, um bar de coquetelaria no segundo andar, com carta de drinks de Ariel Todeschini, e uma sala privativa para experiências.
Serviço: Avenida Sete de Setembro, 5970, Seminário, Curitiba. Abre de segunda a sábado, das 19h às 23h30; sábados, das 12h às 16h.
Puro Oyster: valorização de ingredientes locais e sazonais em uma proposta descontraída (Divulgação/Divulgação)
O Puro Oyster Bar nasceu como um pop-up dedicado a ostras nativas da variedade Gasar e se consolidou como um refúgio gastronômico em Jurerê. A poucos passos da praia, valoriza ingredientes locais e sazonais em uma proposta descontraída. O menu inclui ostras in natura, preparações autorais e pescados sazonais crus ou assados, além de ouriços (em períodos específicos do ano). A carta de bebidas prioriza rótulos de vinhos catarinenses. Sob reserva, oferece menu degustação assinado por Pedro Soares, em etapas que destacam produtos locais e criam uma experiência singular.
Serviço: Avenida dos Búzios, 1800 – Jurerê Internacional. De segunda a sábado, das 16h às 22h.
Aizu: bar e sala de espera (Brian Baldrati/Divulgação)
O restaurante consolidou-se como uma das principais referências em alta gastronomia japonesa na cidade ao longo de 11 anos de trajetória. O casal de fundadores, Hilda Igarashi e Edison Azuma, foi pioneiro na introdução de ingredientes premium na cena asiática de Curitiba. O ambiente é elegante, com luz baixa e amplo uso de madeira. Um dos diferenciais é a sala privada de omakase para oito pessoas, em que os clientes acompanham de perto a experiência conduzida pelos chefs em uma sequência de 12 tempos. A proposta alia técnica japonesa, sofisticação e hospitalidade.
Serviço: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 2420 – Bigorrilho, Curitiba. De segunda a sábado, das 19h às 23h30.
Cala del Tanit: arroz socarrat de polvo e pato (Juliana Primon/Divulgação)
O restaurante é a primeira casa do chef catalão Oscar Bosch, já consagrado na cena paulistana, no bairro do Itaim Bibi. Ao combinar referências mediterrâneas, clima praiano e cozinha centrada em pescados e preparos na brasa, inspirados nas enseadas do litoral espanhol, o Cala tem ambiente com varanda retrátil, cozinha aberta e parrilla como destaque da operação. Entre os destaques, os arrozes de Oscar sempre valem a menção, caso do arroz socarrat de pato, servido com polvo grelhado e aioli, e da paella marinera, preparada com frutos do mar, ideal para compartilhar. A coquetelaria também reforça a proposta da casa, com drinques autorais e clássicos espanhóis, como o tradicional tinto de verano.
Serviço: Rua Pais de Araújo, 147 - Itaim Bibi, São Paulo/SP. Horário de funcionamento: terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sexta, das 12h às 16h e das 19h às 00h; sábado, das 12h às 17h e das 19h às 00h; domingo, das 12h às 17h.
Fame: comando do chef romano Marco Renzetti (Tadeu Brunelli/Divulgação)
O chef romano Marco Renzetti oferece exclusivamente menu degustação de nove tempos, em um diminuto salão que acomoda até 16 pessoas por noite. Em uma cozinha aberta, conectada a um balcão, partem pratos que mudam frequentemente, conforme a disponibilidade dos ingredientes. Erika Renzetti, sommelière à frente da casa, dá o tom da hospitalidade, discreta e atenciosa, e propõe harmonizações. Para garantir a fluidez do serviço, todos os clientes começam a ser servidos simultaneamente, portanto é recomendado evitar atrasos. Por mais um ano, o restaurante foi classificado com uma estrela Michelin no guia de 2026.
Serviço: Rua Oscar Freire, 216. De quarta-feira a sábado, das 20h às 00h.
1835: aposta em uma releitura contemporânea da tradição gaúcha do churrasco (Marcos Moreira/Divulgação)
O restaurante, localizado dentro do Kempinski Laje de Pedra (primeiro empreendimento da bandeira na América do Sul), aposta em uma releitura contemporânea da tradição gaúcha do churrasco. Entre os destaques do menu estão o flat iron uruguaio feedlot e o entrecôte wagyu, acompanhados por receitas como arroz carreteiro e o aligot, feito de aipim no lugar da tradicional batata. Nas sobremesas, o sagu bianco com chocolate branco e morangos grelhados. A carta de vinhos privilegia pequenos produtores, grande parte deles nacionais, com 200 rótulos do estado gaúcho.
Serviço: Rua das Flores, 222 - Kempinski Laje de Pedra, Canela. Horário de funcionamento: segunda a domingo, das 12h às 22h.
Fasano: camarões na brasa de carvão, azeite e limão sicialiano, salsa e abóbora grelhada com alecrim (Bruno Geraldi/Divulgação)
A grife, que no percurso tornou-se conhecida por seus hotéis, começou como restaurante, quando o patriarca Vittorio Fasano imigrou da Itália para São Paulo e abriu seu primeiro estabelecimento na cidade, em 1902, batizado de Brasserie Paulista. O restaurante, como o conhecemos hoje, dentro do primeiro hotel do grupo, foi inaugurado em 2003. O ambiente é sóbrio e imponente, devido ao pé-direito altíssimo, e tem decoração charmosa, principalmente no lobby. O menu do chef-executivo Luca Gozzani traz pratos da culinária italiana executados com primor, de massas a carnes e peixes. A ampla carta de vinhos está sob a tutela do reconhecido sommelier Manoel Beato. A hospitalidade segue a linha do grupo: impecável. No segundo andar há uma sala privada, com uma mesa longa, que pode ser reservada.
Serviço: Rua Vittorio Fasano, 88, Jardim Paulista, São Paulo. Telefone: (11) 3896-4000. Segunda a quarta, das 19h à 00h. Quinta a sábado, das 19h à 01h. Domingo, das 12h às 17h.
Amado: No segundo semestre de 2025, inauguraram uma segunda casa, o Amado Salvador, no Salvador Shopping (Leonardo Freire /Divulgação)
Um dos clássicos da capital soteropolitana é um restaurante de fato “amado” por locais e turistas. À frente da marca de 20 anos estão o chef Edinho Engel e o empresário Flávio Bandeira. A primeira unidade, icônica, tem vista exuberante para a Baía de Todos-os-Santos. No segundo semestre de 2025, inauguraram uma segunda casa, o Amado Salvador, no Salvador Shopping, mantendo-se fiéis ao conceito de hospitalidade calorosa e valorização da cozinha brasileira, com pratos principalmente do mar.
Serviço: Avenida Lafayete Coutinho, 660, Comércio. Tel. (71) 99231-4660. Segunda a sábado, das 12h às 23h, e domingo, das 12h às 17h.
Animus: chef Giovanna Grossi (Elvis Fernandes/Divulgação)
Em abril deste ano, a chef Giovanna Grossi fechou as portas do Animus, restaurante autoral inaugurado em 2019. Em sua trajetória, passou por renomadas cozinhas da Europa, além da final do Bocuse D’Or, em 2017, e tornou-se, mais recentemente, a única mulher brasileira no júri do concurso, considerado a Copa da Gastronomia. Sua cozinha privilegia os ingredientes nacionais, algo que ela mesma gosta de chamar de “cozinha de alma”. Um de seus pratos emblemáticos é a vagem assada com coulis de azeitona preta e queijo Maratimba, que com certeza fará falta aos comensais.
Ori Rooftop: casa dos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem (Leonardo Freire/Divulgação)
Os chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem, acabam de reabrir o Orí Rooftop em uma nova localização, no centro histórico de Salvador. Agora, estão instalados no rooftop do Casario da Misericórdia, com vista para o cartão-postal Elevador Lacerda. Irmão do Orí (localizado no Horto), que é mais casual, o menu da casa traz apresentações criativas e pratos sofisticados, que podem ser apreciados de dia e à noite.
Serviço: Rua Chile, 1, Centro Histórico, Salvador. Terça a domingo, das 12h às 23h.
Cora: cozinha sob o comando do chef argentino Pablo Inca desde a abertura, há cinco anos (Angelo Dal Bó/Divulgação)
O restaurante é daqueles lugares em que você se sente inserido na cidade de São Paulo, devido à sua localização: o último andar de um prédio com vista para o Minhocão, com um terraço convidativo nos dias ensolarados. Da cozinha, sob o comando do chef argentino Pablo Inca desde a abertura, há cinco anos, partem pratos atrativos visualmente, com amplo uso de frutas em opções salgadas e ervas frescas. O menu muda conforme a estação e mantém clássicos queridos dos clientes, como a tortilla de lula e o coração de pato com couve-flor e cebolas tostadas. O cardápio atual, de outono, traz combinações interessantes, como caqui e mozzarella.
Serviço: Rua Amaral Gurgel, 344, 6º andar. Terça a quinta-feira, das 19h às 23h; sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 17h.
Casa Santo Antonio: Spaghetti Nero di Seppia (Rodrigo Marrano/Divulgação)
Uma charmosa casa dos anos 1960, com arquitetura da época e inteiramente restaurada, recebe os clientes em ambiente aconchegante, que também pode ser locado para eventos. O local, fora do eixo mais badalado de restaurantes da cidade, na Granja Julieta, é usualmente destino gastronômico de habitués e moradores do bairro, mas vale o deslocamento. O menu assinado pelo chef Neto Lobato aposta em massas artesanais e pratos “comfort food”. Historicamente um dos mais pedidos, o tortelli de brie com fonduta de parmesão e tartufo é ideal para os dias de temperatura baixa que se aproximam. Também há ampla oferta de risotos, carnes e sobremesas tradicionais da culinária italiana, como o tiramisù.
Serviço: Av. João Carlos da Silva Borges, 764 - Granja Julieta. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 17h.
Simone: pato e pera no menu da casa (Divulgação/Divulgação)
O italiano Simone Paratella, ao lado de sua esposa Gabriela Harue Nakao, à frente da hospitalidade, comandam um salão pequeno, com iluminação baixa e obras de arte notórias – mas a cozinha envidraçada e iluminada, talvez seja o melhor “quadro” para se observar. No salão, que acomoda até 14 pessoas, é ofertado o menu Fiducia (R$ 640). Já se tornou um clássico a massa fresca Tajarin al Ragù di Coniglio e zimbro: o macarrão é cortado na faca, acompanhado por ragu de coelho cozido lentamente. Trata-se de uma receita tradicional do Piemonte – região natal do chef. No último mês de abril, lançou a experiência Balcão do Chef (R$ 920), que acomoda apenas 5 clientes por noite e deve ser reservada previamente.
Serviço: Rua Tapinas, 118 – São Paulo. Quarta a sexta, das 12h às 15h. Terça a sábado, aberto para o jantar.
Fujii: abertura à noite apenas uma vez por mês, ampliando o acesso do público à sua cozinha (Divulgação/Divulgação)
Inaugurado em 2003 no Mercado Municipal de Curitiba, consolidou-se como o destino de comida japonesa tradicional na cidade, além de ser muito frequentado por cozinheiros locais. Sob comando do chef Vinícius Fujii desde 2011, a casa mantém proposta centrada em ingredientes de alta qualidade e execução autêntica, oferecendo uma experiência fiel às técnicas japonesas. Receitas como o tirashii, que traz pescados, frutos do mar e ovas, tudo do mais fresco no dia, fazem sucesso. Há também oferta de pratos quentes, como os lámens e o katsusando. Mais recentemente, passou a abrir à noite apenas uma vez por mês, ampliando o acesso do público à sua cozinha.
Serviço: Avenida 7 de Setembro, 1865 - loja 194. Terça a domingo, das 11h30 às 16h00; segunda quinta-feira do mês, das 19h00 às 23h00.
Goya: casa comandada por Uilian Goya (Divulgação/Divulgação)
Sentar-se no balcão do restaurante é ter uma experiência intimista, com poucas pessoas, em que se pode observar os preparos meticulosos e silenciosos bem à sua frente, sob o comando de Uilian Goya. O omakase percorre sequências de sashimis, niguiris, pratos quentes e criações autorais. O arroz é tratado com extremo zelo e servido na temperatura correta, como é esperado, e se tornou uma das assinaturas da casa. O balcão acomoda até 12 pessoas e o serviço acontece somente mediante reservas, apenas no jantar, em dois horários fixos.
Serviço: Rua Artur Frazão, 37 - Jardim Paulista, São Paulo. Terça a sábado, às 19h e às 21h15.
Nimbus: menu degustação (R$ 600 ou R$ 820 com harmonização) em oito etapas (Rafael Mollica/Divulgação)
Fine dining precisa ser necessariamente sério? No restaurante de Botafogo, aberto no fim do último ano, não. Comandado pela restauratrice Ruth de Assis e seu marido, o chef James McLennan, de origem inglesa, o estabelecimento conta com 30 lugares e funciona somente sob reserva. Ao comensal é ofertado exclusivamente menu degustação (R$ 600 ou R$ 820 com harmonização) em oito etapas. O menu é renovado a cada três meses. Entre os pratos do novo menu, preparos como peixe levemente curado com harissa verde, cenouras em diferentes texturas e namorado assado com lula e guanciale. A união entre as cozinhas da França e do Japão é nítida, reinterpretada com ingredientes do Brasil.
Serviço: Rua Dezenove de Fevereiro, 153 - Botafogo, Rio de Janeiro. De terça a sábado, das 19h às 0h. Reservas das 19h às 21h, em janelas de 15 minutos.
Ophelia: seleção de charcutarias da casa (Tomás Rangel/Divulgação)
Com ares de restaurante descolado e público frequentador jovem, o restaurante de Ipanema apresenta uma leitura “desobediente” da cozinha clássica francesa. Sob comando do chef Pedro Attayde, o cardápio valoriza produção artesanal, com destaque para a seleção de charcutarias da casa, além de pratos como lasanha de pato confitado. A carta de coquetéis traz assinatura de Gabriel Santana (Santana Bar, em São Paulo) e a de vinhos é focada em rótulos naturais. Não deixe de olhar para o salão: as obras de arte pintadas no próprio restaurante foram inspiradas na charcutaria francesa e são de autoria dos artistas João Cordel e Anna Heizer.
Serviço: Rua Barão da Torre, 538. Terça a sábado, das 12h à 00h. Domingo, das 12h às 18h.
Osteria della Colombina: nome remete às “colombinas”, que são pombinhas feitas com massa de pão (Divulgação/Divulgação)
Em uma subida impressionante de 24 posições entre os rankings do último ano e o atual, o restaurante tem em seu cardápio pratos italianos baseados na intensa imigração italiana que a cidade do Sul recebeu há mais de 150 anos. Brilham a polenta brustolada com queijo, a galinha rostida e o gnocchi a três queijos. O nome remete às “colombinas”, que são pombinhas feitas com massa de pão. O cardápio é servido em sequência de pratos, com preço fechado.
Serviço: Linha São Jorge, Estrada do Sabor, interior de Garibaldi. Tel. (54) 9 9121-1040. Almoços sempre mediante reservas, às sextas-feiras, sábados e domingos.
Maria e o Boi: costela derretida com purê queijudo trufado (Tomas Rangel/Divulgação)
Uma esquina bem charmosa tornou-se destino para carnes preparadas na brasa. Comandada pela chef Vanessa Rocha, ao lado dos chefs Erik Nako, Cristiano Lanna e Luiz Petit, e do restaurateur André Korenblum, a casa, inaugurada há oito anos, construiu sua identidade a partir da valorização da gastronomia brasileira e da pesquisa de ingredientes, com o fogo como elemento central. Um dos grandes diferenciais do restaurante é combinar cortes com acompanhamentos e receitas inspiradas nas diferentes regiões do país, reforçando uma proposta de mesa generosa, para compartilhar.
Serviço: Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Horário: segunda a quinta, das 12h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 0h; domingo, das 12h às 22h.
Valle Rústico: um dos representantes da chamada “cozinha de natureza”, conceito criado pelo chef Rodrigo Bellora (Divulgação/Divulgação)
Localizado na Serra Gaúcha, é um dos principais representantes da chamada “cozinha de natureza”, conceito criado pelo chef Rodrigo Bellora. O restaurante aposta em uma experiência de menu degustação que muda conforme as estações, guiada pelo que a terra oferece em cada período. A proposta é unir agricultura e gastronomia, com forte presença de ingredientes orgânicos, sazonais e provenientes de pequenos produtores locais.
Serviço: Via Marcilio Dias, S/N, Garibaldi. De quarta a sábado, das 19h3 às 22h, domingos das 12h às 14h30.
Lilia: liderança do restaurateur Lucio Vieira (Marcos Werneck/Divulgação)
É em um sobrado histórico na Lapa que o restaurante, sob a liderança do restaurateur Lucio Vieira, apresenta menus sazonais que mudam com frequência e privilegiam ingredientes de produtores locais. A cozinha, comandada pelo chef Yan Ramos, apresenta opções em formato à la carte e menu degustação, sempre guiadas pelo frescor dos insumos. A casa também reúne reconhecimentos do Guia Michelin e de premiações gastronômicas nacionais.
Serviço: Rua do Senado, 45 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ. Segunda a sexta, das 11h30 às 15h e das 19h às 23h; sábados, das 12h às 17h e das 20h às 23h.
Varanda Grill: três unidades em São Paulo, sob o comando de Sylvio Lazzarini e do chef Fabio Lazzarini (Henrique Peron/Divulgação)
O Varanda Grill consolidou-se como uma das steakhouses mais prestigiadas do país ao reunir cortes selecionados de origens brasileira, argentina e norte-americana. São três unidades em São Paulo, sob o comando de Sylvio Lazzarini e do chef Fabio Lazzarini, seu filho, que é formado na Itália e assume o balcão do Varanda D.Inner, menu degustação servido na unidade Faria Lima, que combina influências das cozinhas italiana e japonesa com criações contemporâneas autorais.
Serviço: Unidade Jardins: Rua General Mena Barreto, 793 - Jardim Paulista. Segunda a quinta, das 12h às 15h; sexta e sábado, das 12h às 16h; domingo, das 12h às 17h30. Jantar de segunda a sábado, das 19h às 22h. Unidade JK: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 - Shopping Center JK Iguatemi - Loja 321B - Piso 2 - Itaim Bibi. Segunda a quinta, das 12h às 15h; sexta, das 12h às 16h; sábado e domingo, das 12h às 16h. Jantar de segunda a domingo, das 18h às 22h. Unidade Faria Lima: Rua Prudente Correia, 432 – Jardim Europa. Segunda a quinta, das 12h às 15h; sexta e sábado, das 12h às 16h; domingo, das 12h às 17h.
Tragaluz: restaurante traz para os holofotes comidas mineiras que, muitas vezes, são mais familiares e restritas aos ambientes domésticos (Divulgação/Divulgação)
O restaurante traz para os holofotes comidas mineiras que, muitas vezes, são mais familiares e restritas aos ambientes domésticos. Tudo no local é atento aos detalhes: desde a decoração e o cuidado com a casa, de mais de 300 anos, à comida que chega à mesa. Um dos pratos mais solicitados do menu, a Pintada Tragaluz, é um preparo lento com a galinha-d’angola, um dos símbolos de Tiradentes.
Serviço: Rua Direita, 52, Centro, Tiradentes. Tel. (32) 3355-1424. Quarta a segunda a partir de 19h.
Taberna Japonesa Quina do Futuro: comando do chef André Saburó (Rafael Salvador/Divulgação)
A história do restaurante tem seus primórdios há quase 70 anos, quando a família Matsumoto, natural de Sasebo, no Japão, chegou ao Brasil. Já o restaurante em questão celebra 40 anos de existência em 2026. O chef André Saburó, que aprendeu a cozinhar principalmente com seu pai e tio, tornou-se conhecido por sua atuação e destreza no manuseio do atum, para aproveitar ao máximo o pescado. Em seu restaurante, é possível provar pratos como o sarapatum, uma releitura do sarapatel nordestino, e o stinco de atum.
Serviço: Rua Xavier Marques, 134, Aflitos. Segunda a sexta, das 11h30 às 15h e das 18h às 23h. Sábado, das 12h às 15h30 e das 18h às 23h.
Aizomê: comandado por Telma Shimizu (Rafael Salvador/Divulgação)
O Aizomê consolidou-se como um dos mais tradicionais restaurantes japoneses da capital ao traduzir, por meio de sua gastronomia, o conceito de omotenashi — a cultura japonesa da hospitalidade baseada na atenção aos detalhes, no cuidado genuíno e na experiência acolhedora do cliente. Sob comando da chef Telma Shimizu, a casa combina técnica, delicadeza e ingredientes sazonais em menus que valorizam sabores tradicionais com toques autorais. O restaurante oferece ambientes intimistas, tatames, balcão de sushi e experiências omakase que reforçam a conexão entre cozinha, serviço e tradição japonesa.
Serviço: Alameda Fernão Cardim, 39, Jardim Paulista. Tel. (11) 2222-1176. Segunda a domingo, das 11h30 às 14h30 e segunda a sábado, das 18h às 22h.
Arturito: a cozinha comandada por Paola Carosella expede ótimos pratos clássicos (Manuel Sá/Divulgação)
Paola Carosella é, definitivamente, uma mulher de muitas vertentes: chef, empresária e apresentadora de televisão, para mencionar algumas. Em seu Arturito, o que brilha, além do menu consistente e de clássicos, a exemplo da releitura da salada Waldorf, servida em taça alta, é o atendimento elegante — aliás, desde que o restaurante mudou de endereço, há quase três anos, a hospitalidade não passa despercebida. As massas de Paola são como devem ser: simples, puristas e memoráveis, como o ravioli de ricota de búfala e molho de tomates San Marzano.
Serviço: Rua Chabad, 124 - Jardim Paulista. Terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h30; sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h30; domingo, das 12h às 16h30.
Jacó: chef Iago Jacomussi, eleito “Jovem Chef de 2025” pelo Guia Michelin (Javier Augustin Rojas/Divulgação)
O Jacó reforça sua proposta de bistronomia ao combinar ingredientes brasileiros com referências internacionais em criações autorais do chef Iago Jacomussi, eleito “Jovem Chef de 2025” pelo Guia Michelin. Inspirado por uma recente viagem à Tailândia, o chef ampliou o diálogo entre sabores asiáticos e nacionais em pratos como lagostim com molho de moqueca thai e vieiras com aguachile de melão. Em clima descontraído e de compartilhamento, o restaurante da Vila Madalena aposta em combinações inusitadas, ingredientes de pequenos produtores e técnicas para oferecer uma experiência de fine dining acessível, marcada por criatividade, frescor e forte identidade autoral.
Serviço: Rua Fidalga, 357, Vila Madalena. Quarta a sábado, das 19h às 23h (bar até 1h). Almoço sábado, das 12h às 15h e domingo, das 12h às 16h.
Benedita Cozinha: sanduíche de peixes do restaurante em Fernando de Noronha (Divulgação/Divulgação)
Desde 2022, o chef Dário Costa divide seu tempo entre seus restaurantes de Santos (Paru e Madê) e o Benedita, em Fernando de Noronha. A cozinha do Benedita parte da valorização dos ingredientes, sem invenções mirabolantes, e o nome é uma homenagem à sua avó, responsável por algumas receitas da casa.
Serviço: Rua São Miguel, 180 – Vila do Trinta - Fernando de Noronha. De segunda a domingo, das 12h às 23h.
Florestal: casa encerrou as operações em 21 de junho de 2026 (Divulgação/Divulgação)
No ranking de 2026, a chef Bruna Martins figura duas vezes — a primeira delas com o seu Birosca S2, na posição 36. Nascida em Belo Horizonte, Bruna cresceu em uma família de libaneses e italianos, herança que despertou sua relação com a cozinha. O último menu, batizado de Planta Carnívora, privilegiou o encontro entre o universo vegetal e o sabor do braseiro. A casa encerrou as operações em 21 de junho.
Serviço: Avenida Assis Chateaubriand, 176 – Floresta.
Jiquitaia: chef Marcelo Correa Bastos — que é sócio de sua irmã, Nina Bastos (Divulgação/Divulgação)
O chef Marcelo Correa Bastos — que é sócio de sua irmã, Nina Bastos — serve o que brasileiros e estrangeiros gostam de comer: comida brasileira e reconfortante. Um bom começo são os famosos torresmos de barriga de porco, ideais com uma caipirinha ou até mesmo uma cachaça — a carta da casa é extensa. O menu segue com pratos como moqueca de peixe com camarão, entre outros.
Serviço: Rua Cel. Oscar Porto, 808 – Paraíso. Terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 22h30; domingo, das 12h às 16h.
Jean-Georges: salão reformado no ano passado no Palácio Tangará (Divulgação/Divulgação)
O hotel Palácio Tangará, imponente por si só, é como um refúgio dentro do caos da Pauliceia. Seu restaurante principal, que traz assinatura do chef Jean-Georges Vongerichten, é comandado pelo chef Filipe Macambyra e contempla uma estrela no Guia Michelin Brasil. Desde cedo, o restaurante cede seu espaço para o café da manhã dos hóspedes — também aberto a passantes — servido no imponente salão com vista para o Parque Burle Marx. Aberto apenas à noite, pode-se escolher entre à la carte ou degustação, Signature (R$ 850) ou Premium (R$ 1.080). No primeiro deles, um dos tempos é o robalo com especiarias, servido com molho agridoce, prato assinatura do chef Vongerichten.
Serviço: Rua Dep. Laércio Corte, 1501, Panamby. De quarta a sábado, das 19h às 23h.
Kanoe: comandado pelo chef Tadashi Shiraishi e por sua sócia Patrícia Bianco, e a sommelière e Gabriele Frizon (Divulgação/Divulgação)
Inaugurada em 2022 nos Jardins, a casa minimalista comandada pelo chef Tadashi Shiraishi e por sua sócia Patrícia Bianco tem apenas oito lugares e um único serviço por noite, exclusivamente no formato omakase. A sequência de cerca de 17 tempos (R$ 1.400) explora a máxima expressão de ingredientes sazonais e técnicas tradicionais, com ampla gama de peixes frescos como pargo, olho-de-boi e atum bluefin, além de ouriço, ovas, algas e tubérculos. A jornada sensorial tem início com o shari recém-temperado, servido de forma ritualística para orientar o paladar ao longo da noite. Nos últimos tempos, o chef preferiu retornar ao minimalismo e resgatar preparações clássicas da culinária japonesa, como ozoni (sopa de Ano-Novo), tamago (bolo de ovo e peixe) e o maguro no chiai (músculo sanguíneo do atum).
Serviço: Alameda Itu, 1578 – Jardins. De terça a sábado, pontualmente às 19h. Aos sábados, almoço às 12h.
Kotori: casa comandada por Thiago Bañares (Divulgação/Divulgação)
O restaurante consolidou sua identidade ao aprofundar a cozinha yōshoku, vertente da gastronomia japonesa surgida a partir da adaptação de influências ocidentais ao paladar e às técnicas do Japão. Com selo Bib Gourmand do Guia Michelin e presença na lista Latin America’s 50 Best Restaurants 2025 (50º), a casa comandada por Thiago Bañares evoluiu de um perfil inspirado nos izakayas modernos para uma proposta fine casual, com pratos que apresentam técnicas sofisticadas, mas foram feitos para o compartilhamento no centro da mesa. Reforçando sua vocação para negócios com ótima coquetelaria — Bañares também é sócio do premiado Tan Tan —, do bar do Kotori partem coquetéis clássicos, mas também highballs, que são drinques carbonatados e com menor teor alcoólico.
Serviço: Rua Cônego Eugênio Leite, 639 - Pinheiros. De terça a sexta, das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h.
Sud, o Pássaro Verde: da chef Roberta Sudbrack (Divulgação/Divulgação)
A chef Roberta Sudbrack ficou conhecida, primeiramente, por ser a primeira mulher a assumir a cozinha do Palácio da República. Hoje, a chef preserva seu legado gastronômico à frente do restaurante com ares de casa, no bucólico bairro do Jardim Botânico. É de um fogão a lenha, aparente no salão, que partem pratos que mudam com frequência, conforme a disponibilidade de produtos. Ela também atua de forma próxima com pequenos produtores, oferecendo — e apresentando ao público — queijos e embutidos.
Serviço: Rua Visconde de Carandaí, 35, Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Telefone (21) 97383-6725 Sexta e sábado das 12h às 15h domingo,go das 12h às 17h. Terça sábado,do das 18h às 22h.
Le Jardin: integrado ao lobby do hotel e repleto de obras de arte, com interiores assinados por Philippe Starck (Ruy Teixeira/Divulgação)
Um dos maiores trunfos de um restaurante de hotel é ter variadas opções para qualquer momento do dia. Quando falamos do Le Jardin, dentro do Rosewood São Paulo, espere também por cenário estonteante, cercado por vegetação. Integrado ao lobby do hotel e repleto de obras de arte, com interiores assinados por Philippe Starck, o espaço é pet friendly em seu jardim. O cardápio de cozinha contemporânea transita entre cafés da manhã elaborados, que são servidos à mesa conforme a escolha dos hóspedes e passantes, petiscos, pizzetas, pratos principais e carta de bebidas disponível durante todo o funcionamento.
Serviço: Rua Itapeva, 435 – Rosewood, São Paulo. Aberto 24 horas.
Oro: restaurante comandado pelo chef Felipe Bronze e pela sommelière Cecilia Aldaz (Thays Bittar/Divulgação)
Com duas estrelas Michelin, o restaurante comandado pelo chef Felipe Bronze e pela sommelière Cecilia Aldaz aposta em uma cozinha brasileira de vanguarda marcada por combinações inesperadas, sabores afetivos e preparos no fogo. Instalado no Leblon, a poucos metros da praia, o espaço traduz o lifestyle carioca em uma experiência sofisticada, reunindo menus degustação que exploram memória, criatividade e ingredientes nacionais em apresentações contemporâneas. A sequência Criatividade (R$ 1.100) traz 11 snacks, quatro principais e uma sobremesa, além de café e gourmandises. No Afetividade (R$ 980), a mesma estrutura, só que com dois pratos principais.
Serviço: Rua General San Martin, 889, Leblon. De terça a sexta, das 19h às 23h; sábado, das 13h às 16h e das 19h às 23h.
Tappo: casa dos sócios Benny Novak e Renato Ades, também à frente do Ici Bistrô (Helena Rubano/Divulgação)
Dos sócios Benny Novak e Renato Ades, também à frente do Ici Bistrô, o Tappo reabriu em 2024 e passou a funcionar no Edifício Paquita, no bairro de Higienópolis, preservando o ambiente intimista e o serviço próximo, bem em frente ao Parque Buenos Aires. O cardápio mantém foco em receitas tradicionais italianas, com destaque para massas como carbonara e amatriciana, além de lasanhas, fritti e pratos como polpette e costeleta de porco à milanesa. A proposta valoriza preparos simples e bem executados, acompanhados por uma carta de vinhos enxuta com ênfase em rótulos italianos e boa relação de custo-benefício, reforçando o caráter de trattoria contemporânea.
Serviço: Rua Alagoas, 475 - Higienópolis. De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 17h.
Lavva: restaurante marca o retorno do chef Paulo Shin à cena paulistana (Kato/Divulgação)
A casa, dentro do Mata Città, marca o retorno do chef Paulo Shin à cena paulistana. Com grelhas instaladas no centro das mesas, o restaurante propõe uma vivência interativa em torno de cortes premium, preparados coreanos e serviço compartilhado. O comensal pode optar pelo menu aberto ou por três vertentes do Ritual do Fogo: Iniciação (R$ 340), que oferece cortes de Denver Steak, Ancho de Angus, Flat Iron e Galbi marinado. Já o Elevação (R$ 490) reúne uma seleção mais sofisticada, com peças como Flat Iron Wagyu, Chorizo Wagyu, entre outras. Ambos são acompanhados por doze preparações tradicionais do ritual coreano. O mais especial, Imersão (R$ 980), começa com entradas cruas, saladas e, depois, surpreende com cortes especiais de carne no fogo, que acompanham preparos coreanos e batatas fritas com caviar. A experiência termina com uma sobremesa.
Serviço: Rua Itapeva, 569 — Cidade Matarazzo. Bela Vista. De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 22h. Domingo: das 12h às 18h.
Sushi Vaz: casa comandada pelao cuiabano Wdson Duarte Vaz (Divulgação/Divulgação)
O cuiabano Wdson Duarte Vaz começou seu restaurante em uma pequena galeria na Avenida Paulista, em 2018, que vivia lotada de clientes. O sucesso elevou o patamar e levou à mudança de endereço para a Alameda Santos, mas o foco seguiu o mesmo: surpreender clientes com técnica e frescor de peixes e frutos do mar, tudo isso com muita simpatia. Hoje, somam-se mais duas unidades: uma segunda em São Paulo e, mais recentemente, uma casa no Rio de Janeiro — com apenas um balcão que acomoda 12 pessoas e poucas mesas externas. Reservas são recomendadas.
Serviço: Alameda Santos, 2528 B – Jardins. De terça a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e domingo, das 13h às 17h.
Toto: Parpadelle Fresco (Gabriel Mendes/Divulgação)
Inspirado nos neobistrôs parisienses, o Toto aposta em uma cozinha contemporânea, descomplicada e afetiva, unindo técnicas francesas, influências asiáticas e ingredientes brasileiros. O nome do local vem de um apelido de infância do chef Thomas Troisgros (também à frente do Oseille, número 31 do ranking), dado por seu avô, o também chef Pierre Troisgros. O menu reúne criações autorais que traduzem experiências e memórias de viagens do chef: gyoza de costela, bun de camarão e pargo à meunière de tangerina.
Serviço: Joana Angélica, 155 - Ipanema, Rio de Janeiro - RJ. Segunda a sábado, das 12h às 00h. Domingo, das 12h às 23h.
Shin Zushi: restaurante japonês de perfil familiar (Divulgação/Divulgação)
O Shin Zushi, no bairro do Paraíso, em São Paulo, é um restaurante japonês de perfil familiar que mantém forte ligação com a culinária tradicional. Criado originalmente pelo pai, hoje é comandado pelos irmãos Ken e Nobu Mizumoto. A casa trabalha com duas frentes: o omakase servido no balcão, em uma experiência mais direta com os sushimen, e o serviço à la carte nas mesas. Com foco na cozinha japonesa clássica e no uso preciso dos ingredientes, o restaurante aposta em combinações simples e bem executadas, como ostra e carapau, em um ambiente de atendimento próximo e descontraído. Ah, e não tente pedir salmão, porque a casa não serve o peixe.
Serviço: Rua Afonso de Freitas, 169 – Paraíso. De terça a sábado, das 11h30 às 14h e das 18h às 22h. Domingo, das 12h às 15h.
Terraço Notiê: comandado do chef Onildo Rocha (Divulgação/Divulgação)
Sob comando do chef Onildo Rocha, reconhecido pelo Guia Michelin e pelo Latin America’s 50 Best Restaurants, o menu valoriza sabores e referências das diferentes regiões do país, com pratos como o ravioli de siri e o tartare de cordeiro. A carta de drinques leva assinatura de Ricardo Miyazaki e o programa pode ficar mais completo com a sala de música, espaço inspirado nos listening bars japoneses, com programação dedicada à música brasileira. A localização privilegiada, no último andar do Shopping Light, garante a vista estonteante para construções icônicas do centro de São Paulo, como o Theatro Municipal e o Viaduto do Chá.
Serviço: Shopping Light, acesso pelo estacionamento. Rua Formosa, 157 – Centro Histórico. Segunda, das 12h às 15h30. Terça e quarta, das 12h às 23h. Quinta a sábado, das 12h às 2h. Domingo, das 12h30 às 18h.
Arvo: restaurante ocupa um casarão e aposta em uma atmosfera acolhedora (Gabriel Maia/Divulgação)
Não tente ir ao Arvo no jantar, porque a sua proposta é outra. Criado pelos sócios Pedro Godoy e Eduardo Freyre, o restaurante ocupa um casarão e aposta em uma atmosfera acolhedora, cercada por árvores e hortas com PANCs. Com café da manhã regional, sempre aos domingos, roda de samba e projetos como o Empório Ar e o ARVO Ateliê, o espaço une gastronomia, cultura e experiência. O menu combina memórias afetivas com toques asiáticos, que pode ser pareado com coquetelaria autoral ou a carta de vinhos 100% brasileira e condizente com a proposta.
Serviço: Rua Djalma Farias, 170, Torreão, Recife. Abre sábado e domingo no café da manhã, das 8h às 11h, e de segunda a sexta, das 11h45 às 16h.
Capim Santo: refúgio no centro financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima (Divulgação/Divulgação)
Já se passaram mais de 25 anos desde que o Capim Santo abriu as portas em São Paulo – tudo começou bem antes, em 1985, no Quadrado de Trancoso, com os pais da chef Morena Leite. Na cidade, o restaurante está dentro do Solar Fábio Prado, um refúgio no centro financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima. Com serviço atencioso e muitos sorrisos, o menu tem clássicos baianos como bobó de camarão e moqueca (nas versões de frutos do mar e vegetariana), releituras como o mini acarajé de capim-santo, complementado com algas. A planta também dá toque a um tradicional doce brasileiro: o brigadeiro de capim-santo, que pode ser degustado no buffet de sobremesas servido nos fins de semana.
Serviço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano. Menu de almoço: de terça a sexta, das 12h às 15h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Menu de tarde: de terça a sexta, das 15h às 17h.
Dois de Fevereiro: Moqueca de Peixe do chef João Diamante (Divulgação/Divulgação)
O chef João Diamante, à frente da casa, ficou muito conhecido por seu trabalho social Diamantes na Cozinha, que o levou a ganhar o prêmio “Champions of Change”, do The World’s 50 Best, em 2024. Localizado na Pequena África, o restaurante serve pratos de forte identidade afro-brasileira, como moquecas baianas, bobó de camarão, picanha de sol com baião de dois e feijoada. O nome é uma homenagem ao dia de Iemanjá, orixá super presente na decoração da casa.
Serviço: Rua Sacadura Cabral, 79, Saúde. De terça a domingo, das 11h30 às 18h.
Cozinha 212: ingredientes frescos vindos do Mato 212, horta da família Weitbrecht em Cotia (Divulgação/Divulgação)
Em uma das ruas com grande concentração de restaurantes em São Paulo, o Cozinha 212, que tem no comando o chef Stefan Weitbrecht e seu sócio Victor Collor, fotógrafo, completa dez anos mantendo a essência que o transformou em referência: cozinha na brasa, ingredientes sazonais e atmosfera acolhedora. À noite, a luz baixa, trilha sonora agradável e a churrasqueira ao fundo proporcionam ao salão muito charme. É ela quem dá tom a vegetais e carnes, caso do magret acompanhado por beterrabas queimadas e o espeto de língua na brasa em seu próprio caldo, ambos novos pratos do menu de outono. Ingredientes frescos vindos do Mato 212, horta da família Weitbrecht em Cotia, reforçam a conexão da casa com a natureza e a sazonalidade.
Serviço: Rua dos Pinheiros, 174, Pinheiros. De terça a sexta, das 19h à 01h. Sábado, das 13h às 16h e das 19h à 01h.
Bodega Pepito: Ebi Sando do chef Oscar Bosch (Rodolfo Regini/Divulgação)
Com menos de um ano de funcionamento, a casa de Oscar Bosch já nasceu como um sucesso – com filas de espera desde a abertura. A proposta mais descontraída une o espírito de tradicionais bodegas espanholas à atmosfera dos botecos brasileiros, servindo petiscos ideais para compartilhar na mesa – como as croquetas de pato, choribao e o pan tomaca (este, bem tradicional espanhol). Entre os principais, o steak frites vem acompanhado por fritas e molho bordelaise (clássico francês) e, claro, há também arrozes com socarrat, uma das marcas registradas do chef catalão.
Serviço: Rua dos Pinheiros, 320 - Pinheiros. De terça a quinta, das 12h às 15h e das 18h às 23h30; sexta, das 12h às 16h e das 18h às 00h; sábado, das 12h às 00h; domingo, das 12h às 17h.
Blaise: camarão com leite de coco (Ruy Teixeira/Divulgação)
Localizado no térreo do Rosewood São Paulo, o Blaise combina o ambiente aconchegante, com amplo uso de madeira nos revestimentos e luz baixa, com uma cozinha centrada em ingredientes brasileiros e técnica francesa. Pautado pelo conceito farm to table, o restaurante valoriza produtores locais, sazonalidade e processos artesanais. Sob comando dos chefs Fernando Bouzan, diretamente do restaurante, e Rachel Codreanschi, chef executiva do hotel, o menu reúne preparos autorais, ingredientes de origem controlada e pratos que equilibram refinamento técnico e simplicidade. Batizado de “Experiência” (R$ 650 ou R$ 1.400, com harmonização de vinhos), o percurso propõe 5 etapas e conta com produtores interessantes nos pratos, caso do Projeto A.MAR.
La France: culinária proposta é majoritariamente do país europeu (Divulgação/Divulgação)
A chef Zinda Carvalho inaugurou o seu restaurante nos anos 2000, após muitos anos vividos na França, período em que trabalhou em cozinhas francesas. Desde então, conquistou destaque na cena da cidade e entre os clientes, muitos deles, habitués. Como o nome já indica, a culinária proposta é majoritariamente do país em que viveu, com pratos como salada niçoise, filé au poivre vert e tarte tatin, além de algumas poucas licenças para pratos brasileiros e até mesmo portugueses.
Serviço: Rua Silva Jatahy, 982, Meireles. De segunda a sábado, das 11h30 às 15h30 e 18h30 às 22h30. Domingo, das 11h30 às 15h30.
Gingado: criações da chef Lorena Machado (Divulgação/Divulgação)
Inspirado na bistronomia francesa, conceito que funde técnicas clássicas em ambientes mais casuais, criado nos anos 1990 em Paris, o Gingado propõe aos comensais pratos vistosos, que podem ser pareados com coquetéis ou vinhos, com um serviço descomplicado. Pelas mãos e mentes da chef Lorena Machado, partem da cozinha pratos como o principal camarões, mil-folhas e bisque; e a sobremesa rabanada, chocolate e laranja, ambos do menu fixo; ou especiais da semana.
Serviço: Rua Eduardo Garcia, 201. De terça a quinta, das 18h às 23h. De sexta e sábado, das 12h às 23h. De domingo, das 12h às 16h.
Caxiri: restaurante comandado pela chef Débora Shornik (Ana Paula Lustosa/Divulgação)
Bem ao lado do Teatro Amazonas está o Caxiri, restaurante comandado pela chef Débora Shornik. Em seus pratos, utiliza ingredientes típicos do estado, muitas vezes não conhecidos pelo público convencional, numa mistura entre tradição, modernidade e leitura autoral. Um bom exemplo é a salada de PANCs (plantas alimentícias não convencionais) com vitória-régia, que apresenta sabores do Norte por meio do paladar. A piranha assada na brasa é acompanhada de arroz de jambu (a planta conhecida por trazer sensação de dormência à boca), vinagrete de tucupi e farofa Uarini.
Serviço: Rua 10 de Julho, 495 - Centro. De terça a domingo, das 11h30 às 15h, e de terça a sábado, das 19h às 22h.
Nomo: cardápio dividido em entradas, vegetais, brasa e sobremesas (Gabriel Cabral /Divulgação)
Foi numa esquina da Vila Madalena, em 2022, que a restauratrice e sommelière Patrícia Werneck e o empreendedor Danilo Ancete abriram o restaurante, com o chef Nando Carneiro à frente da cozinha. O cardápio atual, dividido em entradas, vegetais, brasa e sobremesas, valoriza ingredientes de diferentes culturas e aposta em molhos marcantes e camadas de sabor. Para abrir alas, as vieiras belle meunière com khao kua, limão e bottarga são uma boa opção. Na sequência, as proteínas podem ser combinadas com acompanhamentos, com destaque para o cupim casqueirado, um dos carros-chefes da casa, servido com textura extremamente macia.
Serviço: Rua Harmonia, 815. De terça a sexta, das 19h às 23h. Sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h30 às 17h (fechada nos dois primeiros domingos do mês).
Jurados: Andrea Schwarz (@gastrodeias), Arnaldo Lorençato (Veja São Paulo), Bárbara Magalhães Browne (@mesadividida), Carlos Altman (Jornal Estado de Minas), Carolina Daher (Revista Encontro), Cecilia Padilha (Sabor & Arte), Cristiana Beltrão (Instituto Bazaar/Veja Rio), Daniel Sozzo (@danielsozzo), Daniela Filomeno (CNN Viagem e Gastronomia), Danielle Dalla Valle Machado (Bom Gourmet), Danilo Vale Carneiro (@danilovcarneiro), Diego Fabris (Wine Locals), Edi Souza (Folha de Pernambuco), Eduardo Milan (Decanter World Wine Awards), Eunides Lins de Oliveira (TNH1), Fabio Wright (Taste and Fly), Felipe Almeida de Freitas (@almeida1984), Fernanda Meneguetti (Estadão), Gabrielli Menezes (UOL), Georgia Guzzo (Eating Curitiba), Giuliana Iodice (Colunista), Gui Poulain (@guipoulain), Isabela Lapa (@coisasdemineiro), Isabelle Silva Moreira Lima (Gama revista/Folha de S.Paulo), Ivan Padilla Albareda (EXAME), Izakeline de Paiva Ribeiro (Portal Sabores da Cidade), Josimar Melo (Sabor&Arte/UOL/Folha), Júlia Storch (EXAME), Juliana A. Saad (The Travel Lifestyle), Juliana Simon Venancio (UOL), Junior Ferraro (Revista Azul), Jussara Voss (BFC - Bom Gourmet), Lorena Martins (O Tempo), Luiz Victor Bezerra Torres (@luizvictortorres), Luiza Fecarotta (Rádio CBN), Marcel Miwa (Guia dos Vinhos/Gula), Maria Tereza Carvalho (@proveieaprovei), Mariella Lazaretti (Prazeres da Mesa), Marina Marques (CLAUDIA), Patricia Ferraz (Estadão), Patricia Oyama (ELLE Brasil), Paula Theotonio (Jornal Correio), Rafael Tonon (UOL/Esquire), Renata Araújo (You Must Go!), Renata Monty (Viagem Gourmet), Roberta Malta (@robertamalta), Roberto Hirth (@robertohirth), Rosa Moraes (Ânima Educação) e Tina Bini Bornstein (CNN Viagem & Gastronomia).